Exercicios Pronomes Demonstrativos - Josi Sousa: Exercícios Físicos para Fazer em Casa
Josi Sousa: Exercícios Físicos para Fazer em Casa

Pronomes demonstrativos: como identificar a diferença entre este, esse e aquele

exercicios pronomes demonstrativos

Eu sempre achei que pronomes demonstrativos eram simples demais para merecer atenção. Achei que bastava lembrar de este, esse, aquele e pronto. Engano meu. Quando comecei a dar aulas de português para estrangeiros, percebi que o problema não estava nos pronomes em si, mas na distância espacial e temporal que eles carregam. Um aluno italiano me perguntou por que usávamos "este" em vez de "esse" quando ambos pareciam se referir à mesma coisa. Eu demorei trinta segundos para responder porque a diferença é sutil: depende do ponto de vista do falante. Acho que muita gente não explica bem isso. O pronome demonstrativo não marca apenas uma posição no espaço. Ele marca uma posição relativa ao falante e ao ouvinte. Quando eu digo "este livro aqui", estou usando "este" porque o livro está perto de mim. Quando eu digo "esse livro aí", estou usando "esse" porque o livro está mais perto de você. Parece óbvio, mas quando a gente entra em mapas mentais mais complexos, a coisa fica confusa. Um texto que usa "este" pode ser interpretado de forma diferente dependendo de quem está falando.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Eu aprendi da forma mais difícil: errando feio num concurso público. Estava escrevendo uma redação e usei "este" quando deveria ter usado "esse". O corretor marcou erro, eu marquei ponto a menos. Eu demorei uns quinze minutos para entender que a diferença era de referência espacial e temporal. Eu usei um marcador que mostrava a posição do falante. Não funciona sempre da mesma forma. Acho que o problema não está nos pronomes em si, mas na distância temporal que eles carregam. Quando eu digo "nesta época", estou usando "nesta" porque me refiro ao presente. Quando eu digo "naquela época", estou usando "naquela" porque me refiro ao passado distante. Parece óbvio, mas quando a gente entra em mapas mentais mais complexos, a coisa fica confusa. Um texto que usa "este" pode ser interpretado de forma diferente dependendo de quem está falando.

Se você quer praticar, eu recomendo exercícios de substituição. Pegue um texto qualquer e troque os demonstrativos por outros equivalentes. Veja o que muda no sentido. Às vezes a troca é possível sem prejuízo, às vezes não. Você percebe imediatamente que "este" e "esse" não são sinônimos. A diferença é pequena, mas o efeito é grande.