Tipos de sujeito no 8º ano: o que realmente importa
A maioria dos alunos travam na hora de identificar o sujeito simples, composto, oculto e indeterminado. O problema não é a regra em si, mas a forma como as questões são montadas. Eu já corrigi centenas de exercícios e posso dizer que a pegadinha mais comum aparece quando o verbo está na terceira pessoa do plural e o sujeito foi posposto. O aluno marca o objeto direto sem perceber que ali existe um sujeito oculto se tratando de oração com verbo no plural. Vou explicar direto, sem rodeio, e já coloco os exercícios com gabarito para você praticar.
O que você precisa saber antes de começar
Sujeito é o termo da oração que pratica, sofre ou experimenta a ação verbal. Ele concorda em número e pessoa com o verbo. Os quatro tipos principais que caem no 8º ano são: Sujeito simples – tem um único núcleo. Exemplo: "O gato dormiu na varanda." O núcleo é "gato".
Sujeito composto – tem dois ou mais núcleos. Exemplo: "Maria e João chegaram tarde." Os núcleos são "Maria" e "João". Sujeito oculto (desinencial) – não está escrito, mas pode ser recuperado pelas desinências do verbo. Exemplo: "Falamos muito sobre isso." Quem falou? Nós. O sujeito é "nós", embora não apareça no texto.
Sujeito indeterminado – não se sabe nem se quer identificar quem pratica a ação. Isso acontece de duas formas: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural sem sujeito anterior (e não é só uma questão de ordem direta ou invertida), ou quando se usa o "se" índice de indeterminação do sujeito com verbo transitivo direto. Exemplo: "Precisa-se de funcionarios." Nesse caso, "se" é índice de indeterminação do sujeito. Uma coisa que poucos explicam direito: sujeito indeterminado por verbo na 3ª pessoa do plural só ocorre quando não há nenhuma referência anterior no texto que permita identificar quem pratica a ação. Se houver um antecedente, mesmo que implícito, o sujeito é oculto, não indeterminado. Eu já vi isso causar erro em praticamente metade da turma.
exercícios tipos de sujeito com gabarito 8o ano
Aqui estão exercícios preparados pensando nas dificuldades reais que os alunos encontram. Não são repetições de manual. Cada questão tem uma característica específica que testa o entendimento, não apenas a decoração da regra. 1. Identifique o tipo de sujeito: "Os ventos fortes derrubaram as árvores do jardim."
Resposta: Sujeito composto. Núcleos: "ventos" e "árvores" não, cuidado. O sujeito é "os ventos fortes", núcleo "ventos". E "das árvores do jardim" é objeto direto. Sujeito composto significa dois núcleos no sujeito, então aqui temos apenas um núcleo. Corrigindo: sujeito simples. 2. "Nós estudamos para a prova durante toda a semana."
Resposta: Sujeito oculto (desinencial). A desinência "-mos" indica primeira pessoa do plural. O sujeito é "nós". 3. "Chegaram cedo ao evento os convidados especiais."
Resposta: Sujeito simples. O período está com a ordem invertida. O núcleo é "convidados". O adjunto adnominal é "especiais". A ordem direta seria "Os convidados especiais chegaram cedo ao evento". 4. "Alugam-se apartamentos mobiliados no centro da cidade."
Resposta: Sujeito indeterminado. O "se" é partícula apassivadora, não índice de indeterminação. Na verdade, trata-se de oração passiva sintética. O sujeito é "apartamentos mobiliados no centro da cidade". Este é um caso que confunde muita gente. Quando o verbo está na voz passiva sintética com "se", o sujeito é o termo que vem depois do verbo. Aqui, sujeito simples. 5. "Falam mal de mim por aí."
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Resposta: Sujeito indeterminado. Não há referência anterior que identifique quem fala. O verbo está na 3ª pessoa do plural e não se sabe quem pratica a ação. 6. "Meu irmão e eu viajamos para o interior no último feriado."
Resposta: Sujeito composto. Núcleos: "irmão" e "eu". 7. "Precisa-se de voluntários para o projeto social."
Resposta: Sujeito indeterminado. O "se" aqui é índice de indeterminação do sujeito. O verbo é transitivo indireto ("precisar de"), então não há como formar voz passiva. O "se" não é partícula apassivadora. 8. "A tempestade destruiu tudo o que encontrava pela frente."
Resposta: Sujeito simples. Núcleo: "tempestade". 9. "É necessário empenho nas provas finais."
Resposta: Sujeito simples. Núcleo: "empenho". "É" é verbo de ligação, mas o sujeito ainda é identificado pelo termo que vem após ele na ordem direta: "empenho nas provas finais". 10. "Trabalhamos até tarde na construção do novo galpão."
Resposta: Sujeito oculto. Desinência "-mos" indica "nós". 11. "Os alunos e a professora reuniram-se na sala de reuniões."
Resposta: Sujeito composto. Núcleos: "alunos" e "professora". O pronome "se" é parte do verbo pronominal "reunir-se". 12. "Choveu muito nesta região durante o mês passado."
Resposta: Sujeito oculto (ou inexistente, dependendo da análise). Verbos meteorológicos como "chover" não têm sujeito no sentido tradicional. Alguns gramáticos consideram que não há sujeito, outros dizem que é sujeito oculto impersonal. No contexto do 8º ano, a resposta mais aceita costuma ser: sujeito inexistente, pois o verbo é impessoal.
Dica prática que faz diferença
Quando você tiver dúvida entre sujeito indeterminado e oculto, faça esta pergunta: existe algum termo no contexto que permite identificar quem pratica a ação? Se sim, é oculto. Se não, e o verbo está na 3ª pessoa do plural sem referência alguma, é indeterminado. Se o verbo for impessoal (como "chover", "haver" no sentido de existir, "bastar" no sentido de ser suficiente), não há sujeito. Esses três casos precisam ser reconhecidos de cara para não perder tempo. Outro ponto que todo mundo erra: confundir objeto direto com sujeito quando a oração está com a ordem inversa. Sempre isole o verbo primeiro. Depois pergunte: quem pratica essa ação? A resposta é o sujeito. O resto são complementos.
Se você quiser mais exercícios ou materiais complementares, procure por bancos de questões organizados por dificuldade. Evite os que têm apenas gabarito sem explicação, porque aí você não aprende o raciocínio por trás da resposta.