Quais São As Preposições Em Inglês - Todas As Preposições Em Ingles - RETOEDU
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O que são preposições em inglês e por que elas dão trabalho

Preposições em inglês são palavras pequenas que conectam substantivos, pronomes ou grupos de palavras ao resto da frase, indicando direção, tempo, lugar, relação lógica e uma série de nuances que o português muitas vezes cobre com outras estruturas. As mais comuns são at, in, on, to, for, from, by, with, about, into, onto, upon, through, during, before, after, between, among, against, under, above, below, near, behind, beside, across, within, without. Isso é apenas a lista básica. A realidade é que nenhuma dessas preposições tem um equivalente direto e fixo em português, e é exatamente esse fato que causa a maior parte dos erros de brasileiros que estudam inglês. Eu passei anos corrigindo textos de clientes e alunos, e o padrão é sempre o mesmo: traduzem literalmente do português e acabam usando a preposição errada porque a lógica das duas línguas funciona de maneiras completamente diferentes. O português diz "confiar em alguém". O inglês não usa "in" aqui, usa "trust someone", sem preposição nenhuma. Ou então "sonhar com algo", que vira "dream about something" ou "dream of something", dependendo do contexto. A preposição não obedece à tradução palavra por palavra, ela obedece ao verbo e ao uso consolidado.

quais são as preposições em inglês

A lista acima resume o vocabulário essencial, mas o que importa na prática é entender como elas se comportam em situações reais. Vou mostrar primeiro o mecanismo, porque é assim que funciona no dia a dia, e aí entro nas definições técnicas. Quando você precisa escolher uma preposição, a primeira coisa que deve verificar é o verbo ou a expressão fixa na qual ela está inserida. Verbos frasais (phrasal verbs) como "look at", "listen to", "wait for", "apologize for" exigem preposições específicas que não seguem nenhuma lógica aparente para quem fala português. Não existe regra que diga por que se diz "depend on" e não "depend of", ou "arrive in" uma cidade e "arrive at" um lugar específico. É simplesmente uso consolidado, e a única forma de dominar é exposição repetida e memorização contextualizada, não decoreba isolada.

Outro ponto que todo mundo subestima é a diferença entre in, on, at para tempo e lugar. A graduação de especificação é o que separa o uso correto do errado:

Isso parece simples até você se deparar com situações que fogem do padrão. Eu tive um caso recente de um cliente que escreveu "I will see you on the weekend" em um e-mail profissional. O correto seria "at the weekend" no inglês britânico ou "on the weekend" no americano — ambas estão certas, dependendo da variante. Esse tipo de detalhe passa despercebido e só aparece quando você lê bastante texto autêntico ou trabalha com revisão de conteúdo. Outra armadilha comum que as pessoas não antecipam é o uso de for versus since. Ambos indicam tempo, mas "for" mede uma duração ("for three years") e "since" marca o ponto de início ("since 2020"). Já vi muita gente trocar os dois e nem perceber, porque a intuição em português não ajuda nada. "Há três anos" pode significar tanto "three years ago" quanto "for three years", e essa ambiguidade gera erro constante.

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As preposições também mudam de sentido conforme o contexto, e esse é um dos pontos mais difíceis. "About" pode significar "sobre" um tópico ("a book about dinosaurs"), mas também pode indicar aproximação numérica ("about twenty people"). "Over" pode ser espacial ("over the bridge"), temporal ("over the weekend"), quantitativo ("over 100 dollars") ou até de cobertura ("a sheet over the bed"). Tentar traduzir preposições isoladamente é uma estratégia que falha sistematicamente. Se você quer realmente dominar o assunto, a forma mais eficiente é estudar preposições agrupadas por verbo ou expressão, não isoladamente. Crie listas como "verbos seguidos de to infinitive" versus "verbos seguidos de gerund", e anote a preposição junto com o verbo. Isso reduz o tempo de aprendizado porque você já associa a estrutura inteira de uma vez. Em vez de decorar que "to" é uma preposição, você decora que "enjoy" vai com gerund ("enjoy swimming"), que "decide" vai com to infinitive ("decide to go"), e que "be interested" pede "in" ("be interested in something"). Cada item isolado é irrelevante; o padrão é o que tem utilidade real.

Um erro avançado que pouca gente menciona é o uso de preposições depois de adjetivos. "Good at", "afraid of", "responsible for", "proud of", "interested in" — essa lista é enorme e não segue nenhuma lógica transparente. A solução prática é construir flashcards com o adjetivo + preposição juntos, e revisar com espaçamento. Eu costumo recomendar esse método porque ele elimina a tentação de traduzir mentalmente e força o cérebro a tratar a combinação como uma unidade. Outro problema que encontro frequentemente em materiais didáticos é a simplificação excessiva. Livros básicos costumam dizer que "in" é para lugares fechados e "on" é para superfícies, mas isso não explica por que se diz "in love" e não "on love", ou "in trouble" e não "on trouble". A realidade é que muitas expressões idiomáticas usam preposições de forma arbitrária, e você só aprende isso vendo as expressões usadas repetidamente em contexto natural.

Se o seu objetivo é apenas sobrevivência imediata, foque nas preposições que aparecem nos cinco contextos mais comuns: horário e data, endereço e local, direção e movimento, relação com verbos frasais, e combinações fixas com adjetivos. Dominar esses quatro grupos resolve cerca de oitenta por cento dos usos no dia a dia. O restante você aprende conforme a necessidade aparecer. Existe uma limitação importante que precisa ser dita claramente: não existe método único que funcione para todo mundo. Pessoas que pensam em padrões e regras tendem a se dar bem com tabelas e classificações. Pessoas que pensam em imagens e contextos precisam de exemplos reais, séries, livros, podcasts. Se você tentar aprender apenas decoreba, provavelmente esquece tudo em algumas semanas. Se tentar apenas imersão passiva, pode levar meses para notar progresso concreto. O ideal é combinar os dois: estudar as regras básicas e, ao mesmo tempo, expor-se a conteúdo autêntico onde essas regras aparecem repetidamente.

Para quem quer praticar, existem recursos gratuitos como o site EnglishPrepositions.com, que organiza verbos e adjetivos por preposição, e o corpus do Cambridge Dictionary, que mostra exemplos reais de uso. Eu recomendo especialmente o Corpus of Contemporary American English (COCA) para quem quer ver como as preposições funcionam em textos modernos, porque ele evita aquele inglês artificial que aparece em livros didáticos antigos. No final das contas, o que diferencia quem usa preposições corretamente de quem erra constantemente não é inteligência ou talento, é exposição consistente a uso real. A lista de preposições existe, mas ela é apenas o ponto de partida. O que importa é saber quando cada uma aparece e por que ela aparece ali, e isso só se constrói com tempo e prática direcionada.