O Que Defendia - Karl Marx: quem foi e o que defendia? - YouTube
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O que defendia em termos gramaticais

O que defendia é uma estrutura relativa neutra em português, formada pelo pronome relativo "o que" seguido de um verbo no imperfeito do indicativo. Em prática, funciona como um substantivo abstrato que retoma algo já mencionado ou que serve como sujeito de uma oração principal. Não é nada de outro mundo, mas muita gente usa errado e acaba gerando ambiguidade ou frases mal construídas. Quem tá começando a se aventurar na escrita formal costuma confundir "o que defendia" com "que defendia". A diferença existe e importa. O "o que" carrega neutralidade — não se refere a um gênero específico — enquanto o "que" sozinho pode soar mais direto e, dependendo do contexto, até vago. Quando eu revisava textos de estudantes de direito, por exemplo, via todo santo dia alguém escrevendo "o que defendia era justo" em vez de "aquilo que defendia era justo" ou simplesmente "o defendido era justo". Soa mais claro? A estrutura funciona, mas o "o que" sozinho às vezes puxa o sentido pro neutro demais e o leitor fica sem saber exatamente a que se refere.

Como usar "o que defendia" de forma correta

A construção básica segue esse padrão: sujeito + verbo no imperfeito + complemento. Algo como "Ele sabia o que defendia quando entrou naquela reunião." O verbo "defendia" aqui tá no imperfeito porque descreve uma ação contínua ou habitual no passado. Se a intenção for algo pontual, aí o correto seria "o que defendeu", no pretérito perfeito. Confundir esses dois tempos verbais é o erro mais comum, e é fácil de acontecer porque na fala cotidiana a diferença entre imperfeito e perfeito muitas vezes se perde. Um detalhe que pouca gente leva em conta: o imperfeito do indicativo também pode ter valor hipotético ou irreal. Então "o que defendia" pode indicar uma defesa hipotética, não necessariamente uma defesa real. No direito, isso faz toda a diferença. Eu já vi pareceres jurídicos onde o redator usou "o que defendia" querendo dizer algo concreto, mas o juiz entendeu como mero argumento hipótese, e o processo inteiro virou discussão semântica. O jeito de resolver? explicitar. Substituir por "aquele argumento que ele defendia" ou "a tese que sustentava" deixa o sentido mais transparente.

Pegadinhas e armadilhas comuns

Primeira pegadinha: concordância de gênero. Como "o que" é neutro, o verbo que vem depois não precisa concordar com nenhum substantivo específico. Mas o sujeito da oração principal pode gerar confusão. Frases como "A questão é que o que defendia estava errado" são gramaticalmente possíveis, mas soam pesadas. Trocar por "A questão é que a posição defendida estava errada" resolve o problema e deixa o texto mais fluído. Segunda pegadinha: redundância. Eu encontrei em um trabalho acadêmico a frase "O que se defendia era o que se julgava necessário." duas vezes o "o que" na mesma oração. A solução foi simples: "A defesa consistia no que se julgava necessário." Menos repetição, mais clareza.

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Terceira pegadinha, e essa é a mais traiçoeira: o uso de "o que defendia" em contextos onde o sujeito não está claro. Imagine uma mensagem de e-mail profissional onde alguém escreve "Sobre o relatório, o que defendia não foi considerado." Quem defendeu o quê? O remetente? O autor do relatório? Ninguém. Ficou solto. O remédio é sempre deixar explícito quem ou o que está no centro da ação, mesmo que isso signifique reformular completamente a frase.

Recursos para praticar

Se você quer treinar o uso correto dessa construção, não existe aplicativo específico pra isso. O que funciona é ler textos bem escritos e notar como autores consistentemente usam ou evitam "o que defendia". Jornais como O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo têm editoriais com boa qualidade gramatical. Livros de redução e estilo, como o "Manual de Redação e Estilo" do Estado, também ajudam muito. Uma dica prática: escreva um parágrafo usando "o que defendia" pelo menos três vezes. Depois releia e pergunte a si mesmo se cada uso era necessário. Na maioria das vezes, dois dos três podem ser substituídos por construções mais diretas sem perda de significado. Esse exercício me salvou em revisões apressadas de artigos onde eu tava tão focado em produzir conteúdo que esquecia de checar a gramática.

O maior benefício de dominar essa estrutura não é só evitar erros, é ganhar precisão na comunicação. Quando você escolhe conscientemente usar "o que defendia" em vez de uma alternativa vaga, o leitor entende exatamente o que você quer dizer. E no dia a dia profissional, isso economiza tempo e evita mal-entendidos caros.