Lista De Feiras - Lista de Feira Semanal Frutas-Verduras PDF | PDF
Lista de Feira Semanal Frutas-Verduras PDF | PDF

Organizar uma lista de feiras não é só juntar datas num plan

Eu tenho uma planilha no Google Sheets que nunca ficou pronta de verdade. Falo sério. A cada dois anos eu tento organizar as feiras do agronegócio, da tecnologia e dos artesanatos da minha região pra orientar clientes que chegam perguntando "onde eu exponho". E ela nunca entra em linha porque o problema não é coletar os dados, é saber quais campos importam. A maioria das pessoas monta uma lista de feiras com nome, cidade, data de abertura e link. Isso é informação básica. O que faz diferença na prática é ter campos que revelam como a feira realmente funciona: valor do stand por metro quadrado, percentual de visitação que é efetivamente comprador, se o credenciamento exige antecedência mínima, se a feira tem limitation de expositores estrangeiros ou nacionais, se há taxa de segurança adicional, se o local permite instalação antes das 6h da manhã ou não.

Lista de feiras: o campo que ninguém coloca mas deveria

Eu descobri isso na marra em 2019. Credenciei uma cliente pra uma feira de embalagens em São Paulo sem verificar o prazo mínimo de credenciamento. O sistema fechava as vagas 45 dias antes do início. Ela chegou no dia 30, sem espaço, sem estande, com toda a mercadoria parada no aeroporto de Guarulhos. Perdeu 8 mil reais em frete e hospedagem. A partir daí eu passei a colocar na planilha o campo "deadline de credenciamento" e o campo "janela de load-in". São dois dados que evitam desastres. Vou te mostrar como eu construo hoje essa planilha, campo por campo, com exemplos reais de feiras brasileiras.

Os campos que eu realmente uso na prática

Começa com nome da feira. Isso é óbvio, mas muita gente erra aqui porque usa o nome comercial da organizadora em vez do nome oficial do evento. Anotar o CAGE (código de registro da feira no Mapas feiras ou no cadastros oficiais do governo) é o que permite cruzar dados depois. Sem isso você vira um amontoado de informações soltas. Cidade e estado. Não adianta só anotar "São Paulo" porque existem feiras em Guarulhos, Barueri, Expo Center Norte, e cada uma tem logística completamente diferente. Coloco o endereço completo com CEP. O CEP é o campo mais subestimado de uma lista de feiras porque ele permite calcular frete real, tempo de deslocamento e custo de hospedagem próximo ao local.

Data de início e término. Coloco sempre os dois dias. Tem feira que abre no sábado e fecha na segunda, e o público final só comparece no domingo. Um cliente meu perdeu uma feira de móveis porque chegou no sábado, dia de credenciamento técnico, e a exposição ao público só começava no domingo. Perdeu o dia inteiro sem entender o que tinha errado. Valor do stand. Aqui eu costumo colocar uma faixa: até 5 mil reais, entre 5 e 15 mil, acima de 15 mil. A maioria das feiras regionais custa entre 800 e 2 mil reais por metro quadrado. As grandes, como a Flip ou a Agrishow, passam de 5 mil por m² com segurança inclusa. Eu tenho uma lista de feiras onde anoto o valor médio por m² dividido pela região, porque isso permite comparar poder de compra rapidamente.

Capacidade de expositores. Esse campo é importante pra entender o nível de competição. Feiras com menos de 50 expositores costumam ter menos visitantes profissionais e mais público geral. Acima de 300 expositores, a qualidade da visitação sobe, mas também sobe o custo de destaque dentro do evento. Percentual de visitação B2B versus B2C. Esse é o dado que separa profissionais de amadores. Eu vejo muita gente escolher feira só pelo volume de visitantes, mas se 80% do público é consumidor final e sua empresa vende no atacado, o número de visitantes não significa nada. Anoto o rácio B2B/B2C de cada feira e cruzo com o setor do cliente.

Prazo de credenciamento. Eu disse antes, mas repito porque é o campo que mais gera prejuízo. Prazo máximo de credenciamento antecipado, prazo mínimo, se há taxa extra por credenciamento tardio. Fechas que permitem credenciamento no local costumam ter fila de 2 a 3 horas no primeiro dia. Se você tem 20 minutos pra montar um discurso de vendas, essa opção não serve. Requisitos de instalação. Se o local permite carga às 5h, se há elevador de carga, se há restrição de altura para painéis. Eu já vi cliente levar um stand de 3 metros de altura pra uma feira onde o teto permitia apenas 2,5 metros. O stand foi rejeitado na portaria e a equipe passou o dia todo montando algo improvisado. Anotar essas restrições no campo "limitações técnicas" economiza horas de dor de cabeça.

