Atividades com o poema As Borboletas para educação infantil: o que funciona e o que não funciona
Escolhi o poema As Borboletas porque ele é curto, tem rimas fáceis e permite trabalhar cor, movimento e contagem ao mesmo tempo. Na prática, com turmas de quatro a seis anos, ele rende uma sequência de quatro a cinco aulas bem preenchidas. O texto mais comum que circula nas escolas diz algo como: "Têm borboletas / de todas as cores / voando aqui / voando ali / voando além." Há variações regionais, então confirme qual versão a coordenação pedagógica adotou antes de imprimir qualquer coisa.
atividades com o poema as borboletas para educação infantil
O plano que costuma dar certo começa com a leitura coletiva. Leio o poema duas vezes, devagar, e na segunda leitura já peço que as crianças antecipem a próxima palavra quando a rima aparece. Isso pega até os que estão calados. Depois, trabalho o vocabulário: cor, voar, cores, asas. Mostro imagens reais de borboletas e desenho estilizado. A maioria não sabe a diferença entre lagarta e borboleta no início; aí entra a curiosidade natural. A atividade de pintura com as mãos é quase sempre a favorita. Entrego um folha A3 com o contorno grande de uma borboleta e tintas guache nos tons do poema — amarelo, azul, vermelho, laranja, rosa. Peço que preencham usando os dedos. O risco que todo professor conhece é a tinta seca rápido e grudar no dedo em vez de pintar a área. A solução que uso é diluir levemente o guache com água morna, cerca de uma colher de sopa de água para cada dois de tinta, e trocar a bandeja a cada dois minutos. Também coloco um pano úmido ao lado para limpar os dedos antes de mudar de cor. Isso evita a mistura acidental de tons que estraga a atividade em quinze minutos.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
A atividade de recorte e colagem vem em seguida. Entrego tiras de papel colorido cortadas com tesoura pontuda e um molde em papel cartão para colar por cima. Enquanto recortam, conto quantas borboletas temos no grupo. Isso vira exercício de contagem discreta. As crianças contam os pedacinhos de papel que colaram. Se alguém erra, não corrijo na hora; só pergunto "vamos contar de novo?" e fazemos juntos, apontando cada peça. Para o fechamento, faço uma dramatização simples. Cada criança recebe uma fita de tecido leve para segurar nas pontas e simula o voo. Toco uma música calma e peço que mexam devagar; quando a música para, elas congelam. Isso trabalha atenção e controle motor. O problema que vejo com frequência é o espaço pequeno da sala. Se a sala tiver menos de vinte metros quadrados, a dramatização vira confusão. Nesses casos, faço em dois grupos: metade canta e mexe, metade observa e desenha a borboleta que viu no ar.
Outra atividade que funciona bem é a lista de palavras do poema escrita em letras móveis. Coloco as palavras no chão e peço que montem o texto. Crianças menores costumam pegar a palavra certa mas colocar na ordem errada. Aí eu ajo ao lado e faço a pergunta direta: "Onde fica 'têm borboletas' primeiro?" Sem pressão, só guia. O resultado melhora rápido, especialmente quando se repete três vezes ao longo da semana. Se quiser, posso encaminhar um pacote pronto com fichas de recorte, modelo de folha para pintura digital, roteiro de leitura e rubrica de observação. Basta avisar que formato prefere: PDF impresso, documento compartilhável ou arquivo para adaptação no Canva.