Como Fazer Referência Bibliográfica Abnt - Como Fazer Referencia Bibliografica Abnt - Design Talk
Como Fazer Referencia Bibliografica Abnt - Design Talk

O que realmente acontece quando você monta as referências

A maioria das pessoas perde mais tempo do que deveria tentando adivinhar se o ponto depois do sobrenome é obrigatório ou se a cidade editorial deve vir antes ou depois dos dois pontos. A norma ABNT NBR 6023 foi atualizada em 2018, e muitos materiais que você encontra na internet ainda copiam versões antigas onde certas vírgulas e pontuações eram tratadas de forma diferente. Eu passei duas semanas corrigindo referências de mestrado que tinham o formato básico certo mas erravam em detalhes como a indicação de acessibilidade para sites e a formatação de teses de bancos digitais. Para entender como fazer referência bibliográfica abnt de verdade, precisa primeiro ver a estrutura base que a norma exige. O formato geral para livros é: SOBRENOME, Nome. Título: subtítulo. Edição. Cidade: Editora, Ano. Página inicial e final quando for capítulo de livro. A ordem dos elementos é fixa, e cada um tem seu separador específico — dois pontos para título/subtítulo e para cidade/editora, vírgula para separar edição, ponto final para encerrar título e edição.

Como fazer referência bibliográfica abnt no dia a dia

O primeiro problema prático é identificar quem é o autor quando a obra tem múltiplos responsáveis. Se forem até três autores, você lista todos separados por vírgula, usando a maiúscula no sobrenome de cada um. Se forem quatro ou mais, coloca apenas o primeiro seguido de et al. No texto, a citação direta curta fica assim: (SOBRENOME et al., 2020), e a citação indireta pode ser Sobrenome (2020) ao longo do parágrafo. O ano é sempre o mesmo nas duas formas, e esse detalhe de et al. gera confusão porque muita gente coloca o ano entre parênteses também no et al., o que está errado. Artigos científicos seguem lógica parecida mas com um elemento adicional: o nome da revista. O formato completo é SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome da Revista, Cidade, Volume, Número, Páginas, Mês Ano. Note que o mês pode ser abreviado ou escrito por extenso dependendo da edição da norma que seu orientador pede. Eu já vi orientadores aceitarem "mar." e outros exigirem "março" por completo, então sempre confirme antes de finalizar.

A parte mais esquecida são os acessos a fontes eletrônicas. Para sites e artigos online, você adiciona no final: Disponível em: URL. Acesso em: dia de mês de ano. O dia vem em algarismos arábicos, o mês em português, e não existe uma regra rígida sobre usar vírgula antes do "Acesso em" na versão de 2018. A prática comum que funciona na maioria dos programas é colocar um ponto depois da URL e depois Acesso em: seguido da data.

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Pequenos detalhes que todo mundo erra

O negrito no título da obra é obrigatório apenas para o título principal, nunca para o subtítulo. Esse é um erro frequente que detecto em trabalhos enviados para banca. O subtítulo fica em romana, ou seja, sem destaque. Para capítulos de livros organizados, o formato muda: SOBRENOME, Nome. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome (Org.). Título do livro. Cidade: Editora, Ano. Página inicial e final do capítulo. A preposição In é obrigatória e deve vir em itálico conforme a edição atualizada. Dissertações e teses exigem uma observação extra: você indica a tipologia entre parênteses após o título, antes da cidade. Por exemplo: Título da dissertação (Dissertação — Mestrado em Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019). O programa de graduação e a instituição entram nessa linha, e muitos alunos esquecem de colocar o grau acadêmico corretamente.

Quando a obra não tem autor identificado, começa pelo título em negrito, seguido dos demais elementos. Isso vale para manuais, editais e documentos oficiais. O ano é sempre o último elemento antes do ponto final na maioria dos formatos, mas para leis e normas jurídicas a estrutura é diferente: BRasil. Lei número X, de dia de mês de ano. Título da lei. Diário Oficial da União, Brasília, DF, seção, página, data da publicação.

Limitações que a norma não resolve

A ABNT não define especificamente como formatar referências de podcasts, vídeos do YouTube ou dados de repositórios como GitHub. Nesses casos, a solução prática mais aceita é tratar como documento eletrônico genérico, usando o formato de site com a descrição do tipo de mídia entre colchetes após o título. Por exemplo: TÍTULO DO VÍDEO [Video]. Ano. Duração. Disponível em: URL. Acesso em: data. O maior gargalo real é a padronização entre orientadores. Eu conheço pesquisadores que exigem itálico em vez de negrito para títulos de livros, outros que preferem virgula antes de et al. quando há mais de três autores, e alguns que pedem a sigla do país após a cidade editorial apenas para obras estrangeiras. Nada disso está escrito na norma como obrigatório — são preferências individuais que aparecem nas regras internas de cada programa. Antes de finalizar qualquer trabalho, peça o modelo exato aceito pelo seu orientador ou pela coordenação do curso.

Para automatizar parte do processo, existem gerenciadores como Zotero, Mendeley e EndNote que exportam referências no formato ABNT. A exportação costuma deixar 80 a 90 por cento do trabalho pronto, mas sempre revise manualmente cada campo, especialmente URL, data de acesso e páginas. Programas automáticos frequentemente omitem o subtítulo ou confundem a ordem dos elementos quando a fonte original está mal formatada no banco de dados.