Entendendo a atividade na prática
O tema de localização e movimentação no 3º ano envolve o sistema de coordenadas cartesiannes, orientação espacial e vocabulário de direção. A ideia é que a criança consiga identificar posições em uma grelha e descrever deslocamentos usando termos como esquerda, direita, frente, trás, subir, descer. O problema é que muitos materiais prontos para impressão são genéricos e não consideram duas coisas que aparecem no dia a dia: alunos com dificuldade de lateralidade e alunos que já dominam o conteúdo e ficam entediados. Eu enfrentei isso há dois anos quando meu colega pediu ajuda para montar uma sequência completa. O resultado foi uma planilha com três níveis de complexidade, mas o desafio real era fazer o aluno entender que o primeiro número da coordenada indica a coluna e o segundo indica a linha — algo que muitos invertiam naturalmente.
Como montar a atividade de localização e movimentação 3 ano
Você vai precisar de papel milimetrado ou planilhas PDF em branco, canetas coloridas, e um tabuleiro simples com eixos X e Y marcados. A estrutura básica funciona assim: Primeiro nível: posicionar figuras em pontos específicos da grelha. Por exemplo, pedir para o aluno pintar a casa onde está o desenho de um gato na coordenada (3, 5). Isso já exige que ele conte as colunas a partir do zero e as linhas de baixo para cima.
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Segundo nível: descrever movimentações em sequência. O aluno recebe uma carta de instruções como "andou 2 casas para a direita, depois 1 casa para cima" e precisa registrar a posição final. Aqui é comum ver crianças cometendo erros de contagem porque pulam casas ou contam o ponto de partida como movimento. Terceiro nível: atividades de lógica mais elaboradas com múltiplas instruções encadeadas. Aqui eu costumo usar um dado personalizado com setas para tornar o exercício mais dinâmico. Cada aluno rola e executa os movimentos no próprio tabuleiro.
O que funciona melhor na prática é começar sempre com o conceito antes de pedir a atividade escrita. Mostre um exemplo concreto no quadro, deixando claro onde começa a contagem. Eu percebi que quando não faço essa etapa introdutória, cerca de 40 por cento dos alunos já erram desde o primeiro exercício por confundir a ordem dos eixos. Outro ponto importante: muitos professores usam planilhas prontas da internet sem verificar se os exercícios estão alinhados à BNCC. A habilidade esperada para o 3º ano nesse campo é a EF03MA13, que trata exatamente da identificação de pares ordenados e da descrição de deslocamentos. Se o material não mencionar isso, provavelmente é genérico demais para uso escolar formal.
Para download de material pronto, existem sites como o Sólido Educação, o Portal do Professor e o Brasil Escola que oferecem planilhas gratuitas em PDF. Mas o ideal é sempre adaptar. Eu mesma ajustei materiais encontrados online removendo itens que confundiam alunos com dislexia, como grades muito densas e legendas pequenas. O ponto mais difícil desse conteúdo é a transição do concreto para o abstrato. Crianças precisam manipular objetos reais nas grades antes de passar para o papel. Se você pular essa etapa, o aprendizado fica superficial e a retenção diminui significativamente. Em minha experiência, alunos que brincaram com jogos de tabuleiro e atividades manipulativas antes de enfrentar exercícios escritos tiveram uma taxa de acerto quase dobrada nos testes subsequentes.