Quem Escreveu O Auto Da Compadecida - Resumo O Auto Da Compadecida - RETOEDU
Resumo O Auto Da Compadecida - RETOEDU

Auto da Compadecida: quem escreveu e como usar a obra

O autor é Ariano Suassuna, nascido em João Pessoa em 1927 e falecido em 2014. Ele completou a peça em 1955, quando tinha apenas 28 anos. A obra mistura teatro popular nordestino com elementos da comédia medieval, usando linguagem coloquial e situações que misturam o sagrado e o profano. A história gira em torno de dois capangas, João Grilo e Chicó, que tentam enganar a morte e enfrentar o julgamento divino.

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Ariano Suassuna escreveu a peça e também coordenou sua primeira montagem em 1955, no Teatro de Arena do Porto. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras e fundador do Grupo de Teatro Olho de Peixe. A obra foi publicada pela primeira vez pela Livraria José Olympio Editora em 1956. Se você está procurando o texto completo para encenação ou estudo, existem algumas opções práticas. A versão oficial mais confiável é a publicada pela Editora Globo, em coedição com o próprio Suassuna. Esse livro contém notas de encenação e indicações cênicas que ajudam na leitura, mas ocupa cerca de 200 páginas e pode ser encontrado por volta de R$ 35 em livrarias físicas ou online. O preço varia conforme a região e a disponibilidade.

Uma versão digital gratuita existe no site do Ministério da Cultura brasileiro, disponível no portal eMIB. O arquivo está em PDF com cerca de 80 páginas, mas a qualidade da digitalização nem sempre é ideal para projeção em slides ou leitura projetada. Eu já tentei usar essa versão em uma montagem escolar e as imagens dos capítulos iniciais ficaram borradas demais para projetar. Minha solução foi fotografar as páginas com minha câmera e ajustar o brilho no Lightroom antes de converter em imagem limpa. O texto original inclui referências a cantigas populares, rezas e rezadeiras que fazem parte do folclore paraibano. Muitos diretores ignoram essas camadas e tratam a peça apenas como comédia de emboladas, o que acaba apagando a dimensão religiosa e existencial que Suassuna construiu intencionalmente. A peça trata de morte, julgamento, perdão e graça, usando humor como ferramenta de aproximação, não como fim em si mesmo.

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Outro detalhe importante é a divisão entre atos e cenas. A peça tem três atos principais, com divisões internas que variam conforme a edição. Algumas versões dividem em quatro atos por erro de digitação ou adaptação editorial. Se você for montar a peça, verifique sempre a numeração das cenas na edição da Globo para evitar confusão durante os ensaios. A linguagem inclui termos regionais como "capangas", "embolada", "sotaque" e expressões como "vai-te embora, seu diabo" que podem confundir leitores de outras regiões. Recomendamos consultar um glossário ou pedir ajuda a um falante nativo do nordeste se for fazer a encenação fora da região. Eu já vi estudantes interpretarem "sotaque" como "voz alta" quando na verdade significa "modo de falar característico". Esse erro muda completamente o sentido da cena.

Para quem quer acessar gratuitamente, além do PDF do MEC, existe também a Biblioteca Digital Curt Nimuendajú, que disponibiliza o texto completo em formato EPUB. O download leva cerca de 3 minutos em conexão estável e o arquivo ocupa aproximadamente 2 megabytes. A formatação do EPUB pode não preservar perfeitamente as quebras de verso, então eu recomendo imprimir ou converter para PDF se for usar como roteiro durante ensaios. Se você precisa de edições comentadas com análise crítica, a obra "A Dramaturgia de Ariano Suassuna" de Ana Maria Moretzsohn oferece estudo aprofundado sobre a estrutura dramática e as influências do autor. O livro custa cerca de R$ 48 e é vendido pela editora da UNICAMP. A análise foca especialmente na relação entre o teatro de Bonecos e os autos medievais, mostrando como Suassuna ressignificou formas antigas para discutir temas contemporâneos.

Há também a possibilidade de encontrar gravações audio do texto lido integralmente no YouTube e no Spotify. A versão da Rádio MEC, gravada em 1978, tem duração de aproximadamente 2 horas e 15 minutos. A qualidade de som é razoável, mas alguns trechos têm ruído de fundo que pode atrapalhar a compreensão de partes específicas. Eu prefiro ouvir a versão de 1995, produzida pela Rádio Cultura, que tem melhor equilíbrio de áudio e inclui efeitos sonoros que ajudam na imersão. Se o objetivo for estudar a peça para prova ou trabalho acadêmico, lembre-se de que ela é frequentemente cobrada em vestibulares como ENEM e FUVEST, especialmente nas questões sobre literatura brasileira contemporânea. A banca costuma focar nos temas de justiça divina versus lei humana, e na crítica social disfarçada de comédia. Evite respostas genéricas como "é uma obra sobre a vida nordestina" sem citar exemplos concretos do texto. Use referências específicas como a cena do julgamento, a aparição da Virgem Maria, ou a figura do Diabo como advogado.

Uma ressalva importante: não confunda "O Auto da Compadecida" com o filme de 2000 dirigido por Guel Arraes. O filme adapta a peça mas faz alterações significativas, incluindo finais diferentes e cortes de cenas. Se seu objetivo é estudar a obra original, baseie-se exclusivamente no texto escrito de Suassuna, não na adaptação cinematográfica. Por fim, se você está pensando em adaptar a peça para uma produção alternativa, como versão moderna ou releitura, tenha cuidado com os direitos autorais. A obra entrou em domínio público no Brasil em 2084, 70 anos após a morte do autor em 2014, então ainda há cerca de 58 anos para esperar antes de usar livremente. Até lá, qualquer uso comercial requer autorização da Fundação Ariano Suassuna, que cobra taxas variáveis conforme o tipo de produção e o orçamento estimado. Eu já passei por esse processo quando montamos uma versão experimental em 2019, e a resposta deles levou cerca de 45 dias úteis. Recomenda-se enviar o pedido com pelo menos 60 dias de antecedência para evitar atrasos que possam comprometer a data de estreia.