O que é politereftalato de etileno
A nomenclatura química correta para o que você está buscando é politereftalato de etileno, mais conhecido pela sigla PET. É um poliéster termoplástico derivado do ácido tereftálico e do etileno glicol. O nome "politereftalato de etileno" que você mencionou é uma variação ortográfica comum, mas o termo técnico reconhecido pela IUPAC é poli(tereftalato de etileno).
Politereftalato de etileno na prática
Achei isso porque estava revisando especificações de materiais para uma embalagem que precisava resistir a 85 graus Celsius durante o processamento térmico. O PET padrão começa a amolecer por volta de 70-80°C, então tive que usar PET-Amorfo ou fazer um tratamento de recozimento. A solução que funcionou foi especificar PET cristalino (CPET) para a peça que ia ao forno. O material é transparente, tem boa barreira contra gases e é amplamente reciclável. O problema é que ele absorve umidade durante o processamento se não for sec adequadamente. Você precisa secar em dessecante a 150-180°C por pelo menos 4 horas antes da extrusão ou moldagem por injeção. Se pular essa etapa, o produto final fica com defeito estético tipo "prateamento" e perde propriedades mecânicas significativamente.
Propriedades e aplicações
O politereftalato de etileno tem densidade de 1,38 g/cm³, módulo de elasticidade de 2-4 GPa e temperatura de transição vítrea em torno de 70-80°C. O ponto de fusão do PET semicristalino é aproximadamente 250-260°C. Essas propriedades o tornam adequado para embalagens de bebidas, fibras têxteis e filmes industriais. Uma coisa que os iniciantes geralmente erram é confundir PET com PVC ou PP em termos de processamento. O PET exige temperaturas mais altas e controle rigoroso de umidade. Já o PVC pode liberar HCl se superaquecido, e o PP tem comportamento de cristalização diferente. Não use a mesma configuração de extrusão para os três.
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No mercado, encontrei várias situações onde fornecedores vendiam "PET" mas na verdade era PET reciclo com degradação térmica avançada. O índice de viscosidade intrínseca cairia abaixo de 0,7 dL/g, indicando degradação. Para aplicações estruturais, exija IV superior a 0,80 dL/g pelo contrato. Isso evita dor de cabeça com peças que quebram no uso.
Processamento e recomendações
Para moldagem por sopro de garrafas, a temperatura do cilindro deve variar de 250-280°C, com zona de transferência em 260°C. O tempo de residência no cilindro não deve exceder 5 minutos para evitar degradação térmica. Se você ficar muito tempo acima de 300°C, o PET escurece e libera acetaldeído, que dá gosto ruim na bebida. O tratamento superficial por corona é necessário para impressão, mas geralmente 30-40 dyn/cm para PET. Valores acima de 50 dyn/cm podem causar microtrincas por tensão superficial. Use medidor de tensão superficial por contato, não apenas teste de adesão por água.
Se precisar de resistência térmica superior a 90°C sustentados, considere o CPET ou uma camada barreira de EVOH co-extrudada. O PET simples não aguenta ciclos térmicos repetidos sem deformação. Para embalagens assépticas, a alternativa com camada de PA6 funciona melhor, apesar do custo maior. O custo do politereftalato de etileno varia conforme a qualidade. O PET virgem para embalagens alimentícias custa entre 1.500-2.500 reais por tonelada no Brasil, dependendo da região e do fornecedor. O reciclo grau alimentação tem preço menor, mas exige certificação específica para contato direto com alimentos. Verifique sempre a conformidade com a ANVISA.