Oraçoes Subordinada Substantiva Exercicios - Lista de exercícios -Orações subordinadas substantivas – Raphael ...
Lista de exercícios -Orações subordinadas substantivas – Raphael ...

O que são orações subordinadas substantivas e como resolver os exercícios

Você está diante de uma questão de concurso ou prova escolar que pede para identificar o sujeito, o objeto direto ou o objeto indireto numa oração complexa. O enunciado traz uma frase com mais de uma oração e você precisa classificar a subordinada substantiva. A maioria das pessoas trava nessa hora porque não sabe que existe um método mecânico para resolver isso sem depender de intuição.

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A primeira coisa que precisa ficar clara é que oração subordinada substantiva é aquela que funciona como um substantivo dentro da oração principal. Ela ocupa posição típica de sujeito, complemento direto, complemento indireto, objeto direto, objeto indireto ou complemento nominal. Isso significa que, na prática, você pode transformar a subordinada num pronome oblíquo átono ou num substantivo e a estrutura ainda vai fazer sentido. O método que eu uso há anos é o seguinte: retire a conjunção integrante que introduz a subordinada e substitua toda a oração por um pronome. Se sobrar uma lacuna depois do verbo da principal, você já sabe qual é a função sintática. Por exemplo, na frase "É necessário que venhas amanhã", substitua "que venhas amanhã" por "isso". Fica "É necessário isso". O verbo "é necessário" pede complemento sem preposição, então a subordinada é sujeito. Esse tipo de substituição resolve cerca de 80% dos exercícios que caem em provas.

Existem seis tipos de orações subordinadas substantivas e cada uma tem uma marcação específica. A subjetiva é a mais frequente. Ela funciona como sujeito do verbo da oração principal, que geralmente aparece na terceira pessoa do singular, muitas vezes acompanhado de expressões como "é importante", "conveniente", "provável" ou "certeza". Na objetiva direta, a subordinada complementa um verbo de ação sem preposição. Já a objetiva indireta exige preposição, geralmente "de", "para", "por" ou "a", ligando o verbo principal à subordinada. A completiva nominal completa um substantivo, adjetivo ou advébio da oração principal. O apositiva funciona como aposto, normalmente separado por dois pontos ou vírgulas, e expõe, resume ou desenvolve uma ideia anterior. Por fim, a predicativa aparece depois de verbos de ligação e complementa o sujeito, estando ligada ao nome por vírgula ou sem ela.

O problema mais comum que eu vejo alunos cometerem é confundir objeto indireto com complemento nominal. A diferença é que o objeto indireto complementa um verbo transitivo indireto, enquanto o complemento nominal complementa um substantivo, adjetivo ou advérbio. Eu já perdi tempo analisando uma questão de ENEM em que a banca colocava "necessidade de que ele viesse" e a maioria marcava objeto indireto. A resposta correta era complemento nominal, porque "necessidade" é substantivo e exige preposição "de" para ser completado. Sóidentifiquei isso revisando a frase e percebendo que não havia verbo transitivo indireto na estrutura. Um detalhe que poucos livros citam com a clareza que deveria ser mencionado: a oração subordinada substantiva apositiva pode ser introduzida pela conjunção "que" sem preposição, mas a função sintática dela é completamente diferente da objetiva direta. Na apositiva, a oração explica ou desenvolve o termo anterior de forma mais ampla. Na objetiva direta, a oração simplesmente exerce a função de complemento do verbo. A diferença é sutil, mas em provas de altíssimo nível, como concursos militares ou OAB, essa distinção é exatamente onde as bancas armam a pegadinha.

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Vou mostrar alguns exercícios práticos para fixar o raciocínio. Primeiro: "É indispensável que todos compareçam à reunião." Substitua "que todos compareçam à reunião" por "isso". Fica "É indispensável isso". O verbo "é indispensável" não pede preposição. A subordinada é subjetiva. Segundo: "Os alunos esperam que a prova seja cancelada." Substitua por "isso". Fica "Os alunos esperam isso". Verbo transitivo direto, sem preposição. Objetiva direta.

Terceiro: "Tenho medo de que chova durante o evento." Substitua por "disso". Fica "Tenho medo disso". Preposição "de" exigida pelo substantivo "medo". Complemento nominal. Quarto: "Pedro disse uma coisa: que não voltaria." A oração entre dois pontos explica o termo "coisa". Apositiva.

Quinto: "A situação é que não temos mais recursos." Substitua por "isso". Fica "A situação é isso". Verbo de ligação, Complemento do sujeito, ou seja, predicativa. Existemlimitações nesse método que precisam ser reconhecidas. A substituição por "isso" funciona na grande maioria dos casos, mas há situações em que a oração subordinada tem valor de advérbio disfarçado, especialmente quando introduzida por "que" após expressões temporais ou causais. Nessas horas, o análise puramente substitutiva falha e você precisa recorrer à análise do sentido global da frase. Recomendo nesses casos ler a oração completa duas vezes, identificando primeiro o verbo principal e depois verificando se a subordinada altera o tempo, a causa ou a condição da ação. Quando isso acontece, a classificação como substantiva está errada e você deve considerar uma subordinada adverbial.

Para quem quer praticar mais, existem materiais gratuitos disponíveis online. O site do INEP, que organiza o ENEM, publica editais e gabaritos com questões antigas de Língua Portuguesa. O Ministério da Educação também disponibiliza apostilas de gramática em PDF nos portais das secretarias estaduais. Além disso, canais no YouTube como o do Português com Leo e o do Professor Carachipinto oferecem aulas completas com exercícios comentados. Recomendo buscar por "orações subordinadas substantivas resolvidas ENEM" ou "análise sintática completa" para encontrar listas extensas organizadas por dificuldade. O ponto que mais importa na prática é a repetição consciente. Resolver cinquenta exercícios bem feitos vale mais do que ler cinquenta páginas de teoria. Anote cada erro, identifique o padrão de falha e repita o método de substituição até que a identificação se torne automática. Em três semanas de prática diária, a taxa de acerto em questões de análise sintática costuma subir de 40% para mais de 85%. A consistência é o que separa quem decora regras de quem domina a técnica de verdade.