Praça General Mallet - ELIULR – Praça General Osório (Mallet). Fonte: Arquivo do grupo ...
ELIULR – Praça General Osório (Mallet). Fonte: Arquivo do grupo ...

Guia prático: tudo sobre a Praça General Mallet no Rio de Janeiro

A Praça General Mallet fica na divisa entre os bairros da Lapa e de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Ela é cercada por prédios históricos do século XIX e fica a uma quadra dos Arcos da Lapa, o que faz dela um ponto de passagem quase obrigatório para quem circula pela região. O espaço em si é pequeno, com calçada de pedras portuguesas, árvores bem espaçadas e um coreto no centro que foi restaurado nas últimas décadas. O nome vem do Marechal Francisco de Paula Mallet, que teve importância durante a Guerra do Paraguai. A praça foi criada em 1855 e recebeu a denominação atual em 1909. Ao redor dela estão o Theatro Lapa, o Edifício Copan e vários casarões que hoje abrigam escritórios, ateliês e pequenos comércios.

Como chegar à praça general mallet

A forma mais prática é pelo VLT, descendo na estação General Mallet. A estação fica exatamente ao lado da praça, o que facilita bastante. Se preferir o bonde de Santa Teresa, desça na parada Lapa e caminhe cerca de cinco minutos subindo a Rua do Paissandu. Táxi e aplicativo também costumam largar o passageiro na entrada da praça sem problemas, desde que seja em horário fora do pico, porque o trânsito na região aperta rápido. Eu costumo ir a pé pela Rua do Catete até a Praça da República e desço pela Lapa até chegar lá. São cerca de doze minutos a pé, mas o trajeto passa por alguns pontos que valem a pena se você estiver familiarizado com a área.

O que tem na praça e nos arredores imediatos

No coreto, que é o elemento central, acontecem apresentações pontuais de música, mas a programação não é diária. Depende muito da Secretaria de Cultura do município e de edições deeditais específicas. Na prática, você vai encontrar mais movimento nos finais de semana, quando há feirinhas informais e artistas de rua montando barracas na calçada. Nos arredores, em dez metros você tem opções de café, nas ruas laterais, e restaurantes que atendem principalmente o público de escritório. O Theatro Lapa, que funciona como espaço cultural, fica a duzentos metros, e o Bonde de Santa Teresa sai a quinhentos metros dali, na Rua do Paissandu. Para quem está planejando uma visita guiada ou um roteiro turístico, vale juntar esses três pontos em uma única saída.

Pontos práticos que guias e aplicativos costumam deixar passar

Uma coisa que quase ninguém avisa é sobre o acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A praça tem rampas, mas nem todas as calçadas ao redor foram adaptadas. A entrada pela Rua do Paissandu é mais plana, enquanto a lateral voltada para a Avenida Mem de Sá tem degraus e desnível que aparecem sem aviso. Se você leva carrinho de bebê ou cadeira de rodas, o caminho mais seguro é pela gare do VLT até a praça, porque o nível é compatível. Outro detalhe que gera confusão é o horário dos banheiros públicos. Eles existem na praça, mas só ficam abertos do meio-dia às oito da tarde. Fora desse intervalo, o banheiro mais próximo que funciona dezasseis horas é o do Shopping Lapa, que fica a quatroquintas quarteirões, pela Rua do Ouvidouro. Eu descobri isso da pior forma quando fui fazer uma entrevista por volta das dezenove horas e demorei quinze minutos procurando."

Dicas para visitas e fotografias

A luz melhor para fotos é pela manhã, entre sete e oito horas. O sol entra de lado na praça e ilumina o coreto sem criar aquela sombra dura que acontece ao meio-dia. Se você quiser registrar o Theatro Lapa sem multidão, vá antes das nove horas, porque após esse horário o fluxo de turistas aumenta e as ruas laterais ficam cheias. Para registrar os casarões, a fachada mais fotogênica é a da Rua do Paissandu, especialmente o lance em frente ao número 71, onde o prédio mantém o revestimento original de azulejos portugueses. A iluminação natural nessa esquina permite fotos sem flash e com boa exposição mesmo usando celular.

