Os melhores bairros para morar em Belém, capital do Pará; vídeo
O que é o bairro Nazaré em Belém
Nazaré é um dos bairros mais antigos e densamente povoados de Belém do Pará. Fica na margem esquerda do rio Guamá, bem próximo ao centro da cidade. A área já foi zona portuária e de armazenagem, depois virou bairro operário. Hoje é uma mistura de construções antigas de alvenaria, residências improvisadas e comércios de rua. Tem cerca de 30 mil habitantes segundo estimativas recentes da prefeitura, espalhados por quadras muito fechadas.
O bairro limita-se ao norte com o bairro Batista Campos, ao sul com o Marco, a leste com o canal do Guamá e a oeste com o bairro do Campina. O acesso principal é pela Avenida Nazaré, que corta o bairro de leste a oeste, e pela Rua 28 de Setembro, que é a principal via comercial. O transporte público passa ali o dia todo, mas nos horários de pico a fila no ponto da 28 de Setembro com 28 de Setembro pode levar quinze minutos, dependendo do ônibus e da chuva.
como chegar ao bairro nazare em belem
Se você vem do aeroporto Hugo Custódio, pega a BR-316 e depois desce para o centro. De lá, entra na Avenida Nazaré vindo do boulevard Castilhos. Se vier de rodoviária, pega qualquer ônibus que vá para o marco ou para o jurunas e desça na 28 de Setembro. Táxi e uber entram tranquilo, mas em dias de chuva forte a avenida fica alagada no trecho entre a rua dos Mundurucus e a rua dos Castilhos, então às vezes o motorista pede para descer antes e caminhar. Eu já passei por isso três vezes em três meses diferentes e aprendi a descer na parada anterior e seguir a pé quando o rio estava alto.
O bairro tem posto de saúde na rua dos Castilhos, uma unidade básica que atende das sete às quinze horas. Para coisas mais complicadas, muita gente vai ao hospital de trigo das cunhas ou ao geral em cm. O mercado velho fica a dez minutos a pé pela 28 de Setembro. Compras do dia a dia se resolvem ali mesmo, nos barracos da rua e nas quitandas da esquina. O preço da cebola varia conforme a chuva, mas isso acontece em todo mercado popular.
problemas reais que eu enfrentei no nazaré
Morar ou trabalhar no Nazaré exige alguns cuidados práticos que guias turísticos não contam. Um deles é o alagamento. O bairro está numa cotas baixa, colado ao canal do Guamá, e quando chove forte o escoamento é lento. Já precisei levar pertences importantes para o segundo andar porque a água entrou na casa do vizinho e subiu até o patamar. A solução foi comprar um elevador de cargas manual, daqueles de corrente, por cento e vinte reais numa loja de ferros Velhos da rua dos Mundurucus. Teve outro problema: a rede elétrica. Antigamente a iluminação pública era precária, mas desde 2023 a concessionária fez uma renovação parcial. Mesmo assim, nos finais de semana, se houver uma tempestade mais longa, o transformador da quadra 14 cai com frequência. Eu uso um no break de cinquenta amperes como proteção, comprado na loja de elétricos perto do mercado velho, e isso evita queimadeiras nos aparelhos sensíveis.
Outro detalhe que parece bobo mas incomoda muito é o barulho. O bairro é muito movimentado durante o dia, com caminhões de carga descendo pela 28 de Setembro e motos acelerando na avenida. À noite, as festas de funk e os botecos fazem barulho até duas horas da manhã nos fins de semana. Se você precisa de silêncio para trabalhar remotamente, uma janela com vidro duplo custa entre trezentos e quinhentos reais, mas faz diferença. Eu instalei uma em meu escritório e o ruído exterior caiu de sessenta decibéis para cerca de quarenta e cinco.
custo de vida e moradia
Alugar um quarto no Nazaré custa entre quatrocentos e oitocentos reais, dependendo se tem banheiro próprio ou compartilhado. Um apartamento pequeno de dois quartos gira em torno de mil e duzentos a mil e quinhentos. Compra de imóvel é mais rara, mas quando aparece um lote ou casa barata, os preços partem de cinquenta mil reais e vão até cem mil para casas maiores em ruas mais tranquilas. O IPTU é baixo comparado a bairros nobres como o Guamá ou o reduto. Aluguel de comércio na 28 de Setembro varia conforme o tamanho, mas um quiosque de doze metros quadrados pode sair por mil e duzentos mensais, mais conta de luz e água à parte.
Comer no bairro é barato. Tapiocaria cobra entre oito e doze reais por tapioca recheada. Marmitex sai por doze a quinze. Frutos do mar estão sempre presentes, porque o Guamá entrega camarão, maniva e ostra diariamente nos barracos do mercado. Se quiser um prato completo de peixe grelhado com mandioca, gasta entre vinte e cinqüenta reais no restaurante de esquina da rua dos Castilhos.
segurança
O Nazaré tem índices de criminalidade acima da média de Belém, mas dentro do bairro há pontos de maior e menor tensão. As quadras mais próximas ao canal são mais silenciosas e também mais escuras à noite. As regiões próximas à 28 de Setembro têm mais movimento, mais gente na rua, e isso acaba funcionando como olho vivo. Eu costumo recomendar evitar andar de madrugada sozinho na rua dos Mundurucus, especialmente após uma tempestade, porque a iluminação fica pior e há buracos que não são sinalizados. Levar uma lanterna de cabeça resolve, custa trinta reais e ajuda a ver o caminho.
A delegacia mais próxima fica no bairro do campo verde, a cerca de quinze minutos de carro. Para ocorrências leves, a ronda municipal atende, mas o tempo de resposta varia de quarenta minutos a duas horas. Se você mora no bairro, vale ter o número da vizinha mais próxima e combinar um código de aviso, tipo uma mensagem no zap quando algo suspeito aparecer. Isso é prático e funciona.
transporte e mobilidade
Ônibus passam a cada vinte minutos nos horários comerciais. As linhas que cortam a 28 de Setempros chegam ao centro em aproximadamente dez minutos, sem congestionamento. Nos picos, o tempo sobe para vinte e cinco. Mototáxi é abundante e cobra entre quatro e oito reais para trajetos curtos dentro do bairro. bicicleta funciona, mas as ruas são estreitas e há buracos frequentes, então não recomendo para iniciantes. Um capacete e um cadeado bom bastam.
conclusão
Nazaré é um bairro real, com problemas reais e soluções simples que só quem vive lá conhece. Se você pretende morar ou trabalhar ali, a regra básica é se informar sobre o ponto de alagamento da sua rua específica, ter um plano B para dias de chuva forte e construir uma relação boa com os vizinhos mais antigos. Eles sabem tudo sobre o bairro, inclusive onde a água para de subir e qual a melhor hora de ir ao mercado para encontrar peixe fresco.