Arvore Flamboyant Vermelho - Flamboyant vermelho - Saiba como cultivar - Projeto Jardinando
Flamboyant vermelho - Saiba como cultivar - Projeto Jardinando

Como cultivar a árvore flamboyant vermelha

A Delonix regia é uma árvore nativa de Madagascar que ganhou popularidade em regiões tropicais e subtropicais por suas flores intensas. O nome comum no Brasil é flamboyant, e a versão de pétalas vermelho-vivo é a mais procurada para paisagismo. O problema é que muita gente planta achando que é fácil e depois se arrepende quando vê as raízes rompendo o piso da calçada ou o peso dos galhos quebrando sob ventos fortes. O cultivo começa pela escolha do local. A árvore precisa de sol pleno, sem sombra de prédios ou outras árvores nos primeiros cinco anos. O solo deve ser bem drenado. Se seu terreno tem argila pesada e encharca na chuva, você vai ter que fazer cova de drenagem com pelo menos 80 centímetros de profundidade e adicionar areia grossa e pedra britada. Eu já vi caseiros plantarem direto na terra firme e a árvore morrer em dois anos por apodrecimento radicular. Não é diferente com a arvore flamboyant vermelho.

O que todo mundo erra ao plantar arvore flamboyant vermelho

O erro mais comum é adiar a poda de formação. As mudas vindas de viveiro geralmente chegam com um único tronco e muitos ramos baixos. Se você não eliminar os ramos laterais até a altura de dois metros durante os primeiros três anos, a copa fica irregular e frágil. Galhos pequenos demais para suportar o peso das flores acabam partindo no primeiro vendaval. Outro ponto que ninguém menciona é a rega nos primeiros meses. O flamboyant jovem é sensível ao excesso de água. Nos primeiros seis meses após o plantio, regue uma vez por semana no máximo, e só se o solo estiver seco até dez centímetros de profundidade. Muita gente rega todo dia achando que está ajudando. A raiz afoga e a árvore entra em choque, perdendo folhas e parando de crescer.

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A adubação merece atenção separada. Solo pobre em fósforo resulta em floração fraca. Nos primeiros dois anos, aplique superfosfato simples no início da estação chuvosa, na dosagem de duzentos gramas por árvore adulta. Evite nitrogênio em excesso no verão. Ele empurra crescimento vegetativo rápido e deixa os tecidos moles, mais suscetíveis a pragas como cochonilha e brocas. A propagação por sementes é viável mas demorada. As sementes têm tegumento duro que precisa de escarificação mecânica ou banho em água quente por vinte e quatro horas antes da semeadura. Sem esse passo, a germinação fica abaixo de trinta por cento. Plantadas em sacos de dois litros com substrato de terra vegetal e areia, as mudas levam cerca de sessenta dias para emergir. Transferência para o campo só depois do décimo mês, quando o porta-enxerto já tem diâmetro mínimo de um centímetro e meio.

Em regiões com inverno seco pronunciado, como partes de Goiás e Mato Grosso, a árvore entra em dormência natural e perde todas as folhas. Isso é normal. O que não é normal é esperar rebrotas antes de novembro. Se a seca persistir além do habitual, mantenha uma irrigação leve quinzenal apenas para não ressecar o câmbio. A principal limitação dessa espécie é o sistema radicular agressivo. Ele não perdoaPlantio próximo a redes subterrâneas, fundações rasa ou calçadas de concreto. A recomendação realista é manter pelo menos oito metros de distância de qualquer estrutura. Em quintais pequenos, o melhor é optar por cultivares anões ou contentores grandes com troca anual de substrato, ainda que a floração seja menos abundante.

Se o objetivo é apenas ter a cor vermelha nas flores sem a árvore inteira, considere enxertar uma cultivar de pétalas mais avermelhadas sobre porta-enxerto maduro de Delonix regia comum. Funciona bem com a técnica de corona no final do inverno, mas exige conhecimento prático de enxertia. O custo inicial sobe, mas o tempo até a primeira floração cai de cinco para dois anos em condições ideais.