Sujeito E Predicado 7 Ano - Atividades de Sujeito e Predicado 7º Ano | PDF | Predicado (gramática ...
Atividades de Sujeito e Predicado 7º Ano | PDF | Predicado (gramática ...

Como identificar sujeito e predicado sem perder a cabeça

Achei que isso fosse simples no começo. Todo mundo acha. Achei que bastava procurar o verbo, arrumar quem praticava a ação e pronto. O sujeito era a pessoa do verbo e o predicado era o resto. Funcionava em frases de livro didático, aquelas que começam com "O gato dormiu" ou "Maria comeu pão". Mas a primeira prova de 7º ano sempre tem uma pegadinha, e é aí que a maioria trava. O que os professores costumam cobrar não é a definição de manual. Eles querem ver se você consegue lidar com orações onde o sujeito não vem na frente do verbo, onde o sujeito é indeterminado, onde existe oração sem sujeito, e onde o verbo parece estar no singular mas o sujeito está no plural porque há uma perífrase verbal envolvida. Se você só decorou a regra básica, vai errar essas questões.

O que realmente sujeito e predicado 7 ano

Sujeito é o termo da oração que concorda em número e pessoa com o verbo. Predicado é tudo o que se declara sobre o sujeito, ou seja, o verbo mais seus complementos e acessórios. Essa definição soa óbvia até você se deparar com uma frase como "Faz dois anos que moramos aqui". Aqui não tem sujeito clássicos. O verbo "fazer" está sendo usado como impessoal no sentido de tempo decorrido, então a oração é verdadeiramente isenta de sujeito. Isso cai todo ano. Vou te mostrar o raciocínio direto. Quando você vê uma oração, a primeira coisa que eu faço é localizar o verbo. Depois eu pergunto: quem ou o quê pratica essa ação ou está nessa situação descrita pelo verbo? Se der para responder, esse réponse é o sujeito. Se não der resposta possível, pode ser oração sem sujeito. Aí eu verifico se o verbo é impessoal por definição — como os verbos "haver" no sentido de existência, "fazer" indicando tempo, e "parecer" quando é auxiliar de outra oração.

Eu tive um problema específico na minha época de aula. Um aluno trouxe uma questão que dizia: "É necessário que todos estudem mais". Ele identificou "todos" como sujeito e classificou "é necessário que" como parte do predicado. Isso estava errado. A oração principal é oração sem sujeito, porque "é necessário" funciona como um adjetivo predicativo com valor impessoal. O que existe aqui é uma oração subordinada substantiva subjetiva, e o sujeito real dessa subordinada é a própria oração inteira "que todos estudem mais". Eu passei uns vinte minutos desenhando diagramas no quadro pra ele visualizar a dependência. Desde então eu recomendo que qualquer um tenha dúvida desse tipo escreva a oração em duas colunas: o que é núcleo da principal e o que é subordinada. Ajuda demais.

A abordagem prática que funciona na hora da prova

Ao invés de decorar tipos de sujeito primeiro, eu sugiro treinar o método de busca reversa. Você começa pelo verbo e vai pra trás e pra frente na frase procurando concordância. Quando o verbo está no singular e a pergunta "quem?" não aponta para nenhum nome ou pronome, o sujeito pode ser determinado substantivo, determinado pronome, indeterminado, ou simplesmente inexistente. Um insight que poucos professores destacam é que sujeito composto pode vir depois do verbo e isso não muda a classificação. Frases como "Entraram muitos alunos" têm sujeito composto "muitos alunos" posposto. Alunos costumam pegar o "muitos" e achar que é parte do predicado, mas não é. O verbo concorda com "alunos", que é o núcleo do sujeito. A desinência "-am" é a marca da concordância.

