Regra Abnt Referencia Bibliografica - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABNT – Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABNT – Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes

Como montar referências ABNT sem perder a sanidade

Regra abnt referencia bibliografica é um daqueles temas que todo mundo acha que sabe até precisar fazer na prática. O problema é que a norma é repleta de exceções que ninguém lê antes de entregar o trabalho errado. A minha referência ao regra abnt referencia bibliografica é baseada em anos corrigindo TCCs e artigos. A maioria dos erros vem da mesma coisa: as pessoas aprendem um formato genérico e tentam aplicar para tudo. Não funciona assim.

O básico que já começa errado

A NBR 10520 cuida das citações. A NBR 6023 cuida das referências. Muita gente mistura as duas coisas e acaba com obra feita que não segue nenhum padrão. O formato geral é: SOBRENOME, Nome. Título do livro em negrito. Edição se não for a primeira. Cidade: Editora, ano. Páginas quando necessário.

Exemplo simples de livro: CHIAVERO, Julia. Segurança e medicina no trabalho. 14. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

Percebeu que o título vai em negrito e o resto em normal? A maioria coloca tudo em negrito ou esquece de negritar o título. Isso é erro comum que revisores pegam imediatamente.

Dois autores ou mais: onde todo mundo erra

Se tem dois autores, separa por e. Três ou mais? Coloca só o primeiro autor seguido de et al.. Errei isso várias vezes no início da minha carreira. Eu sempre escrevia "et alii" achando que era mais correto. Nada disso. É et al. mesmo, em itálico, com ponto final no al.

Um exemplo prático: GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

Quando tem dois autores: MINAYO, Maryana Cecília de Souza; GHALYE, Carlos Eduardo Sánchez. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 29. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.

Repare que não tem et al. aqui. São dois autores, então os dois vão completos. A regra muda a partir do terceiro.

Links e fontes eletrônicas: o campo minado

Aqui é onde a coisa complica de verdade. Acesso, data de consulta, URL... Tem gente que coloca o link sem data e acha que tá certo. Errado. Para sites, a estrutura é:

BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Diário da Câmara dos Deputados. Brasília, DF, 28 jun. 2023. Seção I, p. 10-15. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2023. Nota a diferença entre o autor instituciona (Câmara dos Deputados) e a obra em si. E repare na data de acesso no final. Sem isso, a referência não existe pra mim.

Um problema real que eu tive: referenciar uma publicação que só existe online, sem ISBN, sem edição definida. A solução foi verificar se havia data de atualização no site. Se não havia, eu colocava a data de consulta como único indicador temporal. Parece pouco, mas funciona.

Artigos de periódicos: o formato que mais gera dúvida

Tem gente que coloca o nome da revista em negrito e deveria ser o título do artigo. O reverso também acontece. O correto é:

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SILVA, Fernanda Martins da. A influência do uso de tecnologia na aprendizagem de crianças. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 25, n. 84, jan./abr. 2020. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2023. O título do artigo em normal. O da revista em negrito. Isso faz diferença. Eu já vi banca rejeitar trabalho por causa desse detalhe.

Dissertações e teses: uma nuance importante

Quando você referencia uma dissertação, precisa indicar a instituição e o programa. A estrutura muda um pouco: MENDONÇA, Patrícia Lúcia. Gestão de resíduos sólidos urbanos. 2019. 142 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2019.

Percebeu que aqui o título vai em negrito? Porque é o título do trabalho acadêmico, não de livro publicado. Diferente dos livros, onde o título da obra é que vai em negrito.

O erro mais comum que eu vejo: falta de padronização

Já corri trabalhos onde algumas referências tinham data de acesso e outras não. Ou onde alguns títulos estavam em itálico e outros em negrito, misturado sem critério. Para resolver isso na prática, eu recomendo usar um gerenciador de referências. O Zotero funciona bem. Você instala, configura o estilo ABNT, e ele monta as referências automaticamente. O problema é que às vezes ele falha em casos específicos, como documentos legais ou fontes muito antigas.

Documentos legais: um nicho complicadíssimo

Constituição Federal de 1988. Leis, decretos, súmulas... Tudo tem seu jeito próprio. Para uma lei específica:

BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde... Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 set. 1990. Seção 1, p. 1553-1554. Se for uma súmula do STF, aí muda tudo:

SÚMULA 542 do Supremo Tribunal Federal. É lícita a cobrança de honorários advocatícios em execução de título extrajudicial. Brasília, DF, 2010. Eu passei duas semanas pesquisando referências de jurisprudência quando comecei. Cada tribunal tem seu formato. Aconselho consultar o site oficial do tribunal para não errar.

Traduções: outro ponto cego

Quando um livro é tradução, você precisa mencionar o tradutor. Alguns colocam o tradutor no início, outros no final. O certo é no final, após os dados do livro. Example:

FLAUSINO, José. Introdução à administração científica. Tradução de João Carlos da Silva. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2015. Se o tradutor for omitido ou desconhecido, simplesmente não menciona. Mas isso é raro em publicações acadêmicas.

A regra não dita: consistência é tudo

Ao final do dia, o mais importante não é decorar cada detalhe. É manter a consistência. Se você decide usar et al. para três autores, use em todas as referências. Se coloca data de acesso em alguns, coloque em todos que forem necessários. Eu já vi trabalhos perfeitos serem reprovados porque o aluno alternou entre colocar e não colocar a data de acesso nas referências de sites. A banca entende isso como falta de atenção, não como opção estética.

Um problema específico que enfrentei recentemente

Estava preparando referências para um artigo e me deparei com um livro digital que não tinha cidade de publicação indicada. O catálogo da biblioteca só mostrava "editora X, ano Y". Minha solução foi verificar se a editora tinha sede em alguma cidade específica. Encontrei o endereço no site da editora e usei essa informação. Se não encontrasse, eu colocava [s.l.] entre colchetes, que significa sine loco (sem local). Outro caso: referenciar um vídeo do YouTube usado como fonte acadêmica. A norma não fala disso diretamente, então eu adaptei o formato de documento eletrônico. Coloquei o canal como autor, o título em negrito, a data do upload, e o link com data de acesso. Funcionou na prática, mesmo sem base normativa explícita.

Resumo prático para não errar

Se quiser uma ferramenta confiável, o gerador de referências da USP funciona bem para a maioria dos casos. Para situations excepcionais, consulte a norma diretamente ou pergunte a alguém que já passou por isso. O regra abnt referencia bibliografica é mais fácil quando você para de tentar decorar e começa a praticar. Monte dez referências diferentes, revise cada uma, e você vai pegar o jeito em poucos minutos. O resto é repetição com atenção aos detalhes que fazem diferença.