Atividade Sobre Resenha Critica - Atividade Sobre Resenha Critica - NAZAEDU
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O que é e como fazer uma resenha crítica sem perder a sanidade

A resenha crítica é um texto que analisa, interpreta e avalia uma obra — pode ser livro, filme, artigo científico, exposição. Não é resumo. A diferença é importante porque estudantes costumam confundir as duas coisas e entregam algo que não passa de um sumário disfarçado. Uma atividade sobre resenha crítica pede que você leia a obra, identifique os argumentos centrais, posicione-se em relação a eles e sustente essa posição com evidências tiradas do próprio material. Ponto. Sem drama.

Como estruturar uma atividade sobre resenha crítica

Existem estruturas comuns, mas elas variam conforme a instituição. O padrão que vejo mais frequentemente tem três partes: Fase 1 — Apresentação: identifica a obra (autor, título, ano, editora ou contexto de produção), o gênero e o tema central. Duas ou três frases são suficientes. Ninguém precisa de um parágrafo inteiro só para dizer quem escreveu o livro.

Fase 2 — Resumo analítico: aqui você expõe os principais argumentos da obra, mas já com um filtro. Não transcreve capítulos. Sintetiza. Se o livro tem cinco capítulos, você não resume cada um — você identifica o fio condutor e explica como ele se sustenta. Fase 3 — Juízo crítico: o núcleo. Você avalia a contribuição, pontua acertos e falhas, compara com outros autores ou fontes da área quando possível, e termina com uma conclusão fundamentada. Esse é o trecho que separa resenha de resenha crítica.

Eu já vi alunos passarem duas páginas na apresentação e meia página no juízo crítico. O peso certo é inverso: a apresentação fica entre 15% e 20% do texto, o resumo analítico cerca de 30%, e o juízo crítico ocupa o resto. Se o juízo for o menor bloco, a resenha não é crítica. Um detalhe que poucas orientações mencionam: a resenha crítica não precisa ser negativa para ser boa. "Crítica" vem do grego krinein, que significa julgar. Você pode defender a obra, desde que argumente por quê. O erro comum é achar que criticar = atacar. Não é. É avaliar com critério.

Um problema real que quase ninguém avisa

Eu corrigi resenhas por anos e notei um padrão recorrente. Alunos citam frases longas do autor original para sustentar o resumo. Isso mata a resenha. Quando você copia trechos inteiros, parece que está preenchendo espaço, não demonstrando compreensão. A solução prática é a paráfrase controlada: leia o trecho, feche o livro, reescreva a ideia com suas palavras, e só então cite se for estritamente necessário — e aí use citação direta curta, no máximo duas linhas, formatada conforme a norma da instituição (ABNT, APA, Chicago). O meu workaround foi simples: pedir para os alunos sublinharem apenas ideias, nunca frases inteiras, durante a leitura. Quem sublinha frases copiadas literalmente quase sempre acaba colando no texto. Quem sublinha conceitos consegue paráfrasear naturalmente.

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Dicas que realmente funcionam

Leia a obra antes de ler resenhas sobre ela. Se você ler críticas alheias primeiro, tende a reproduzir os mesmos ângulos sem desenvolver os seus. Leitura primária vem antes de leitura secundária, sem exceção. Defina o público-alvo da sua resenha. Resenha para disciplina de graduação não é a mesma coisa que resenha para revista especializada. No primeiro caso, você explica o contexto e justifica o juízo. No segundo, presume-se que o leitor já domina a área e busca apenas a avaliação especializada. Errar o tom é um dos erros mais frequentes.

Use verbos de avaliação com precisão. Em vez de escrever "o autor fala sobre", prefira "o autor argumenta que", "o autor sustenta", "o autor negligencia", "o autor converte". Verbo forte evita generalidade. Evite avaliações baseadas apenas em gosto pessoal. "Gostei porque era emocionante" não é argumento crítico. "A narrativa é eficiente porque converge três linhas de conflito em trinta páginas sem perda de coherence interna" é argumento crítico.

O tempo médio de produção, partindo de uma leitura prévia, fica entre três e cinco horas para um texto de mil a mil e quinhentas palavras. Se leva mais que isso, provavelmente você está resumindo em vez de analisar, ou voltando ao original repetidamente porque não fez notas de leitura estruturadas.

Erros que comprometem a nota

Falta de delimitação: resenhar a obra inteira quando o enunciado pedia foco em um capítulo ou tema específico. Sempre verifique o escopo antes de começar. Ausência de referencial teórico: comparar a obra com autores da mesma área dá sustentação. Resenha que não dialoga com a literatura existente parece opinião isolada.

Citações sem análise: jogar uma citação e pular para a próxima frase é o erro mais comum. Toda citação precisa ser comentada. Diga o que ela prova no seu argumento. Conclusão repetitiva: fechar o texto repetindo o resumo é inútil. A conclusão deve sintetizar o juízo, não o conteúdo da obra.

Se a atividade exige norma ABNT, valide formatação de citações longas (mais de três linhas devem ter recuo de 4 cm, fonte tamanho 10, espaço simples) antes de entregar. Correção de formatação consome tempo e reduz pontos sem relação com o conteúdo. Resenha crítica bem feita não é difícil. É só um exercício de leitura atenta mais argumentação rigorosa. O resto é questão de prática e de não confundir resumir com analisar.