Comer A Placenta - Placenta Consumption: Is It Safe To Eat After Birth? | ShunChild
Placenta Consumption: Is It Safe To Eat After Birth? | ShunChild

O que é comer a placenta e como funciona na prática

Comer a placenta, também chamada de placentofagia, é uma prática que envolve consumir a placenta após o parto, geralmente na forma de cápsulas. A placenta é cozida, desidratada e moída antes de ser encapsulada. Algumas pessoas acreditam que isso pode ajudar com o humor pós-parto, aumentar a produção de leite ou repor ferro. A ciência ainda não tem respostas definitivas sobre esses benefícios.

Como fazer comer a placenta em casa

O processo básico segue algumas etapas. Primeiro, a placenta precisa ser coletada logo após o nascimento. O ideal é que você combine com a equipe do hospital ou do local do parto para que a placenta seja entregue a você sem demora. Depois disso, o tempo é importante porque a placenta começa a se decompor rapidamente. A maioria das pessoas que faz o processo caseiro segue estes passos: limpar a placenta com água morna e remover os tecidos anexos, cortar em pedaços pequenos, cozinhar em vapor por cerca de uma hora, desidratar a temperaturas entre 55 e 60 graus Celsius por 12 a 18 horas, moer o material seco em um liquidificador ou moedor de café, e encher cápsulas vegetais com o pó resultante.

O resultado costuma variar entre 100 e 150 cápsulas por placenta de tamanho médio. Cada cápsula contém aproximadamente 400 a 500 miligramas do pó desidratado. Eu já vi gente tentar acelerar o processo usando desidratadores domésticos comuns em temperaturas mais altas, por volta de 70 graus. O problema é que isso pode degradar algumas das enzimas e hormônios presentes na placenta. Recomendo manter a temperatura baixa e ter paciência. Leva um dia inteiro, no mínimo.

Outro detalhe que pouca gente menciona: o cheiro. Quando a placenta está sendo cozida e desidratada, o odor é forte e persistente. Prepare seu espaço e suas expectativas para isso. Ventilação é essencial, e janelas abertas não resolvem completamente. Eu recomendo usar um purificador de ar com filtro HEPA durante todo o processo, que leva de 24 a 36 horas no total.

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O que a evidência diz

Não há consenso científico robusto sobre os benefícios da placentofagia. Um estudo de 2016 da Universidade da Califórnia analisou cápsulas de placenta vendidas comercialmente e encontrou resíduos de bactérias e metais pesados em algumas amostras. Isso levanta preocupações de segurança, especialmente para mães que estão imunologicamente sensíveis no período pós-parto. Por outro lado, a placenta contém ferro, proteínas e hormônios como estrogênio e progesterona. Em teoria, faz sentido que consumir esses nutrientes possa ajudar na recuperação. Mas teoria não é o mesmo que evidência clínica. A maioria dos relatos de benefícios vem de experiências individuais e anedóticas, não de estudos controlados.

Se você tem anemia ferropriva confirmada, conversar com seu médico sobre suplementação de ferro pode ser uma alternativa mais comprovada e muito mais barata do que toda a logística de comer a placenta.

Alternativas e quando não fazer

Algumas pessoas optam por enterrar a placenta em vez de consumir. Isso é culturalmente significativo em várias comunidades e evita os riscos potenciais de contaminação microbiana. Outras contratam serviços profissionais que processam a placenta de forma esterilizada, usando equipamentos industriais que garantem temperaturas e tempos de cozimento controlados. Não recomendo fazer o processo caseiro se você nasceu por cesariana com complicações, tem condições de saúde pré-existentes, ou está tomando medicamentos que interagem com componentes hormonais. A placenta não é um alimento comum e seu consumo carrega riscos reais, mesmo que pequenos.

Se decidir seguir adiante com comer a placenta, documente tudo. Anote as datas, as temperaturas, o tempo de processamento. Se alguma coisa der errado, ter esse registro pode ser importante para o acompanhamento médico.