Atividades Sobre Diferentes Pontos De Vista 2 Ano - Atividades Sobre Diferentes Pontos De Vista 2 Ano - FDPLEARN
Atividades Sobre Diferentes Pontos De Vista 2 Ano - FDPLEARN

O que funciona quando você ensina diferentes pontos de vista para crianças de 7 anos

Essa é uma das unidades mais chatas de planar, porque o conceito é abstrato demais para a idade. Crianças do 2º ano ainda estão decolando a leitura e a escrita, então tentar fazer uma discussão filosófica sobre perspectivas simplesmente não funciona. Você precisa concretizar tudo. A abordagem que eu uso é baseada em imagens duplas. Eu mostro uma cena com dois personagens olhando para a mesma coisa de lugares diferentes, e aí eu peço que eles descrevam o que cada um vê. Pode ser um elefante visto por cima (parece um rio) e por baixo (parece uma coluna). Pode ser a situação clássica da menina que acha que o pai está bravo porque ele tem a testa carrancuda, quando na verdade ele só está focado em consertar algo.

Atividades sobre diferentes pontos de vista 2 ano: como estruturar a aula

Eu começo com algo visual, sem texto. Coloco uma imagem projetada ou impressa grande, tipo uma cena de rua com duas pessoas em frente a um prédio em construção. Uma está do lado esquerdo, vendo o caminhão passar. A outra está do lado direito, na calçada, sem enxergar o caminhão. Aí eu pergunto: "O que a Maria vê? O que o João vê?". Isso leva uns cinco minutos e já quebra o gelo. Depois vem a parte de escrita, que é onde a maioria dos professores travam. O problema é que muitos materiais prontos pedem para a criança escrever parágrafos completos sobre o ponto de vista de cada personagem. Para um aluno do 2º ano que ainda está fazendo frases simples, isso é frustrante demais. O que eu faço é um painel duplo: de um lado desenho com legenda curta (três palavras no máximo), do outro lado o mesmo. Assim todo mundo consegue participar.

Outra coisa que funciona bem é usar histórias que já conhecem. A Chapeuzinho Vermelho contado pelo lobo. Ou O Lobo e os Sete Cabritinhos visto pelos cabritinhos. Eu peço que eles relembrem a história e aí coloquem o que cada um sentiu ou pensou. Não precisa ser perfeito gramaticalmente. O foco é a perspectiva, não a ortografia. Quando eu fiz essa atividade com uma turma que tinha dois alunos com dificuldade de escrita, eu permiti que eles desenhasssem as respostas em vez de escreverem. Um deles desenhou o lobo chorando com um coração partido. Achei engraçado, mas era exatamente o ponto: o lobo também tinha sentimentos, não era só o bicho mau. A garotinha ao lado disse que nunca tinha pensado que o lobo podia estar triste. Isso foi mais válido do que qualquer atividade pronta de caderno.

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O erro mais comum que eu vejo em materiais prontos

Muitas folhas de trabalho sobre atividades sobre diferentes pontos de vista 2 ano apresentam situações artificialmente binárias, como se houvesse sempre um certo e um errado. A realidade é que pontos de vista muitas vezes não têm resposta única. Duas crianças podem observar a mesma coisa e ambas terem informações válidas, mesmo que cheguem a conclusões diferentes. Quando o material cobra uma resposta "correta", a criança entende que existe apenas uma verdade, o que vai contra o objetivo da unidade. Eu sempre ajusto os materiais que encontro na internet antes de passar. Se a atividade pede "quem está certo?", eu mudo para "o que cada um vê?". Parece, mas muda tudo. A diferença entre eles e os outros não é quem tem razão, e sim o que cada um tem acesso de informação no momento.

Uma versão alternativa quando a turma não engaja

Se você perceber que a abordagem visual não está funcionando, existe uma variante mais cinestésica. Leva os alunos para fora da sala, coloca dois deles de costas um para o outro e um terceiro na frente segurando um objeto. Cada um dos que estão de costas descreve o que vê. O resultado é sempre engraçado e muito didático, porque as descrições são drasticamente diferentes mesmo olhando para a mesma coisa. Leva cerca de 15 minutos e gera engajamento imediato. Depois a turma volta para a sala e faz o registro escrito sobre a experiência. O que eu recomendo é combinar as duas abordagens. Visual primeiro, para criar compreensão conceitual. Cinestésico em seguida, para fixar na prática. Escrita no final, como registro do que aprenderam. Se faltar tempo, a escrita pode ser substituída por desenho, sem prejuízo real do aprendizado.

Não existe atividade perfeita pra isso. O que funciona mesmo é a repetição com variações. Duas ou três rodadas com temas diferentes ao longo das semanas, usando formatos diferentes, é melhor do que uma única atividade longa e bem elaborada. A criança precisa entender que isso é algo corriqueiro, não um exercício escolar sem conexão com a vida real.