Adição Dezena E Unidade 1 Ano - Atividades Dezena E Unidade 1 Ano - RETOEDU
Atividades Dezena E Unidade 1 Ano - RETOEDU

Como ensinar adição com dezenas e unidades no 1º ano

A adição dezena e unidade 1 ano é um dos pilares da aritmética nessa série, mas a forma como ela é ensinada faz toda a diferença no resultado. Na prática, crianças de seis ou sete anos ainda estão construindo o conceito de valor posicional. Elas precisam entender que o dígito na posição das dezenas representa grupos de dez, e não apenas um símbolo isolado. Sem essa base, o algoritmo vira decoreba e esquece em duas semanas. O método mais direto é começar com material concreto. Blocos base dez, palitos agrupados ou mesmo grão de feijão embolsado em grupos de dez ajudam a criança a visualizar a separação. Um professor que eu conhecia tinha um aluno que somava 23 + 45 e sempre dava 78, mas quando perguntado quantos grupos de dez ele tinha usado, não conseguia contar. A dificuldade não era a soma em si, mas a compreensão de que cada dígito carrega um peso diferente.

Adição dezena e unidade 1 ano: passo a passo prático

Vamos ao que realmente funciona na sala de aula. Primeiro, apresente números na forma expandida. O número 34 vira 30 + 4. Isso parece óbvio, mas muitos docentes pulam essa etapa porque acham que as crianças já percebem naturalmente. Não percebem. Passe pelo menos uma semana só nisso antes de avançar. Depois, mostre a soma por partes. Para 34 + 25, some primeiro as dezenas: 30 + 20 = 50. Some depois as unidades: 4 + 5 = 9. Junte os dois resultados: 50 + 9 = 59. Esse procedimento é lento de início, mas garante que a criança entenda o que está acontecendo.

Uma vez consolidado, transicione para o algoritmo tradicional com agrupamento. Aqui está o ponto onde a maioria esbarra. Quando a soma das unidades ultrapassa nove, é preciso trocar dez unidades por uma dezena. A troca é o conceito difícil. Crianças costumam somar as unidades e escrever o resultado inteiro na casa das unidades, ou esquecem de somar a dezena emprestada. Um problema específico que eu vi acontecer muitas vezes: ao somar 47 + 36, a criança fazia 7 + 6 = 13 e escrevia 3 na casa das unidades, mas esquecia de levar o 1 para as dezenas. O resultado ficava 73 em vez de 83. A solução que funcionou comigo foi usar palitinhos físicos. A criança agrupava fisicamente dez palitos e trocava por uma vareta de dezena. O gesto manual fixou o conceito muito mais rápido do que qualquer explicação verbal.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Pegadinhas e erros comuns

Um erro frequente é inverter a ordem dos operandos e achar que o problema está resolvido. some 27 + 35 e 35 + 27. O resultado é o mesmo, claro, mas o interessante é que alguns alunos acreditam que podem somar apenas as dezenas e apenas as unidades sem se preocupar com o alinhamento correto dos algarismos. Pedir que escrevam os números um embaixo do outro, com as unidades alinhadas às unidades e as dezenas às dezenas, resolve parte disso. Outro ponto que os livros didáticos muitas vezes tratam mal é a adição com mais de dois números. Quando o exercício pede 12 + 25 + 34, muitos professores ignoram porque não está no padrão do algoritmo simples. Mas essa variação é importante paraar o conceito. Some dezena com dezena, unidade com unidade, e depois junte. O processo é o mesmo, só muda a quantidade de parcelas.

Se a criança demonstra dificuldade persistente, considere que pode ser um problema de numeração mais basal. Às vezes o aluno não reconhece quantidades até 100 com fluência. Nesse caso, voltar a contar grupos de dez com materiais manipuláveis, mesmo que o aluno já saiba escrever os números, resolve o gargalo em poucas sessões. Não tem vergonha nisso. A base precisa estar firme antes de construir o piso de cima.

Exercícios e prática

Para prática domiciliar, elabore sequências com progressão. Comece com adições que não exigem agrupamento, como 23 + 14. Depois inclua aquelas que exigem, como 28 + 15. Alterne entre os dois tipos na mesma lista para que a criança não internalize um padrão cego. Se todos os exercícios da lista forem do mesmo tipo, ela resolve por mecanização e não por compreensão. Uma planilha simples que funciona bem contém três colunas: a conta, o desenvolvimento separado (dezenas e unidades à parte) e o resultado final. Isso obriga a criança a mostrar o raciocínio, não apenas o produto. O professor ou o responsável consegue identificar exatamente onde o erro ocorreu olhando apenas o desenvolvimento.

Não existe recurso digital que substitua o contato com material concreto nessa fase, mas ferramentas como o manipulador virtual do Banco de Atividade do BNCC ou jogos de soma no Khan Academy Kids podem servir como complemento. O uso deve ser limitado a quinze minutos por sessão. Mais do que isso vira distração, não prática. O que eu recomendo com mais firmeza é a consistência. Vinte minutos diários de exercícios curtos, sem pressão, dão melhores resultados do que uma sessão de uma hora duas vezes por semana. A memória de trabalho nessa idade é frágil e o cansaço instala rápido. Melhor pouco e frequente do que muito e esporádico.