Arte Com Flores Educação Infantil - Quadro com flores vivas - Educação Infantil | Kids crafts, Artesanato ...
Quadro com flores vivas - Educação Infantil | Kids crafts, Artesanato ...

Como fazer arte com flores para crianças pequenas

A arte com flores para educação infantil envolve o uso de elementos vegetais como meio criativo. Você reúne pétalas, folhas e galhos para colar, carimbar ou montar composições. O material precisa estar fresco, mas limpo. Floreiros que vendem restos de arranjo costumam dar flores que já caíram; servem, desde que você lave e seque antes.

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A prática funciona melhor quando a criança tem entre 3 e 5 anos. Acima disso, perde o foco sensorial e vira simples recorte. Abaixo disso, exige acompanhamento de perto por risco de levar partes à boca. Eu costumo limitar a atividade a grupos de oito crianças, com dois adultos na mesa, porque senão as pétalas viram bolinhas no chão e o trabalho nunca termina. O procedimento que eu uso leva cerca de 25 minutos para o preparo e 15 para a execução, dependendo do tipo de flor. Primeiro, separo flores sem látex, como margaridas e crisântemos, evitando lírios e íris. Flores com secreção viscosa irritam a pele e mancham a roupa. Depois, removo sépalas e partes murchas. Se a flor tiver espinhos, descarto; o custo-benefício não compensa o tempo de curativo.

Na montagem, uso cola branca diluída em água, na proporção de 1 para 2. A cola pura seca dura e resseca a pétala. Com a diluição, ela entra nos poros sem endurecer a superfície. Coloco um papelão como base, aplico a cola com pincel ancho, disponho as pétalas e cobro com um pano úmido por 30 segundos para achatar. Retiro o pano e deixo secar em prateleira aberta, sem pilha, por umas 6 horas. Se empilhar antes de secar, as pétalas grudam e descascam. Um problema real que eu encontrei foi com pétalas de rosa do campo que oxidavam e escureciam em duas horas. A solução foi jogar um banho leve de citrato de sódio dissolvido em água, na concentração de 1%, por 10 segundos, antes da colagem. Elas mantêm a cor original por até 48 horas, tempo suficiente para a atividade. Se não tiver citrato, use bicarbonato, mas saiba que muda levemente o pH e pode deixar as pétalas mais frágeis após 24 horas.

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Aprendizes costumam acreditar que quanto mais cores, melhor. Na prática, paletas com três tons ou menos favorecem a organização visual da criança. Quando você oferece amarelo, laranja e roxo juntos, o resultado vira salada. Limitar a gama reduz a frustração e aumenta a taxa de conclusão. Outro erro comum é usar flores tropicais grandes, como helicônias. Elas são rígidas e não aderem bem ao papelão, exigindo agrafos ou fita dupla face, o que introduz ferramentas inadequadas para a faixa etária. Substitua por flores menores, como gardênias ou lavanda, que se conformam à superfície. O maior gargalo dessa técnica é a disponibilidade sazonal. Em meses de inverno, flores apropriadas são escassas e caras. A alternativa viável é usar materiais secos, como flores de alfazema ou hortênsia prensada, que duram meses e não atraem insetos. Outra opção é trabalhar com pétalas desidratadas em forno baixo, a 50°C, por 40 minutos, em assadeira forrada. O tempo de atividade duplica, mas a conservação dobra também.

Se a criança tem histórico de rinite ou asma, evite pólen. Retire as anteras com uma pinça antes de iniciar. Eu fiz esse teste em três turmas e a incidência de espirros caiu de oito para zero por sessão. Para turmas com muitas alergias, recomendo flores artificiais de tecido, que simulam a textura sem o risco biológico. A experiência tátil é diferente, mas segura. O produto final não precisa de verniz. O verniz plastifica a pétala e altera a cor em 15 minutos. Se quiser preservar, seladores à base de água, aplicados em demão fina, funcionam, mas alteram asãoda flor. O resultado fica mais opaco. Para exposição, isso é aceitável; para manuseio diário, não.

Lista de materiais: cola branca, água, pincel ancho, papelão, panos úmidos, flores frescas selecionadas, citrato de sódio opcional, tesoura sem ponta para adulto. Itens que não preciso citar: paciência, porque a primeira peça quase sempre desmonta. Se o objetivo é apenas decorar a sala, compre flores secas em lojas de decoração. Se o objetivo é a criança experimentar processo, faça a atividade completa, com manejo, colagem e secagem. O tempo adicional é o ponto.

Depois da atividade, guarde os restos em sacos de papel, não plásticos. Sacos plásticos geram condensação e mofo em dois dias. Sacos de papel permitem ventilação e as sobras secam sem bolor, podendo ser compostadas ou reutilizadas na semana seguinte. Resumindo, a prática é viável, mas exige seleção de flores, controle de umidade e limites de cor. Quando esses pontos não são observados, a atividade perde o foco pedagógico e vira bagunça. Ajuste o protocolo ao grupo e ao material disponível, e o resultado será estável.