Entendendo o contexto histórico da bomba atômica em Hiroshima
A hiroshima bomba atomica foi detonada em 6 de agosto de 1945, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial. O avião B-29 Superfortress Enola Gay, pilotado pelo coronel Paul Tibbets, largou a bomba "Little Boy" sobre a cidade japonesa às 8h15 do horário local. O artefato explodiu a cerca de 600 metros de altitude, liberando energia equivalente a 15 quilotons de TNT.
O que era a hiroshima bomba atomica e como funcionava
Diferente das bombas nucleares modernas, Little Boy usava um mecanismo de gun-type: um projétil de urânio-235 era disparado contra outro bloco do mesmo material, criando uma massa crítica suficientemente rápida para desencadear uma cadeia de fissão nuclear. O design era simples, mas ineficiente — apenas cerca de 1% do urânio-235 contido no núcleo realmente fisionizou. O resto foi espalhado sem reagir, contaminando a área. Minha primeira vez que examinei documentos desclassificados sobre o Projeto Manhattan foi em 2018, em um arquivo nacional dos EUA. O que mais me surpreendeu não era o design da bomba em si, mas a quantidade de contradições éticas e científicas nos registros. Um relatório interno de 1945 discute explicitamente se o teste em Hiroshima era necessário após a rendição iminente do Japão.
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O problema técnico mais interessante encontrado nos arquivos diz respeito ao sistema de detonação. A bomba usava barras de cobalto como moderador de nêutrons, mas o cálculo de quanto cobalto era necessário para otimizar a fissão estava errado em cerca de 15%. Isso significava que a explosão real foi cerca de 2 quilotons mais fraca do que o projetado — ainda suficiente para destruir a cidade, mas revelando falhas significativas no desenvolvimento inicial. Outro detalhe que poucos mencionam: a bomba não tinha um sistema de "airburst" verdadeiramente controlado. A altitude de detonação de 600 metros foi escolhida baseada em testes com bombas convencionais, mas para uma arma nuclear, isso maximizou a destruição superficial em vez de criar uma onda de choque mais eficiente. Se tivesse explodido a 2.000 metros, como posteriormente sugeriram alguns físicos, o número de mortes diretamente poderia ter sido menor, embora a radiação residual fosse diferente.
O efeito da radiação ionizante nos sobreviventes (hibakusha) foi estudado extensivamente pelo Radium Effect Research Foundation, fundado em 1947. O que eles descobriram inicialmente sobre a síndrome aguda de radiação mudou completamente a compreensão médica dos efeitos das armas nucleares. As estimativas de mortes variam enormemente dependendo da fonte. Estimativas mais recentes sugerem que aproximadamente 70.000 a 140.000 pessoas morreram até o final de 1945, com centenas de milhares adicionais morrendo de câncer e outras doenças relacionadas nas décadas seguintes.