Casa De Cultura Josué Montello - Casa de Cultura Josué Montello – Wikipédia, a enciclopédia livre
Casa de Cultura Josué Montello – Wikipédia, a enciclopédia livre

O que é a Casa de Cultura Josué Montello

A Casa de Cultura Josué Montello fica em Belém do Pará, na rua dos Mundurucus, próxima à Universidade Federal do Pará. O prédio originalmente abrigou o Liceu Paraense de Belém, fundado em 1884. Foi tombado como patrimônio histórico e cultural pelo estado do Pará. A instituição leva o nome do escritor e político paraense Josué Montello, que escreveu sobre a cultura amazonense e foi diretor do IPHAN em determinado período. Hoje funciona como centro cultural com programações de teatro, exposições, oficinas e eventos literários. Não é um museu estático — a programação muda frequentemente e depende muito da gestão municipal e dos editais disponíveis no momento.

Visitas e como acessar a casa de cultura josué montello

Eu fui lá pela primeira vez em 2018, quando precisei tirar fotos de um acervo fotográfico para um trabalho acadêmico sobre arquitetura escolar histórica. O acesso é gratuito, mas você precisa passar pela catraca de segurança na entrada. Funciona normalmente de terça a sexta, das 9h às 17h. Sábados e domingos só tem evento marcado, aí entra com o convite ou ingresso. Cheguei uma quarta-feira sem agendar e ainda assim consegui entrar sem problema nenhum. O prédio tem três andares. O térreo costuma ter uma sala de exposição rotativa. O primeiro andar abriga a biblioteca e o arquivo histórico, que é o que mais chama atenção. O segundo andar tem o auditório, que também serve como espaço de ensaio e apresentações. A acústica do auditório é decente, mas não excepcional — se você for assistir a uma apresentação musical, sente perto do palco, não na última fileira.

Tem um ponto importante que muita gente não entende: a biblioteca e o acervo histórico não são autoatendidos. Se você quiser consultar documentos, precisa ir até o setor e pedir o material diretamente. Eu tentei pegar fotografias do início do século XX em 2019 e a bibliotecária pediu meu documento de identidade e um formulário que tinha na recepção. Sem isso, não entregavam nada. Anota isso antes de ir.

Como funciona a pesquisa no acervo

O acervo fotográfico da Casa de Cultura Josué Montello contém imagens da cidade de Belém entre os anos 1920 e 1970, basicamente. Tem fotos das ruas, dos mercados, dos bondes, das festas populares. O índice é em papel mesmo, em fichários organizados por tema e data. Não existe base digital consultável remotamente que eu saiba até onde tenho informação. Quando fui pesquisar em 2019, o fichário tinha aproximadamente mil e setenta fichas catalogadas. Eu levava um caderno pequeno e anotava os números das referências. Depois saía e digitava tudo no computador. Parece lento, mas era o único jeito. O pessoal que trabalha lá é razoavelmente prestativo, desde que você não chegue achando que vai encontrar tudo pronto. Eles sabem onde está cada coisa, mas não fazem pesquisa por você.

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Um detalhe que pega muita gente: o acervo não permite o uso de câmeras profissionais ou tripés sem autorização prévia. Eu levei um tripé pequeno num saco e o segurança perguntou o que era. Expliquei que era para documentação acadêmica, mostrei a carta da universidade e deixei o equipamento na portaria enquanto fazia as fotos de improviso. Resolveu assim. Se você precisar de algo mais sério, entra em contato com a coordenação cultural pelo telefone da Prefeitura de Belém com duas semanas de antecedência, no mínimo.

Eventos e programações

A parte de eventos é imprevisível. A Casa de Cultura recebe tanto produções próprias quanto ações de outras instituições. Lançamento de livro, saraus, peças de teatro pequenas, ciclos de cinema. O calendário é divulgado principalmente no Instagram institucional e no site da prefeitura, mas muitas vezes os posts não são atualizados com frequência. Eu acompanho há anos e a atualização fica pior nos meses de janeiro e fevereiro, que é quando alguns servidores estão de férias ou o orçamento anual ainda não foi liberado. Uma coisa prática: se você quer comparecer a um evento específico, confirme pelo menos um dia antes. Já vi gente ir e a sala estar fechada porque o evento foi remarcado e o pessoal da portas não recebeu a comunicação. Isso acontece raramente, mas acontece.

Pontos de atenção e limitações

Não adianta ter expectativas altas se você não estiver preparado para a realidade operacional. O ar-condicionado só funciona em dois dos três andares com regularidade. No andar da biblioteca, as janelas são antigas e o calor em Belém penetra facilmente. Vá com roupas adequadas, especialmente no segundo semestre do ano. O estacionamento é praticamente inexistente. Tem vaga na rua em alguns horários, mas a rua dos Mundurucus é estreita e o trânsito em Belém é intenso no horário comercial. Se você for de carro, chegue quinze minutos antes do horário que pretende entrar. De ônibus, as linhas que passam pela região de Campina incluem os ônibus que vêm da Cidade Velha e do Ver-o-Peso, que são os mais movimentados.

A estrutura para pessoas com deficiência mobilidade reduzida é limitada. Há elevador, mas ele é antigo e já ficou fora de operação por cerca de três semanas no ano passado durante uma manutenção que demorou mais do que o previsto. Se alguém com mobilidade reduzida for visitar, ligue antes e confirme o funcionamento do elevador. A escada principal é larga, mas os corrimãos estão desgastados em alguns trechos. Quanto ao uso acadêmico, o acervo não tem digitalização massiva. Para quem precisa de imagens de alta resolução, o mais viável é solicitar permissão para fotocopiar ou fotografar os documentos com aprovação prévia. O processo leva em média uma semana para ser autorizado. Não é rápido, mas é o caminho — tentar fotografar sem permissão gera atrito desnecessário com a equipe, que está apenas seguindo o regulamento interno.

Contatos práticos

O endereço é Rua dos Mundurucus, s/n, Campina, Belém — PA. O telefone da secretaria de Cultura de Belém é o número que consta no site oficial da prefeitura, mas o número direto da casa costuma mudar com frequência de gestão. O melhor é consultar o site da Secretaria Municipal de Cultura antes de ligar. O horário de atendimento ao público segue o padrão de serviço público federal: 9h às 17h, com almoço administrativo entre 12h e 13h que na prática significa que o atendimento é mais difícil nesse intervalo.