Dia 7 De Setembro Independência Do Brasil - 7 DE ABRIL: DÍA MUNDIAL DE LA SALUD – CPPS
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O que realmente acontece no 7 de Setembro

Muita gente confunde data e conteúdo. O dia 7 de setembro independência do brasil não é só feriado com desfile militar na TV. É uma efeméride que carrega séculos de tensão entre colônia e metrópole, mas o cerne da coisa é mais simples do que pareçe nas matérias de escola. Em 1822, Portugal estava em crise. A família real portuguesa tinha voltado para Lisboa em 1821, pressionada pela Revolução Liberal do Porto, que exigia o retorno do príncipe regente D. Pedro. Ele ficou no Brasil como regente, mas as Cortes portuguesas querem reaproveitar oStatus de colônia. D. Pedro recebeu cartas exigindo sua volta, recusou, e deu o famoso grito às margens do riacho Ipiranga em São Paulo. Na prática, foi um desfecho político, não uma revolução popular.

dia 7 de setembro independência do brasil: o que fazer no dia

Se você mora em capital como São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília, tem o grande desfile militar. Em São Paulo, é no Avenida Paulista, com tropas do Exército, Força Aérea, marinha passando em revista. Em Brasília, o desfile é na Esplanada dos Ministérios, com presença do presidente da República. Cada estado tem seu evento local, geralmente com carroças, grupos de cavalaria, e apresentação de aeronaves. Eu trabalho com história contemporânea e já perdi a conta dos anos que fui aos desfiles. O detalhe que ninguém conta é que a melhor vista nem sempre é a mais óbvia. No desfile de São Paulo, ficar do lado da rua Augusta, perto da esquina com a Paulista, permite ver as tropas de corpo inteiro antes delas entrarem na avenida principal. O som dos tambores e o estampido dos rifles de salve-and-fogo são bem diferentes do que entra no rádio ou na TV.

Fora os grandes centros, o que acontece varia bastante. Em cidades do interior paulista, os desfiles são menores, muitas vezes organizados por escolas militares ou corpos de bombeiros. Em algumas cidades do Norte e Nordeste, o 7 de Setembro se mistura com festas juninas porque o calendário aproxima as datas. O calendário mesmo é que faz isso, não qualquer tradição específica.

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Erros comuns que eu vejo todo ano

A maior confusão que eu vejo em fóruns e grupos de WhatsApp é achare que 7 de Setembro marca o fim da escravidão. Errado. Isso foi em 13 de maio de 1888, sessenta e seis anos depois. Outro equívoco comum é achar que a independência foi um ato violento. Pelo contrário, praticamente não houve batalha. O conflito armado mais relevante foi a Guerra de Independência (1822-1823), mas foi mais uma resistência portuguesa em cidades como Bahia, Maranhão e Grão-Pará do que uma guerra civil. Também é comum ouvir que Dom Pedro I era brasileiro. Ele nasceu em Lisboa, em 1798, filho de D. João VI e da rainha Carlota Joaquina. Veio para o Brasil com a família real em 1808, quando Napoleão invadiu Portugal. Seu papel foi essencial, mas ele era português de nascimento e permaneceu assim até sua morte em 1834, na França.

O que poucos sabem sobre a celebração

O 7 de Setembro só virou feriado nacional de forma consolidada décadas depois. No início do século XX, havia resistência republicana à monarquia e muitos veem o dia com maus olhos. Foi apenas em 1949, com a Lei 906, que se tornou feriado nacional obrigatório. Antes disso, variava conforme o governo e a região. Outro aspecto ignorado é a questão indígena. A independência não significou autonomia para os povos originários. Pelo contrário, o novo Império continuou políticas de expulsão e assimilação forçada. Quando eu entrevisto historiadores indígenas sobre o tema, a resposta quase unânime é que o 7 de Setembro comemora a ruptura com Portugal, mas não traz nenhuma conquista para os primeiros moradores das terras brasileiras.

Se você quer viver o dia sem multidão, sugiro cidades menores como Campinas, Santos ou Ribeirão Preto. Os desfiles são menores, mas mantêm a tradição militar. Para quemprefere um ângulo mais histórico, o Parque da Independência, em São Paulo, preserva o local onde ocorreu o grito. Vale a visita fora dos dias de desfile, quando o fluxo de gente é muito menor. O que realmente marca o dia, na minha experiência, é a sobremesa. Muitas famílias fazem churrasco, mas há regiões onde o tradicional é comer frutas vermelhas, como amoras eframboesas, em alusão às cores da bandeira. Nada disso é regra absoluta, claro. Cada família tem sua tradição, e o importante é saber o que se comemora.

Se você mora fora do Brasil e quer celebrar, há comunidades brasileiras em Lisboa, Nova York, Tóquio e outras cidades que organizam eventos. O Consulado brasileiro quase sempre participa. É uma boa oportunidade de conversar com outros brasileiros sobre o tema, sem o barulho dos grandes desfiles.