Como Fazer Conclusao De Redacao - Estas son las 6 motos deportivas más baratas de Argentina
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A estrutura que todo corretor espera

A maioria dos alunos gasta minutos preciosos na reta final da redação sem realmente saber o que colocar no fechamento. O resultado é sempre o mesmo: uma conclusão genérica que não soma pontos e às vezes até tira, porque fura a coerência do texto ou repete argumentos já esgotados no desenvolvimento. Se você está buscando entender como fazer conclusao de redacao, a primeira coisa que precisa abandonar é a ideia de que o parágrafo final serve apenas para dar um "tchau". Ele é um item avaliável separadamente em praticamente todas as bancas, do ENEM aos vestibulares tradicionais. E ele segue um padrão muito específico que, uma vez dominado, deixa o processo mecânico e rápido.

como fazer conclusao de redacao no modelo dissertativo-argumentativo

O mecanismo básico é simples. A conclusão precisa retomar a tese que você defendeu nos primeiros parágrafos e apresentar uma proposta de intervenção ou uma síntese final que feche o raciocínio sem abrir novas questões. No modelo mais cobrado no Brasil atualmente, a tese já está declarada no início. Portanto, a conclusão não repete. Ela projeta. O esqueleto funciona assim: retoma-se a ideia central com uma conjunção conclusiva, reforça-se brevemente por que a tese se mantém, e então se entrega o fechamento. No ENEM, esse fechamento obrigatoriamente carrega os cinco elementos da proposta de intervenção: agente, ação, meio ou modo, detalhamento e objetivo. Se faltar um desses, a correção penaliza diretamente na competência cinco.

Um detalhe que os manuais raramente explicam bem é a questão da coesão progressiva. A conclusão não pode começar com "Portanto, discutimos acima que..." porque isso soa redundante. O correto é partir do pressuposto de que o leitor já acompanhou seu argumento e usar conectivos que apontem para o desfecho, como "Diante do exposto", "Nesse sentido" ou "Logo". A diferença é sutil, mas corretores treinados percebem na hora. Há cerca de três anos, quando acompanhei corrigendas simuladas com jovens preparando-se para o ENEM, me deparei com um padrão recorrente que quase ninguém menciona: estudantes que elaboravam conclusões impecáveis em tese, mas que falhavam porque a proposta de intervenção colidia com a tese original. Eu tinha uma aluna cujo texto defendia a responsabilização das escolas no combate ao bullying, mas na conclusão ela propunha que a solução passava exclusivamente por ações familiares e campanhas governamentais. O agente, a ação e o objetivo estavam todos lá, certinhos. Mas o corrigidor marcava perda justamente porque a proposta não dialogava com o eixo argumentativo construído. Minha solução prática foi simples: fazer ela sublinhar, antes de escrever a conclusão, as três palavras-chave que definiam o centro do argumento. Se o fechamento não mencionasse pelo menos duas delas, o parágrafo era descartado e refeito.

O erro mais comum que ninguém te avisa

Você vai encontrar centenas de sites ensinando a usar a FISPAGU, aquele acônimo para introduzir a conclusão com os primeiros versos do Hino Nacional. A técnica funciona mecanicamente. Mas ela tem uma limitação séria que poucos explicitam: textos que dependem exclusivamente dessa fórmula tendem a cair na repetição estilística. Quando a banca lê cinquenta redações seguidas com "Segundo os feitos de...", o impacto do artifício desaparece completamente e o parágrafo passa a parecer vaziero. O problema não é a técnica em si. O problema é que a FISPAGU não substitui a articulação lógica entre tese e proposta. Eu já vi estudantes que decoraram a estrutura perfeitamente e ainda assim perderam pontos por concluir com generalizações moralizantes. Coisas do tipo "é necessário que todos façam sua parte" não são intervenção. Não têm agente específico, não têm meio mensurável, são frases de efeito que não passam no crivo de uma banca séria.

