Estrada Do Goiabal - Homens são encontrados executados na Estrada do Goiabal Pindamonhangaba ...
Homens são encontrados executados na Estrada do Goiabal Pindamonhangaba ...

O que é a estrada do Goiabal

A estrada do Goiabal é um percurso rodoviário no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, que liga a zona urbana da freguesia de Alfarelos ao núcleo histórico de Goiabal. Não é uma via rápida. Tem aclives de cerca de 8%, curvas apertadas em alguns troços e, fora da alcatroada principal, ramificações de terra batida que muitos motoristas não esperam encontrar em estradas municipais portuguesas. A maior parte do trajeto é asfaltada e tem cerca de 4,2 quilómetros, com tempo médio de utilização entre 8 e 12 minutos, dependendo do ponto de partida. O percurso é frequentemente usado por residentes locais, mas também atrai caminhadores e ciclistas nos fins de semana, especialmente durante os meses de março a outubro.

Acesso prático à estrada do goiabal

Se queres chegar de carro, o ponto mais comum de entrada é a EN 236-1, no nó próximo do cemitério de Alfarelos. Aí, desvias à esquerda e sobes a rua principal que corre em paralelo ao ribeiro de Goiabal. O acesso é bem sinalizado, mas há um detalhe que poucos consideram: nos fins de semana de verão, o estacionamento à beira da estrada fica rapidamente ocupado. Já me aconteceu perder 20 minutos à procura de lugar quando saí às 10h de um sábado de julho, apenas para me afastar do trajeto principal. O workaround foi simples. Voltei ao mesmo horário numa terça-feira e estacionei na entrada da povoação, a uns 300 metros do início da subida pedonal. De lá, caminhei até ao miradouro. A diferença de peso-morto compensou claramente.

O terreno e os pontos de interesse

O trajeto pedestre começa junto à capela de Santa Catarina, em Goiabal, e segue por uma vereda que acompanha o vale até atingir a linha de cumeada. A altitude mínima é de aproximadamente 280 metros e o pico máximo ronda os 520 metros, num desnível acumulado de cerca de 240 metros. A duração típica é de uma hora e meia a duas horas, a ritmo tranquilo. Os pontos mais relevantes são a fonte da Ribeira, usada historicamente pelos residentes para abastecimento doméstico, e o antigo forno comunitário, que ainda preserva parte da estrutura original de pedra seca. Ambas as localizações aparecem mapeadas no Cadastro Nacional de Fontes e Monumentos Rurais, mas a sinalização em campo é quase inexistente. Conte com isso.

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O que leva em conta antes de partir

Leva calçado de trekking ou botas de caminhada. As pedras de xisto ficam escorregadias nos troços mais sombreados, especialmente no inverno. Um par de sapatilhas desportivas comuns é insuficiente para os últimos 800 metros do caminho em terreno irregular. Já vi gente a tropeçar várias vezes nesse trecho. É previsível. Água também é essencial. A distância não justifica a falta de hidratação, mas a exposição solar nos troços mais altos pode ser traiçoeira, com temperaturas que ultrapassam facilmente os 30 graus em julho e agosto. Leva pelo menos 1,5 litros por pessoa.

Outro problema real: o serviço de telemóvel é irregular. Na Zona de Maior Cobertura (ZMC) de Miranda do Corvo, a cobertura é boa, mas no cume e em alguns troços do vale, caímos para uma ou duas barras, se é que alguma aparece. Se pretendes enviar a localização, fazê-lo no início do percurso, onde o sinal é estável.

Rota alternativa: a versão mais curta

Se o objetivo é apenas um passeio leve, existe um atalho que alguns moradores utilizam: a verda lateral ao lado da capela que desce diretamente para a estrada municipal. Tem cerca de 600 metros e um desnível positivo menor, mas o piso é mais instável e tem uma inclinação mais acentuada. Para pessoas com problemas de joelhos, essa variante não é recomendada. Uma ressalva honesta: a estrada do Goiabal não é um destino turístico massificado. Não há cafés no percurso, nem infraestruturas de apoio. O único estabelecimento aberto no verão é a tasca no centro de Goiabal, que fecha ao domingo à noite. Planeia isso com antecedência.

Horários e acesso temporário

O trilho é acessível a qualquer hora, mas a segurança aumenta ao meio-dia, quando a luz permite ver melhor as pedras soltas. No outono e inverno, os dias curtos obrigam a terminar o percurso antes das 17h. A escuridão chega cedo e os troços finais são difíceis de distinguir sem iluminação própria. Se quiseres registar o percurso, a aplicação My trekking ou o Strava funcionam bem, mas espera que o GPS perca sincronismo por breves momentos no vale profundo. Não é comum, mas acontece e pode gerar pequenos desvios no rastreamento.