Quantas Entidades Tem Na Umbanda - Quantas Entidades Uma Pessoa Pode Ter Na Umbanda - FDPLEARN
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Entidades na Umbanda: uma explicação prática

A pergunta quantas entidades tem na umbanda é mais complicada do que parece porque não existe um número oficial. Diferente de outras religiões com hierarquias centralizadas, a Umbanda trabalha com orixás, caboclos, pretos-velhos, encantados, exus e pomba-gira como formas de se manifestar de forças da natureza e espíritos evoluídos. Cada terreiro tem sua própria forma de organizar isso. Na prática, você encontra no mínimo seis grandes linhas de trabalho: a linha dos Orixás, a dos Caboclos, a dos Pretos-Velhos, a dos Ensacados ou Enfardados, a dos Crioulos e a dos Exus e Pombas-giras. Algumas casas incluem ainda a linha das Crianças e a dos Baianos, mas isso varia muito de acordo com a tradição de cada templo.

quantas entidades tem na umbanda

O número real depende do terreiro. Alguns trabalham com 7 linhas, outros com 9, e tem até casa que reconhece 12 ou mais subdivisões. A resposta mais honesta é que não tem um número fixo porque cada médiun e cada guia escolhe se quer trabalhar com uma entidade específica ou com várias dentro de uma mesma linha. Eu já vi terreiro onde só tinham uma entidade de Caboclo e outro onde tinham mais de dez trabalhando no mesmo ponto. Tem uma coisa que muita gente não entende direito. Entidade não é sinônimo de orixá. Orixá é uma força cósmica, uma divindade da natureza. Entidade é como chamamos o espírito que se manifesta através do médiun durante a sessão. O orixá opera em um nível diferente, mais abstrato e poderoso. A entidade que desce no ponto é um espírito que passou por reencarnações e evoluções, e ela escolhe uma linha para trabalhar. Essa distinção é importante porque resolveram várias confusões aqui quando eu comecei a mexer com o assunto.

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Um problema que eu enfrentei na prática foi com mediunização de crianças. Tem gente que acha que criança tem que começar com tudo logo de cara, mas eu vi médiuns novos sendo sobrecarregados com entidades muito pesadas porque o orientador não sabiam filtrar. O que funcionou foi deixar a criança trabalhar só com Caboclo ou Preto-Velho nos primeiros anos, e nunca misturar linha de Exu nessa fase. Eu recomendo isso baseado no que eu vi dar certo e em vários casos que eu vi dar errado. A questão do número também é complicada porque tem orixás que são chamados de diferentes formas dependendo da região. Ogum na Bahia pode ser conhecido de outra maneira no Rio de Janeiro, e Xangô pode ter subdivisões que não existem em outro estado. Isso gera confusão quando se tenta fazer uma contagem padronizada. Eu costumo dizer que o importante não é saber quantas entidades existem, mas entender como cada uma delas se relaciona com o mediún e com a missão que ele tem no terreiro.

Outro ponto que as pessoas erram bastante é achar que toda entidade precisa ser invocada da mesma forma. Caboclo não se chama do mesmo jeito que Preto-Velho, e Preto-Velho não se chama como se chama Exu. Tem rituais específicos para cada linha, e quando você mistura isso tudo errado, o resultado costuma ser uma sessão bagunçada e mediuns mal orientados. Eu vi isso acontecer em mais de um terreiro e quase sempre o problema era falta de conhecimento técnico da galera que estava conduzindo. Se você quer entender melhor o assunto, o caminho mais seguro é procurar terreiros tradicionais e conversar com os orientadores de lá. Não adianta confiar em listas prontas que você acha na internet porque elas quase sempre simplificam demais uma realidade que é bem mais do que uma simples contagem. O que eu posso te dizer com certeza é que o número varia, e essa variação é parte da própria natureza da Umbanda.