Outra armadilha frequente é a conclusão que se torna um terceiro parágrafo de desenvolvimento. O estudante, na pressa, decide apresentar um novo argumento nos parágrafos finais. Isso fura a linearidade do texto e desequilibra a distribuição de espaço. A regra prática é clara: se o argumento não foi anunciado no plano de texto durante o rascunho, ele não entra na conclusão. Ponto. Existe também uma variante menos óbvia que acontece em redações mais avançadas. Quando o tema é extremamente complexo ou abrange múltiplas dimensões, alguns candidatos tentam concluir enumerando todas as soluções possíveis. O efeito é o oposto do desejado. A conclusão perde força argumentativa e parece indecisão camuflada de amplitude. O recomendável é selecionar a solução mais viável dentro do eixo central e desenvolver os cinco elementos com precisão cirúrgica.

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Como montar o parágrafo passo a passo

Aqui vai um procedimento que costuma render resultado em cerca de cinco minutos, desde que o resto do texto esteja bem estruturado. Você começa escolhendo um conectivo conclusivo adequado ao nível de formalidade do texto. Em seguida, rele a tese principal em uma única frase, preferencialmente reformulada, não copiada. Depois, insere a proposta de intervenção alinhada aos argumentos já apresentados. Por fim, fecha com o objetivo final, aquele que mostra o desfecho desejado. Vamos a um exemplo concreto. Suponha um texto sobre a degradação de rios urbanos. A tese defende que a falta de saneamento e a negligência institucional são os responsáveis. A conclusão pode seguir este trajeto: conjunção conclusiva, reiteração da tese sob outra formulação, apresentação do agente (ministerios públicos estaduais combinados com prefeituras), da ação (implantação de estações de tratamento e fiscalização de despejo irregular), do meio (recursos provenientes de multas ambientais), do detalhamento (campanhas de educação ambiental nas escolas dos municípios ribeirinhos) e do objetivo (recuperação da qualidade hídrica até o prazo de cinco anos). Tudo em um parágrafo só, sem divagações.

O tempo médio que esse processo leva em estudantes bem orientados é de quatro a seis minutos. Em quem não domina a estrutura, pode ultrapassar quinze minutos e ainda assim produzir texto inconsistente. A economia não é apenas de tempo. É também de clareza mental, porque ter um roteiro fixo reduz a ansiedade do momento final da prova.

O que não funciona e por quê

Receitas prontas que prometem aprovação automática não existem. Modelos genéricos que você preenche com informações vagas do tema produzem conclusões medíocres, mesmo que a forma esteja impecável. Corretores experientes distinguem rapidamente entre um fechamento que foi construído a partir da leitura atenta do tema e um que foi encaixado de forma mecânica. Também não funciona finalizar com citações de autores que não foram sequer citados no corpo do texto. Às vezes o estudante lembra de Foucault, Bauman ou um filósofo qualquer no último parágrafo e acredita que isso eleva o nível do texto. Na prática, gera desconexão argumentativa e parece tentativa de disfarçar vacuidade com erudição postiça. A menos que o autor já tenha aparecido antes, a citação final é ruído.

Outro equívoco comum é a conclusão que se dissolve em perguntas retóricas. "Será que teremos futuro?" ou "Quem vai cuidar dos nossos rios?" não são fechamentos. São recursos estilísticos que não entregam nada e podem ser lidos como sinal de que o autor não conseguiu amadurecer o raciocínio. Evite. Se o seu texto não consegue sustentar uma proposta de intervenção concreta, o caminho mais seguro é optar por uma síntese reflexiva que reafirme a tese com argumentos adicionais breves, desde que a banca do concurso ou exame permita esse modelo. O ENEM não permite. Vestibulares como Fuvest e Unesp aceitaram ao longo dos anos versões mais dialéticas, mas isso varia conforme o edital vigente. Sempre verifique antes.

Um exercício prático rápido

Tire dois minutos, pegue qualquer redação que você já tenha escrito ou encontrado, e isole a conclusão. Pergunte: qual é a tese aqui? Quantos elementos da intervenção estão presentes? Há algum argumento novo que deveria estar no desenvolvimento? Se a resposta revelar que a conclusão está genérica, desalinhada ou cheia de lugares-comuns, reescreva-a seguindo o esqueleto descrito acima. A diferença costuma ser imediata. O domínio de como fazer conclusao de redacao não é sobre decorar fórmulas. É sobre entender que o parágrafo final é o lugar onde o texto mostra se realmente chegou a algum lugar. Quando a retomada, a articulação e a intervenção estão alinhadas, a conclusão deixa de ser um problema e passa a ser um diferencial na nota final.