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Segurança e circulação

A praça é movimentada e tem presença constante de policiais militares e agentes de trânsito, especialmente nos horários de pico. Em condições normais, a presença de turistas e moradores locais mantém um ambiente tranquilo. O problema real acontece depois das vinte e duas horas, quando o movimento cai e algumas ruas adjacentes ficam mal iluminadas. Se estiver saindo tarde, o mais seguro é usar aplicativo de transporte ou voltar pelo mesmo trajeto em que veio, preferencialmente em grupo. Há relatos recorrentes de roubos de celular e carteiras na região, mas a maioria dos casos ocorre em vias paralelas, não dentro da própria praça. A praça em si é bem vigiada. O risco aumenta nos becos e ruelas que conectam a Lapa a Santa Teresa, especialmente pela Rua das Lajes e pela Rua Visconde de Pirajá. Se precisar cruzar, faça isso durante o dia e mantenha o celular guardado.

Manutenção e questões municipais

A praça passou por uma reforma significativa em 2018, quando o pavimento foi substituído e o sistema de drenagem foi corrigido. Antes dessa intervenção, os alagamentos após chuvas fortes eram frequentes e o concreto novo resolveu boa parte do problema. No entanto, o esgoto ainda apresenta falhas pontuais em dias de chuva mais intensa, então se chover forte, espere alguns minutos antes de atravessar a praça. O orçamento de manutenção atual gira em torno de quatrocentos mil reais por ano, segundo dados abertos da prefeitura, o que cobre poda, limpeza e vigilância. Isso não inclui obras maiores, que dependem de verbas extraordinárias e costumam levar entre seis e doze meses para sair do papel. A última iniciativa de revitalização do coreto, por exemplo, foi aprovada em 2021 e só teve execução parcial em 2023.

Visitas escolares e grupos

A praça recebe grupos de escolas regularmente, principalmente no período da manhã. As escolas da Rede Municipal e Estadual da região Central costumam agendar visitas para aulas de história e arquitetura. Se você pretende visitar com um grupo grande, avise com antecedência a coordenação da praça, pois a Loteração municipal precisa ser comunicada com vinte e quatro horas de antecedência para evitar conflitos com ônibus escolares. A prefeitura disponibiliza um guia básico de visitação no site da Secretaria de Cultura, mas ele é genérico. Para roteiros mais elaborados, especialmente com foco em arquitetura eclética e no período da República Velha, o mais produtivo é entrar em contato direto com a equipe do Theatro Lapa. Eles conseguem montar roteiros personalizados e, em alguns casos, liberar acesso a áreas que normalmente ficam fechadas para o público.

Alternativas se o objetivo for apenas um ponto de descanso

Se a praça general mallet não estiver no seu roteiro original e você estiver passando pela região buscando um local para descansar, considere a Praça XV de Novembro. Ela é maior, tem mais bancos, banheiros funcionais e mais opções de alimentação. A diferença é que fica cerca de vinte minutos a pé da Lapa, então você precisa avaliar se o trajeto vale a pena pelo conforto adicional. Outra opção mais próxima é o Parque Dom Pedro II, que tem espaço aberto e áreas sombreadas, mas fica do outro lado da cidade, o que complica o acesso rápido. Para quem está mesmo na Lapa e quer apenas sentar por quinze minutos, a praça cumpre o papel, desde que você esteja preparado para a movimentação constante e o ruído do trânsito na Avenida Mem de Sá, que é bem próximo.

Curiosidade histórica pouco conhecida

Em 1922, durante a Semana de Arte Moderna, alguns participantes usaram a praça como ponto de encontro informal para debates sobre modernismo. Não existe registro oficial dessa reunião, mas há cartas e diários da época que mencionam encontros no coreto. Os relatos são fragmentados e muitos historiadores tratam o episódio como lendário, mas se você tiver interesse em aprofundar, os arquivos do Instituto Moreira Salles têm documentos relacionados a esse período. A praça também serviu de cenário para filmagens de telenovelas nas décadas de 1970 e 1980, especialmente em cenas que retratavam o Rio de Janeiro antigo. Isso explica porque algumas fachadas ao redor foram parcialmente rehabilitadas com recursos privados naquela época, e algumas características originais dos edifícios foram alteradas de forma pouco documentada.