Regras Do Futebol - Regras Básicas para Entender o Futebol - Tudo sobre o Esporte Nacional
Regras Básicas para Entender o Futebol - Tudo sobre o Esporte Nacional

Entendendo o que realmente importa nas regras do futebol

A maioria das pessoas acha que sabe as regras do futebol. Na prática, sabem metade delas e confundem bastante coisa. A Regra 11 é a mais errada na cabeça dos jogadores amadores. Impedimento não é só ficar à frente da última defesa. É estar na área adversária no momento em que a bola é tocada pelo companheiro, interferir no jogo, interferir em um adversário ou ganhar vantagem de uma posição irregular. A nuance que todo mundo erra é a parte de interferir em um adversário. Se você fica em frente ao goleiro bloqueando a linha de visão dele sem tocar na bola, isso é impedimento. Já vi jogador ser impedido por simplesmente ficar parado na linha de goleiro enquanto o companheiro chutava para outra direção.

O que dizem as regras do futebol na prática

As regras oficiais são publicadas pela IFAB e existem em versão portuguesa desde 2015. O documento completo tem cerca de 170 páginas. A versão resumida que a CBD distribui tem aproximadamente 40 páginas e serve para a maioria dos casos. O problema é que muitos treinadores e árbitros de base leem só o resumo. Existem regras que o resumo não cobre com detalhes. A regra sobre conduta antidesportiva com cartão amarelo tem nuances que só aparecem no texto completo. Por exemplo, simular dentro da área é amarelo, mas se o árbitro entender que foi uma exageração clara, pode ser vermelho. Isso depende da interpretação. Outro ponto que os sites de download de regras fazem mal é não atualizar. A IFAB muda regras todo ano de julho. Em 2023, a regra do impedimento mudou porque a mão do adversário que desvia a bola não conta mais como último toque. Isso altera completamente como arbitram partidas de.base. Se você baixar um PDF antigo, vai pegar regra desatualizada.

Eu já tive problema com isso em um jogo de categoria de base onde o árbitro usou uma regra de 2021 sobre faltas na área. A cobrança de escanteio versus pênalti ficou discutível porque a interpretação sobre toque acidental de mão mudou. A solução que encontrei foi consultar o texto oficial da IFAB do ano correspondente diretamente no site ifab.co.uk. Lá tem a versão em português traduzida oficialmente. Não adianta confiar em PDFs de sites de torcidas ou blogs esportivos. Eles frequentemente copiam e colam sem verificar datas.

Regras que causam mais confusão

O fora da zona técnica é uma regra que quase ninguém conhece. Treinadores e membros da comissão técnica precisam ficar na zona técnica delimitada. Se entrarem no campo sem autorização do árbitro, recebem cartão amarelo. Já vi treinador ser expulso por reclamar de uma cobrança de falta em cima da linha de meio-campo. Ele pisou fora da zona sem perceber. A regra dos cinco substituições por jogo existe desde 2020, mas ainda gera confusão. Você tem três janelas de substituição mais o intervalo. Uma janela não pode ser usada para substituições duplas consecutivas na mesma parada. Isso significa que se você fizer duas trocas numa interrupção, precisará esperar outra paralisação para mais duas. O timing importa muito em jogos disputados no verão com calor intenso. Equipes que não planejam as substituições perdem jogadores cansados no segundo tempo.

A regra do VAR mudou a arbitragem de forma irreversível. Ela não se aplica a todas as competições. Somente partidas de ligas profissionais e torneios internacionais usam o sistema. Em campeonatos amadores, o árbitro decide sozinho. Muitos atletas de base acham que as mesmas regras do VAR valem para qualquer jogo. Não valem. A regra 5 do Libro de las Leyes do Futebol deixa claro isso.

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Onde encontrar o regulamento atualizado

O site oficial da Confederação Brasileira de Futebol mantém um link para o Regulamento de Competições da CBF. Ele inclui as regras do futebol adaptadas para o contexto nacional. O link direto para o PDF mais recente está em cbf.com.br/conteudo/jogador/regulamento. Versões anteriores ficam arquivadas, o que é útil para comparar mudanças ano a ano. A IFAB também disponibiliza o livro completo das regras em formato PDF. O endereço é ifab.co.uk/lawbook. A tradução para português é feita pela própria IFAB, então não há risco de má interpretação de termos técnicos. Termos como "advantage", "advantage jogado", "handball acidental" têm equivalentes oficiais em português que mantêm o sentido técnico correto.

Existe também o site federações.org que reúne os regulamentos das confederações estaduais. Para quem joga em ligas regionais, esse é o material certo. Cada federação pode ter regulamentações próprias sobre tempo de jogo, idade das categorias e número de substituições. As regras do futebol são universais, mas a aplicação varía conforme o órgão organizador.

Erros comuns ao interpretar as regras

Muita gente acha que basta o jogador estar na linha de impedimento no momento do passe para ser infração. Isso está errado. A posição do corpo não define impedimento. O que define é onde estão os pés e o tronco no momento exato do toque na bola. Membros como braços e pernas não contam. Um jogador pode estar com o braço fora e os pés dentro, e ainda assim estar em posição regular se o toque aconteceu quando ele estava fora. Outro erro comum é achar que gol Anulado por impedimento só vale se o jogador envolvido na jogada estiver na área. Não é verdade. Pode ser impedimento em qualquer lugar do campo adversário. A única exceção é quando o jogador está na própria metade do campo no momento do passe. Aí não há impedimento, independentemente da posição.

Quem arbitra partidas amadoras frequentemente erra na contagem de faltas acumuladas. A regra diz que o quarto cartão amarelo para um mesmo jogador resulta em expulsão. O quinto cartão é para o próximo jogador. Não existe soma de cartões entre jogadores diferentes. Cada atleta carrega seus próprios cartões. Se um jogador recebe dois amarelos em jogos diferentes da mesma competição, o terceiro amarelo expulsa. Isso é explicado na regra 12 do livro de leis.

Como aplicar regras do futebol em decisões arbitrais

Para decidir impedimento, o árbitro deve olhar para o momento exato em que o companheiro toca a bola. Não antes, não depois. Se a bola toca em outro jogador adversário que desvia intencionalmente, a contagem recomeça. Mas se o toque é acidental, como um defensor que tenta clears e a bola sobra para o atacante, a jogada continua regular. A diferença entre intencional e acidental é subjetiva e depende da posição do corpo do defensor. Em cobranças de falta, a barreira deve ficar a 9 metros da bola. Isso é medido do ponto da falta até a linha formada pela barreira. Se a barreira avança antes do apito, o árbitro deve advertir. Alguns árbitros novos permitem que a barreira dê um passo para frente sem penalizar. Isso está errado. A regra é clara: avançar antes do sinal é infração.

A regra do gol valido quando a bola entra na rede mesmo após tocar no árbitro é outra que gera dúvidas. Desde 2019, o árbitro é considerado parte do jogo. Se a bola tocar nele e entrar no gol, o gol vale. Isso vale tanto para gols marcados pelo time atacando quanto pelo time defendendo. A única exceção é se o árbitro tocar na bola e ela sair para fora do campo. Aí a jogada é interrompida. Já presenciei um caso em que a bola bateu no braço de um defensor dentro da área e o árbitro não marcou pênalti porque disse que era "acidental". A regra de mão mudou em 2021. Agora, se a mão está na posição natural do corpo e não expande a silhueta, não é mão irregular. Mas se o braço está acima dos ombros, mesmo que acidental, é falta. A distinção é sutil e exige treino de percepção. Árbitros que não participam de reciclagem anual cometem erros frequentes nesse ponto.