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O problema que eu nunca resolvei de verdade

Eu nunca consegui automatizar a atualização de datas de feiras. Existem sites que mudam de layout, organizadoras que cancelam eventos sem aviso prévio, e feiras que se dividem em duas edições num mesmo ano. Minha melhor workaround foi criar um grupo no WhatsApp com 12 colegas de segmentos diferentes, onde cada um reporta feiras novas ou canceladas. Não é bonito, mas funciona há 4 anos sem falhas graves. O outro problema é a divergência de fontes. A mesma feira aparece com datas diferentes no site da organizadora, no portal oficial do governo e no calendário de eventos da prefeitura. Eu resolvi adotando uma hierarquia de confiança: primeiro o site da organizadora, depois o contrato assinado, e só como terceira fonte o portal público. Se houver divergência, eu chamo o cliente e deixo ele decidir, em vez de assumir que uma fonte está certa.

Como eu monto a planilha em 20 minutos

Abro o Google Sheets, crio as colunas na seguinte ordem: código CAGE, nome da feira, cidade, estado, CEP, data início, data término, valor m², faixa de valor total, número estimado de expositores, rácio B2B/B2C, deadline credenciamento, load-in permitido desde, limitações técnicas, organizadora, link oficial, observações. Isso é tudo. Depois eu preencho com dados que eu já tenho, consulto sites oficiais das principais feiras do setor do cliente, e marco com cores: verde para feiras com alta confiabilidade de dados, amarelo para feiras com informações parciais, vermelho para feiras cuja data ainda não foi publicada.

Eu costumo levar entre 20 e 40 minutos pra atualizar uma lista de feiras completa de um segmento, dependendo do tamanho da base. Feiras novas que eu nunca acompanhei levam o dobro do tempo porque exigem verificação manual de cada fonte.

Quando uma lista de feiras não funciona

Funciona muito mal pra feiras que acontecem apenas uma vez a cada três ou quatro anos. A Agrishow é um exemplo: o ciclo é bienal, mas às vezes há edição extra, e os dados de uma edição não se aplicam à outra porque o local muda, os patrocínios mudam, e o perfil do expositor também muda. Eu aviso o cliente que uma lista de feiras com ciclos longos precisa de manutenção trimestral, não anual. Também não funciona bem pra feiras de nicho muito pequeno, como aquelas de arte sacra no interior de Minas ou feiras de peixes ornamentais no Pará. O número de edições é tão baixo e a rotatividade de organizadoras é tão alta que o custo de manutenção da planilha supera o benefício. Nesses casos, eu recomendo manter um cadastro simples em papel ou num documento textual, não numa planilha estruturada.

Alternativas quando a planilha pesa demais

Se você gerencia mais de 50 feiras simultaneamente, o Google Sheets começa a travar. A alternativa que eu uso é o Airtable. Ele permite visão por calendário, filtros por estado e faixa de preço, e integração com automações básicas. O custo é cerca de 12 dólares por usuário por mês, mas compensa a partir de 40 feiras ativas simultaneamente porque reduz o tempo de consulta em 60%. Outra alternativa é o Notion, mas ele é mais fraco pra análise numérica. Se seu foco é comparar valores e prazos, o Notion cria mais atrito do que resolve. Eu testei os dois e fiquei com o Airtable para feiras de alto volume e com o Sheets para feiras pontuais.

A lista de feiras em si não é ferramenta, é método. Ela só entrega valor quando os campos certos estão preenchidos e quando você confia nas fontes. Do contrário, vira um arquivo bonito que ninguém consulta.

Lista de feiras para quem quer começar do zero

Eu recomendo começar com 10 feiras do seu setor, preencher todos os campos, testar durante 3 meses, e só depois expandir. Quem tenta montar uma lista de feiras com 100 entradas de uma vez acaba com 80 entradas incompletas e nenhuma delas confiável. Metade do tempo que eu passo com planilhas novas é dedicado a verificar dados, não a organizá-los. O link oficial do calendário de feiras do governo brasileiro é o que consta no site da Sebrae, mas eu não coloco ele aqui porque URLs mudam com frequência e o risco de link morto é alto. Pesquise "calendário oficial de feiras sebrae" e você encontra a página atualizada. Eu prefiro que você confie na busca do que num link meu que pode estar desatualizado mês que vem.