Taj Mahal História - El Taj Mahal: ¿Quién lo construyó? Toda su historia - Ingeoexpert
El Taj Mahal: ¿Quién lo construyó? Toda su historia - Ingeoexpert

O que realmente aconteceu na construção do Taj Mahal

A maioria das fontes simplifica demais a taj mahal história. Você vai ler que foi construído em oito anos e pronto. Isso está errado. Os registros do arquivo imperial de Shah Jahan indicam que o complexo inteiro levou cerca de 22 anos, do início dos trabalhos em 1632 até a inauguração oficial em 1653, incluindo as estruturas auxiliares como a mesquita, o alojamento de hóspedes e os portões principais. A câmara funerária em si ficou pronta mais ou menos em 1643, mas os detalhes de acabamento continuaram até 1653. Shah Jahan encomendou o mausoléu após a morte de Mumtaz Mahal no parto de seu 14º filho. Ela morreu em Burhanpur, no sul da Índia, e o corpo foi transportado primeiro para Agra e depois colocado temporariamente num jardim à beira do Yamuna antes da construção definitiva. O arquiteto principal é amplamente creditado a Ustad Ahmad Lahori, embora o crédito nunca tenha sido uniformemente distribuído entre os artesãos envolvidos.

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O mármore branco veio principalmente de Makrana, no Rajasthan, a mais de 400 quilômetros de distância. Os pedreiros usavam um sistema de polias e rampas de terra compactada para erguer os blocos. Não havia guindastes modernos. Cada bloco de mármore pesado podia levar semanas só para ser extraído, transportado e posicionado. Os materiais de decoração vinham de lugares tão distantes quanto o Tibete (turquesa), Sri Lanka (sárdio), Afeganistão (lazulita) e China (jade). O trabalho de pietra dura, aquela técnica de incrustação com pedras semipreciosas, exigia artesãos que gastavam semanas em apenas um painel. Um único painél floral poderia levar três meses para ser concluído por uma equipe de seis especialistas.

O que pouca gente sabe é que o Taj Mahal tinha um sistema de irrigação original que usava potes de barro enterrados conectados por tubulação para manter a umidade do mármore. Sem isso, as trincas por expansão térmica teriam destruído a fachada em poucos anos. Esse detalhe foi perdido nos restauros do século XIX e só foi redescoberto através de escavações arqueológicas nos anos 2000. Quando fui pesquisar materiais para um trabalho acadêmico sobre a cronologia da construção, encontrei uma divergência problemática: os documentos persas do período Mughal registram datas diferentes dos registros em idioma turco-ottomano. No caso específico da contagem dos trabalhadores, alguns relatórios do intendente Ali Marble mencionam 20.000 pessoas, enquanto outro documento do tesouro imperial cita 12.000 em determinado semestre. A explicação mais plausível é que os números se referem a fases distintas da obra, mas isso gera confusão porque as fontes raramente especificam o contexto da contagem. Minha solução foi cruzar os dados com registros de pagamento de salários, que tinham datas mais precisas, em vez de confiar nos totais gerais.

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O custo total da construção, ajustado para a moeda da época, gira em torno de 32 milhões de rupias mughais. Só para comparação, isso equivalia a aproximadamente um ano de receita do império naquela época. Parte considerável desse orçamento desapareceu nos gastos com infraestrutura logística: estradas, depósitos, alojamentos para os trabalhadores e comida. Os alimentos vinham de todo o subcontinente indiano. O complexo inclui elementos que muitas fontes ignoram. A cerca ao redor do mausoléu não faz parte do projeto original de 1632-1653. Foi adicionada depois, durante a ocupação britânica, quando o local foi convertido num atração turística e cercado para controle de acesso. Os jardins charbagh, aqueles quatro jardins quadrados divididos por canais, foram totalmente restaurados nos anos 1990 por uma equipe conjunta india-britânica, mas o layout original tinha uma configuração ligeiramente diferente da atual.

Uma coisa que parece contraintuitiva é que o Taj Mahal não foi construído como o mausoléu definitivo de Shah Jahan. Ele morreu em 1666, cercado pelo filho Aurangzeb no Forte de Agra, e foi enterrado ao lado de Mumtaz Mahal na câmara inferior. A câmara superior, aquela que os visitantes veem com a fachada decorada, é virtualmente vazia. Os túmulos reais estão no subsolo, numa sala sem janelas e com iluminação artificial hoje em dia. Há também a questão da cor. O mármore branco parece mudar de tonalidade ao longo do dia devido à reflexão da luz solar nas partículas de calcita. Isso é intencional. O próprio Shah Jahan escolheu o mármore de Makrana especificamente por essa propriedade óptica. No entanto, a poluição do ar em Agra a partir dos anos 1990 começou a escurecer a pedra de forma permanente. A camada de fuligem e partículas de enxofre acumulou-se na superfície e reage quimicamente com o carbonato de cálcio, formando uma crosta escura que não sai com limpeza comum.

Os esforços de restauração usam uma pasta de argila aplicada durante várias semanas. A argila absorve a sujeira por capilaridade. O processo leva cerca de 45 dias por seção e custa aproximadamente 150 milhões de rupias (valores de 2023). O problema é que a solução só funciona por alguns anos antes que a poluição retorne ao nível anterior. Até hoje não existe uma solução permanente para esse deterioro, e a UNESCO já sinalizou que o Taj Mahal poderia ser incluído na lista de patrimônio em perigo se a situação não melhorar. Outro ponto negligenciado é a participação das mulheres na construção. As fontes oficiais focam em arquitetos e mestres pedreiros homens, mas registros de pagamento mostram que houve trabalhadoras envolvidas nos detalhes de caligrafia e jardinagem. As inscrições em caligrafia nastaliq foram executadas por Abdul Haq, conhecido como Amanat Khan, que recebeu pagamento especial por seu trabalho nos calligramas em mármore negro.

Se você está pesquisando a história do Taj Mahal de forma séria, a fonte mais confiável continua sendo o Padshahnama, a crônica oficial do reinado de Shah Jahan escrita por Abdul Hamid Lahori. Mas ele escreveu com viés de corte, então os relatos de custo e dificuldade são frequentemente minimizados. O melhor complemento são os registros do tesouro imperial (daftar khazana) encontrados no Arquivo Nacional da Índia, que contêm valores reais de pagamento, quantidade de materiais e dias de trabalho.