Outro ponto que vejo muita gente errando: confundir objeto direto com sujeito. A frase "Vi o filme ontem" tem sujeito oculto "eu", porque o verbo "vi" está na primeira pessoa. "O filme" é objeto direto, não sujeito. Para testar, tente transformar a frase para a voz passiva. Se funcionar, o termo que vira sujeito na passiva era objeto direto na ativa. "O filme foi visto por mim". Aqui "o filme" vira sujeito, confirmando que na ativa era objeto. Eu costumo usar essa técnica de transformação em voz passiva como verificação rápida. Ela não funciona com todos os verbos — alguns são intransitivos e não admitem passiva analítica —, mas para os transitivos diretos é infalível. O tempo que leva é cerca de trinta segundos por oração, e isso evita metade dos erros que eu vejo em correções.

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Limitações e onde esse método falha

O método de busca reversa tem um limite claro: ele depende do domínio de análise sintática básica. Se o aluno ainda não distinguiu bem termo essencial de termo acessório, ele vai acabar achando que palavras como "bem" em "Eu fui bem ao exame" são parte do sujeito. Não são. "Bem" é adjunto adverbial. O sujeito continua sendo "eu". Esse nível de discernimento exige prática com exercícios variados, não apenas leitura de regras. Também existe o caso dos verbos de ligação como "ser", "estar", "permanecer", "parecer". Eles podem criar confusão porque o que vem depois deles é predicativo do sujeito, não objeto. Na frase "A situação está delicada", "delicada" é predicativo, não complemento verbal. Identificar isso corretamente ajuda a montar o predicado certo na análise. Sem esse conhecimento prévio, o aluno pode tentar encaixar tudo na caixa de "objeto direto" e errado.

Se você quer um caminho alternativo quando o método de análise sintática tradicional parece não aplicar, sugiro o uso de diagramas de dependência simples. Você desenha linhas conectando o verbo aos seus argumentos e vê claramente quais termos são essenciais e quais são acessórios. Funciona especialmente bem para orações complexas com várias subordinadas.

Exemplos resolvidos passo a passo

Vamos pegar uma frase completa: "Os alunos do terceiro ano, que haviam estudado bastante, passaram na prova." O verbo principal é "passaram". Quem passou? "Os alunos do terceiro ano". Esse é o sujeito. "Que haviam estudado bastante" é uma oração subordinada adjetiva restrictiva, e dentro dela o sujeito é "que", que retoma "alunos". O predicado da oração principal é "haviam estudado bastante" — na verdade, o predicado da subordinada, porque a principal tem apenas o verbo "passaram" e o sujeito é separado. É um caso de estrutura aninhada que exige atenção redobrada.

Outro exemplo mais direto: "Ninguém encontrou o cachorro perdido na rua." Sujeito: "Ninguém". Predicado: "encontrou o cachorro perdido na rua". Aqui há objeto direto "o cachorro", adjunto adnominal "perdido", e adjunto adverbial de lugar "na rua". Tudo dentro do predicado, porque tudo se relaciona ao verbo e ao objeto. Quando o sujeito é indeterminado, como em "Precisa-se de operários", o verbo fica na terceira pessoa do singular e não há como apontar um sujeito específico. "De operários" é objeto indireto. Esse tipo de construção é muito cobrado e confunde quem acha que todo verbo precisa ter um sujeito claramente identificado. A regra é: se o verbo está na terceira pessoa do singular e não há como identificar o agente, o sujeito é indeterminado.

A prática recomendada é fazer pelo menos quinze exercícios por dia durante uma semana, misturando frases simples, compostas e complexas. Depois de oito dias, a identificação automática melhora significativamente. Não adianta fazer apenas dez exercícios fáceis. Você precisa enfrentar orações com sujeito posposto, com orações sem sujeito e com casos de concordância nominal que geram ruído na análise. Eu recomendo que busque exercícios em livros didáticos de 7º ano mesmo os mais tradicionais, porque eles foram revisados por anos com base em erros recorrentes de alunos. Sites genéricos às vezes repetem as mesmas pegadinhas sem variar o suficiente. Um material que eu considero confiável é o banco de questões do INEP para avaliações do 7º ano, disponível gratuitamente. As questões de análise sintática ali têm um nível de exigência realista.