Atividades de desenho para a fase de 18 a 24 meses
Aos dois anos, o grafismo ainda é muito primitivo. A criança faz riscos aleatórios, segura o lápis com a mão toda em vez dos dedos, e o resultado visual importa pouco para ela. O que importa é o ato de marcar a superfície. Se você espera que um desenhinho com rosto e pernas apareça nessa idade, vai ficar decepcionado. Isso raramente acontece antes dos três anos e meio ou quatro.
O que procurar em um desenho para criancas de 2 anos
O material certo faz diferença significativa. Lava-permanente ou giz de cera grosso de preferência tri angular — ele evita que o giz role para o chão e ajuda a criança a encontrar uma pegada mais ou menos estável. Papel grosso, pelo menos 120g, pois papel sulfite comum rasga com a pressão que uma criança dessa idade aplica. Canetinhas de punta macia também funcionam, mas manchem tudo ao redor e secam rápido se a tampa não for bem tampada. Eu já tive problema real com isso no passado. Comprei kits de canetinha de ponta fina importados para uma turma de 2 anos e quase Chorei. As crianças arrancavam as tampas como se fossem brinquedos, espalhavam tinta por todas as superfícies da sala, e quando tentávamos limpar, a tinta penetra na madeira. A solução foi simples: trocar tudo por giz de cera grossos com cordão preso na ponta, que impede a perda da tampa. Esse detalhe economiza horas de limpeza e evita frustração desnecessária.
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O importante é deixar a criança livre para riscar. Não corrija, não demonstre expectativa de um resultado figurativo, e não segure a mão dela para "ensinar" a fazer um tracinho. Aos dois anos, a criança está construindo coordenação motora fina e percepção de causa e efeito. Cada risco que ela faz mostra que ela descobriu algo: "quando eu aperto aqui, aparece cor". Isso é aprendizagem de verdade, mesmo que pareça bagunça. Outro ponto que muitos adultos ignoram: o tempo de atenção. Uma criança de 2 anos desenha entre 3 a 8 minutos de cada vez. Não há problema nisso. Ofereça o material, deixe-a explorar, e quando ela for embora, tudo bem. Recolha sem fazer pergunta do tipo "o que você desenhou?". A pergunta pressiona e desestimula a próxima vez que você oferecer o material.
Se quiser variar, tente desenho com tinta guache diluída usando pincéis grossos ou até os próprios dedos. O tato entra junto com a visão. Cuidado apenas com toxicidade — use sempre tintas atóxicas certificadas pelo INMETRO ou equivalentes europeus. E tenha pano úmido por perto desde o início, porque a criança provavelmente levará a mão suja de tinta ao rosto antes de você perceber. Há uma vantagem prática que poucos mencionam: atividades de desenho nessa idade ajudam no desenvolvimento da preensão para escrita futura. A criança que segura um giz grosso e faz traços longos está, sem saber, treinando a musculatura que usará anos depois para segurar um lápis fininho. Não adianta antecipar esse processo, mas também não adianta ignorar. Oferecer o material regularmente, sem cobrança, é o suficiente.
Para quem busca materiais prontos para imprimir, existem sites com desenhos para colorir adequados para essa faixa etária. O diferencial é a simplicidade das formas: contornos grossos, áreas grandes para preencher, sem detalhes pequenos que gerem frustração. Imprima em papel mais grosso também, porque a criança nessa idade não tem delicadeza com o material. Se o papel rasgar no meio da atividade, ela perde o interesse e você perde tempo colando tudo de novo.