Teste De Alcance Funcional - El Test de alcance funcional o Functional Reach Test (FRT ...
El Test de alcance funcional o Functional Reach Test (FRT ...

O que é e como executar na prática

O teste de alcance funcional mede o limite de estabilidade postural em plano sagital, exigindo que o paciente estenda o braço o mais longe possível sem perder o equilíbrio ou levantar os pés do chão. O procedimento leva entre três e cinco minutos por pessoa quando feito corretamente, e eu já vi muita gente errar por pressa. O equipamento básico é um paquímetro acoplado a uma trena fixa em uma mesa, posicionada na altura do processo coracoide. O paciente fica sentado com quadril e joelhos a 90 graus, pés bem apoiados e afastados na largura dos ombros. O braço de teste avança à frente do corpo, palma virada para baixo, e o avaliador registra a distância alcançada em centímetros, subtraindo o comprimento do próprio braço da medida bruta.

teste de alcance funcional: protocolo passo a passo

Posicione a mesa contra uma parede. Fixe a trena horizontalmente na altura do processo coracoide do paciente. Marque zero na linha medial do dedo médio quando o braço estiver totalmente ao lado do tronco em pronação. Explique que o movimento é um único esforço máximo, sem impulsos alternados, e peça para o paciente inspirar, alcançar no pico da expiração e retornar controladamente. Anote a melhor média de três tentativas válidas. Algumas pessoas confundem alcance funcional com teste de Timed Up and Go. São coisas diferentes. O primeiro avalia estabilidade estática dinâmicas do tronco; o segundo mede velocidade de transferência e marcha. Um resultado abaixo de 15 centímetros indica risco aumentado de quedas em idosos, independente da força dos membros inferiores.

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Eu já vi avaliadores deixarem o paciente cruzar a linha de zero com a mão, o que invalida a medição, porque o braço entra em adução além da neutra. A correção é simples: pedir para manter o braço alinhado ao plano sagital, cotovelo estendido mas sem hiperextensão forçada, e o tronco avançando enquanto a base de apoio permanece fixa. Em uma clínica lotada, onde o paciente não se importa com técnica, eu costumo colocar uma fita crepe no chão delimitando a posição dos pés. Isso elimina duas ou três tentativas inválidas por sessão. A confiabilidade interavaliadores varia bastante dependendo do treinamento. Com revisores certificados, o coeficiente de correlação intraclasse gira em torno de 0,92 a 0,98. Sem padronização, pode cair para 0,75 em menos de dez minutos. O viés mais comum é medições de dois milímetros diferentes entre avaliadores em pacientes com alcance próximo do tronco. A causa é a posição da trena: se ela não estiver exatamente na altura do processo coracoide, a projeção do braço gera um erro trigonométrico que aumenta conforme o ângulo de elevação muda.

Cuidado com pessoas que têm artrite restritiva no ombro, escoliose significativa ou prótese de quadril instalada há pouco tempo. Nesses casos, o teste pode superestimar a estabilidade real porque a limitação mecânica reduz o alcance independentemente do controle postural. Para esses perfis, o teste de transferência sentado-em-pé ou o Berg Balance Scale costumam ser mais informativos. O teste de alcance funcional é sensível a mudanças mínimas de quatro a seis milímetros, o que significa que variações menores que isso provavelmente representam erro de medição, não ganho clínico real. Se você precisa reproduzir o protocolo, encontre referências nas publicações de Duncan et al., 1990 e nas atualizações do Journal of Geriatric Physical Therapy. O instrumental pode ser comprado pronto ou montado com trena de 60 centímetros, suporte metálico e régua de alumínio presa a uma mesa de 72 centímetros de altura. O custo de montagem caseira gira em torno de cem reais, versus duzentos e cinquenta de equipamentos comercializados.

O teste é rápido, barato e não exige esforço cardiovascular significativo. É suficiente para triagem de risco de quedas em comunidade, acompanhamento pós-AVC e avaliação de eficiência terapêutica em idosos institucionalizados. Não é recomendado para atletas de salto ou para populações que demandam avaliação de alcance dinâmico complexa, onde testes como Y-Balance ou Star Excursion seriam mais apropriados.