Revista Da Editora Globo Focada Em Crianças - Revista em quadrinhos da Mônica nº 72 - Editora Globo | Turma da mônica ...
Revista em quadrinhos da Mônica nº 72 - Editora Globo | Turma da mônica ...

Guia prático para encontrar e ler revistas infantis da Editora Globo

A Editora Globo publicou ao longo das décadas algumas das revistas mais marcantes para o público infantil no Brasil. A principal delas é a revista da editora globo focada em crianças, conhecida como Cocoricó, que saiu pela primeira vez em 1961 e ficou no mercado até 1993, quando foi descontinuada. Houve também a Globo Infantil, que ganhou versões mais recentes e tentativas de reposicionamento ao longo dos anos 2000. O cenário hoje é diferente do que era há vinte anos, e quem procura essas revistas enfrenta problemas de disponibilidade física, precisa navegar por alternativas digitais que muitas vezes deixam a desejar.

O que procurar na revista da editora globo focada em crianças

O Cocoricó não era apenas uma revista de entretenimento. O conteúdo misturava histórias em quadrinhos, dicas de ciências, passatempos, jogos, poesia e matérias sobre natureza. Cada edição tinha uma tiragem enorme nos anos 1970 e 1980, o que significa que ainda dá para encontrar exemplares em bom estado em sebos, feiras de livros usados e marketplaces online. O preço varia muito: exemplares comuns dos anos 1990 costumam ficar entre R$5 e R$20, enquanto números especiais das décadas de 1970 e 1980 podem chegar a R$50 ou mais em bom estado de conservação. O problema mais comum que eu vejo as pessoas enfrentando é a falta de informação sobre quais edições existem e qual é o valor real de cada uma. A maioria dos catálogos de sebos não tem índices completos. Eu resolvi isso montando uma planilha básica com os principais números que eu encontrava, anotando o ano, o tema da capa e o preço praticado. Com o tempo, comecei a perceber padrões: edições com personagens da Disney na capa valiam mais, e os números que tinham aventuras de Turma da Mônica sempre tinham procura maior do que edições focadas apenas em passaratempos.

Alternativas digitais e plataformas oficiais

A Globo tentou migrar parte do conteúdo para o formato digital com a criação do portal SuperPlay e outras plataformas associadas ao Grupo Globo. No entanto, o acervo disponível nessas plataformas é limitado e muitas vezes inclui apenas conteúdo mais recente ou produções licenciadas de terceiros, não o acervo completo do Cocoricó original. Se você está procurando as revistas em si, ou seja, os números impressos originais, a solução ainda é o mercado secundário. Uma questão que poucos mencionam é sobre a diferença entre revista e suplemento infantil. Alguns jornais do Grupo Globo, como o Journal do Brasil em suas versões cariocas e paulistas, chegaram a publicar suplementos infantis que competiam diretamente com o Cocoricó. Esses suplementos às vezes são confundidos com as revistas proprement dites, e quem compra achando que está adquirindo o Cocoricó original pode se decepcionar. Verifique sempre o nome da publicação antes de fechar uma compra online.

Como adquirir exemplares hoje em dia

Os canais mais confiáveis para encontrar revistas infantis da Editora Globo são: Mercado Livre e OLX: a variedade é grande, mas a qualidade dos exemplares varia muito. Sempre peça fotos reais da capa e de pelo menos duas páginas internas antes de comprar. Muitos vendedores usam fotos genéricas da internet que não refletem o estado real do produto.

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Sebos especializados em revistas antigas: em São Paulo e no Rio de Janeiro existem sebos que colecionam revistas em português. Eles costumam ter conhecimento técnico sobre o estado de conservação e preços mais justos do que vendedores casuais. Feiras de comics e colecionismo: eventos como a FLIP em Banyuls, a Bienal do Livro e feiras específicas de quadrinhos e memorabilia são bons lugares para encontrar números completos e bem conservados. A interação direta com o vendedor permite avaliar o estado físico do exemplar.

Pontos de atenção e limitações

Não existe uma versão digital oficial completa e acessível do acervo do Cocoricó. Tentativas de digitalização feitas por leitores e pesquisadores existem em grupos de redes sociais e fóruns, mas são fragmentadas, ilegais do ponto de vista dos direitos autorais e muitas vezes de qualidadeduvidosa. O Grupo Globo detém os direitos sobre grande parte desse acervo, e até hoje não houve um projeto editorial sério de disponibilizá-lo integralmente de forma legal. Outro problema prático é a conservação. Revistas dos anos 1960 a 1980 impressas em papel journal de baixa qualidade degradam-se com a umidade e a luz. Capas quebradiças, amarelamento avançado e margens com marcas de mofo são comuns em exemplares que não foram armazenados adequadamente. Antes de investir em uma coleção, pergunte ao vendedor como as revistas foram guardadas e, se possível, veja fotos das later das páginas que mostrem o estado do papel.

Para famílias que querem introduzir crianças nesse tipo de conteúdo hoje, uma alternativa viável é buscar reimpressões ou coletâneas que editoras menores tenham feito de tiras e histórias que originalmente apareceram nessas revistas. Elas não substituem a experiência da revista original, mas aproximam o conteúdo de um público que não teve acesso a ele. O Cocoricó também deixou herança em outros veículos, como a própria Turma da Mônica, que ganhou força nas páginas da revista e depois migrou para sua própria publicação de sucesso.

Um caso específico que vale a pena contar

Eu já procurei durante meses um número específico do Cocoricó com uma edição de quadrinhos de A.D.Herbert que tinha sido very populares na época. Encontrei anúncios em três plataformas diferentes, todos com o mesmo problema: as fotos mostravam apenas a capa, e quando o exemplar chegava, as páginas internas estavam incompletas, faltando entre oito e doze páginas. Descobri então que muitos vendedores separavam os números para vender as historinhas em quadrinhos individualmente, porque tinham mais saída do que a revista completa. Minha solução foi deixar um anúncio em grupos de colecionadores especificando que eu queria exemplares completos, com todas as páginas. Dois meses depois, alguém me vendeu o número que eu procurava por um preço razoável, e as fotografias que ele enviou antes da compra mostravam claramente todas as páginas. Esse foi um lembrete útil: nunca compre revista de coleção sem exigir fotos das páginas internas, e nunca aceite um vendedor que se recusa a enviar essas fotos. Se o objetivo é apenas leitura e não colecionismo, a abordagem muda um pouco. Não vale a pena pagar caro por exemplares em perfeito estado se a intenção é apenas ler o conteúdo. Um exemplar com capa danificada e páginas amareladas mas completas ainda entrega todo o material original e pode custar um terço do preço de um exemplar de coleção. A diferença estética não altera o conteúdo de forma alguma.