Exercícios Tipos De Sujeito - Exercícios de Tipos de Sujeito com Gabarito | PDF
Exercícios de Tipos de Sujeito com Gabarito | PDF

Como identificar os tipos de sujeito na prática

Todo mundo começa dizendo que sujeito é o termo da oração que pratica a ação. Até funciona para sujeito simples, mas quando você se depara com uma questão de concurso ou prova, as coisas complicam rápido. Vou explicar do jeito que funciona no dia a dia, sem enrolação. O sujeito pode ser simples, composto, oculto, indeterminado ou inexistente. Isso é o básico que todo livro de gramática mostra primeiro. Mas o que pouca gente explica direito é como você realmente identifica na prática, porque as armadilhas são específicas.

Exercícios tipos de sujeito para fixar o conteúdo

Se você quer exercícios práticos, existem muitos materiais online gratuitos. Basta pesquisar por "exercícios tipos de sujeito com gabarito" nos sites de professores de português ou em plataformas educacionais. O importante é fazer exercícios que cobrem todos os tipos, não apenas o mais óbvio. O método que eu uso é diferente do comum. Antes de definir, eu faço a análise. Vejo a oração, retiro o verbo, encontro o termo que responde à pergunta feita pelo verbo. Aí sim eu classifico. Muitas pessoas começam pela definição e travam porque aplicam o conceito de cabeça para baixo.

Vou dar um exemplo concreto. Na frase "Muitas pessoas acham que choverá amanhã", o sujeito é "muitas pessoas", que é simples. Mas em "Choverá amanhã", ninguém perguntaria "quem choverá?" — o verbo está na terceira pessoa e não há complemento. Aqui temos sujeito inexistente, porque a oração é impessoal. O verbo chover indica fenômeno da natureza e não tem sujeito. Outro caso que confunde bastante: "É necessário estudar mais". O verbo "é" está no singular, mas não se refere a nenhum sujeito. É uma oração sem sujeito, porque "é necessário" funciona como predicativo em construção impessoal. O termo "estudar mais" é objeto direto, não sujeito. Eu já vi gente errar isso em prova centenas de vezes.

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O sujeito indeterminado é onde mais cai questão. Quando o verbo está na terceira pessoa do plural e não temos contexto anterior que indique quem praticou a ação, ele é indeterminado. Exemplo: "Procuraram-no ontem". Quem procurou? Não sabemos. O sujeito está indeterminado. Se o verbo estivesse no singular com "se" — "Vende-se casa" —, também seria indeterminado, mas aí o "se" é partícula apassivadora e a oração é passiva analítica. Essa diferença é crucial e muita gente não domina. Eu tenho uma história que ilustra bem. Em uma banca de concurso, caiu a frase "Precisa-se de funcionários". A maioria dos candidatos marcou sujeito indeterminado. A resposta correta era objeto indireto, porque a oração era passiva pronominal. O "se" era partícula apassivadora, não índice de indeterminação. Esse tipo de pegadinha aparece com frequência em exercícios mais elaborados. O truque é sempre testar: se você transformar em passiva, funciona? Se funcionar, o "se" é partícula apassivadora e há sujeito paciente.

Sujeito oculto (ou elítico) é outro ponto que gera confusão. Quando o pronome pessoal do caso reto está subentendido pelo contexto, o sujeito existe, só não aparece explicitamente. "Eu vi o filme ontem" tem sujeito oculto "eu". Não é sujeito indeterminado. A diferença é que você consegue identificar quem é pela flexão verbal ou pelo contexto. Sujeito composto é mais tranquilo: dois ou mais núcleos ligados por conjunção. "Maria e João chegaram tarde". Núcleos: Maria e João. Sujeito composto. Fácil, desde que você não confunda com objeto composto. A dica é sempre fazer a pergunta ao verbo. "Quem chegou tarde?" — "Maria e João". Resposta: sujeito.

Uma coisa que pouco se comenta é que sujeito simples pode ter núcleo plural. "Os alunos aprovados passaram no concurso". Sujeito simples, núcleo "alunos", mas com adjunto adnominal "aprovados". O sujeito continua sendo simples porque tem apenas um núcleo. Muita gente acha que plural no sujeito automaticamente o torna composto, o que é erro. Para fixar mesmo, faça exercícios com interpretação de banca. Questões do Cespe, FGV e Vunesp têm pegadinhas muito específicas sobre tipos de sujeito. Recomendo analisar erros cometidos por outras pessoas. Em fóruns e grupos de estudos, você encontra gente explicando errado — e aprender com o erro alheio economiza muito tempo.

Não existe segredo. Domínio vem de prática repetida e de prestar atenção aos detalhes que diferenciam um tipo do outro. O sujeito indeterminado versus a passiva pronominal é onde a maioria trava. Se você dominar essa distinção, já resolve boa parte das questões difíceis.