Frases Para Conclusão De Redação - Frases Para Conclusao De Redacao - GITEDU
Frases Para Conclusao De Redacao - GITEDU

Como fazer uma conclusão que não parece terminada às pressas

A maioria dos alunos escreve a conclusão no final, quando já está cansado e quer terminar logo. O resultado costuma ser um parágrafo genérico ou uma simples repetição do introduction. Isso não funciona, e qualquer corretor identifica em dois segundos. A conclusão é a última coisa que o avaliador lê antes de fechar a prova. Ela carrega o peso de toda a argumentação anterior. O problema real é que muita gente acha que concluir significa apenas resumir o que já foi dito. Não é. Um resumo repetitivo não adiciona nada. A conclusão precisa fechar um raciocínio, não um tópico. Quando eu estava formatando provas para avaliação, via isso todo dia: candidatos que copiavam um parágrafo inteiro do desenvolvimento transformado em presente do indicativo. O texto virava um disquete de informações, sem direção.

frases para conclusão de redação: o que realmente funciona

Existem estruturas que funcionam consistentemente, mas o segredo não está nas frases prontas. Está em saber qual tipo de fechamento se encaixa no tema. Vou dividir por abordagem, porque cada uma tem seu lugar e seus riscos. Conclusão propositiva: usada quando o desenvolvimento já apontou causas e efeitos de um problema. Aqui você apresenta uma solução viável, com agente, ação e meio. Algo como "O governo federal deve ampliar o acesso a programas de saúde mental nas escolas, por meio de parcerias com universidades e destinação de verbas específicas." É concreto. Não é um pedido genérico de "mais investimentos."

Conclusão reflexiva: funciona quando o tema é mais abstrato ou filosófico. Você retoma a tese e amplia a perspectiva, mostrando que o problema tem camadas que vão além do óbvio. Um exemplo prático que eu já vi funcionar bem: "A discussão sobre inteligência artificial revela não apenas um debate tecnológico, mas um espelho das escolhas éticas que definiremos como sociedade nos próximos décadas." Note que não há solução proposta. Há uma ampliação do olhar. Conclusão comparativa: menos comum, mas útil quando o tema permite um contraponto histórico ou intertextual. Você traça um paralelo com outro momento ou conceito e usa isso para fechar. Funciona bem em temas que dialogam com literatura ou história. A desvantagem é que exige domínio do referencial. Se o aluno citar algo que não domina, o efeito é o oposto do pretendido.

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Uma coisa que pouca gente sabe: a ordem dos parágrafos importa mais do que o conteúdo isolado. Se seu terceiro parágrafo já é essencialmente uma conclusão disfarçada, a conclusão formal fica redundante. Eu já corrigi provas onde o candidato colocou a ideia central da conclusão no segundo parágrafo de desenvolvimento. Sobrava um Fechamento vazio no final. A solução mais simples é escrever o rascunho em ordem inversa: pense na conclusão antes de desenvolver os argumentos. Assim você sabe exatamente para onde está caminhando. O erro mais frequente que eu identifiquei ao analisar milhares de redações é o uso de conectivos de conclusão de forma mecânica. Palavras como "portanto", "logo", "assim" aparecem em todo lugar, mas o raciocínio por trás delas não existe. O aluno coloca o conectivo e torce. Na prática, conectivos só têm função se a inferência entre as ideias estiver presente. Sem isso, são enfeite retórico. O corretor percebe quando não há encadeamento lógico por trás das palavras.

Outro detalhe importante: frases longas demais na conclusão prejudicam a leitura. O avaliador está lendo centenas de textos. Um parágrafo de conclusão com cinco frases de trinta palavras cada é exaustivo. O ideal são duas a três frases, variando entre oito e quinze palavras. A densidade de informação deve ser alta, mas a superfície deve ser limpa. Também vale mencionar que nem todo tema pede as mesmas coisa. Temas sobre política pública se beneficiam de conclusão propositiva. Temas sobre comportamento humano funcionam melhor com abordagem reflexiva. Forçar o modelo errado é um erro que aparece com frequência em redações que tecnicamente estão bem escritas, mas que não "fecham" o tema adequadamente.

Um case específico que aprendi na prática

Em uma edição específica de exame, o tema era sobre o impacto das redes sociais na atenção de jovens. Um candidato escreveu uma conclusão propositiva muito bem estruturada, com agente e ação claros. Porém, em nenhum parágrafo de desenvolvimento ele tinha abordado a questão da regulação ou do papel do Estado. A solução proposta no fechamento parecia surgido do nada. O texto foi reprovado exatamente nesse ponto. A conclusão precisa estar amarrada com o desenvolvimento. Qualquer proposta ou reflexão nova no fechamento que não tenha sido preparada nos parágrafos anteriores soa como inovação gratuita, e isso é penalizado. A correção que eu adotei depois disso foi simples: antes de escrever a conclusão, releio o segundo e o terceiro parágrafo de desenvolvimento e sublinho todas as ideias centrais. A conclusão precisa references pelo menos duas dessas ideias. Se não tiver, precisa haver uma passagem clara do tema geral para a proposta. Se não houver nem isso, o texto está desconectado.

Um último ponto que ninguém ensina: a conclusão pode e deve conter um eco da introdução, mas nunca uma cópia. Repetir a tese palavra por palavra é sinal de falta de repertório. Parafrear a ideia inicial com nova profundidade é sinal de evolução argumentativa. A diferença é sutil, mas faz todo a diferença na nota final.