Tipos De Substantivos 6 Ano - Substantivos Classificação 6º Ano | PDF
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Substantivos: o que você realmente precisa saber para a prova

Os tipos de substantivos no 6º ano giram em torno de classificações que, à primeira vista, parecem múltiplas e confusas. A verdade é que existem seis categorias principais que você vai ver no seu livro didático e nas listas de exercícios. Vou listar direto: comuns, próprios, primitivos, derivados, simples, compostos, abstratos, concretos e coletivos. Na prática, um mesmo substantivo pode se encaixar em mais de uma categoria ao mesmo tempo, e é aqui que a maioria dos alunos perde ponto. Por exemplo, o substantivo "cachorro" é comum, primitivo e simples ao mesmo tempo. Já "cachorrinho" é comum, derivado e simples. E "ferro-velho" seria composto. O problema é que os exercícios costumam pedir para classificar de forma isolada, e o aluno não sabe qual classificação o professor quer naquele momento específico. Minha orientação prática é sempre identificar todas as características possíveis antes de responder.

tipos de substantivos 6 ano na prática

Os substantivos comuns nomeiam seres de forma genérica: casa, mesa, professor. Os próprios nomeiam entidades específicas e sempre levam letra maiúscula: Brasil, Maria, Rio Amazonas. Essa diferença de maiúscula é a dica mais rápida para não errar, mas preste atenção porque existem casos limítrofes. Quando eu corrigia provas, via alunos que capitalizavam indevidamente nomes como "rio" ou "mar", achando que eram próprios só porque faziam parte de um nome geográfico composto. O certo é escrever "Rio São Francisco", com o "R" maiúsculo sim, mas o substantivo em si continua sendo comum. A maiúscula vale para o nome geográfico inteiro como entidade única, não para transformar o substantivo em próprio. Substantivos primitivos vêm diretamente do latim ou de outra língua sem sofrer alteração: pedra, folha, carro. Derivados nascem a partir de primitivos por acréscimo de afixos: pedreira, folheto, carrinho. A pegadinha mais frequente aqui é confundir palavras que são apenas variantes regionais com derivação real. "Autocarro" em Portugal e "ônibus" no Brasil são variações lexicais, não um primitivo e um derivado. Eles não compartilham a mesma raiz etimológica de forma direta como "pedra" e "pedreira" compartilham.

Substantivos simples têm apenas um morfo, ou seja, uma única palavra: gato, chuva. Compostos têm dois ou mais morfossintagmas ligados por hífen ou justapostos: guarda-chuva, girassol, segunda-feira. O detalhe que pouca gente observa é que alguns compostos perderam o hífen com o novo acordo ortográfico e hoje se escrevem como uma única palavra ou com espaço simples. "Paraquedas" era escrito "para-quedas". Isso gera confusão enorme em questões de interpretação do que é ou não um composto. Se a dúvida surgir numa prova, considere a forma atual do vocabulário, não a antigidade da palavra. Substantivos concretos designam coisas que têm existência própria, seja material ou não: cadeira, fada, Deus, fantasma. A controvérsia aqui é interessante porque seres imaginários, como unicórnio ou vampiro, são classificados como concretos na gramática tradicional. Isso parece contra-intuitivo, mas a lógica gramatical não leva em conta a existência real no mundo físico. Leva em conta a concepção de entidade dotada de individualidade. Já substantivos abstratos expressam ações, estados ou qualidades abstraídos de um sujeito: beleza, corrida, tristeza. Um erro comum dos alunos é achar que qualquer coisa que "não se vê" é abstrato. "Aire" é algo que se sente, mas "frescor" é abstrato porque designa uma qualidade, não um objeto.

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O substantivo coletivo é aquele que, sendo singular, nomeia um conjunto de seres da mesma espécie: alcateia (lobos), enxame (abelhas), cardume (peixes), biblioteca (livros). O ponto que mais causa confusão é que o coletivo não indica quantidade exata. "Alcateia" pode ter três lobos ou trinta. A classe gramatical trabalha com ideia de agrupamento, não com numeração. Quando eu via alunos classificarem "grupo" como coletivo, eu explicava que grupo é um substantivo comum, não coletivo, porque coletivo verdadeiro carrega um léxico específico e tradicional na língua portuguesa.

Dicas objetivas para não perder pontos

Na hora de resolver exercícios, faça primeiro a análise morfológica completa antes de escolher uma única classificação. Muitos professores pedem apenas uma das categorias, então identifique todas e depois selecione a que o enunciado solicita. Não pule etapas. A classificação de substantivos compostos versus locuções substantivas também merece atenção especial. "Chuveiro de gotas" é uma locução, não um substantivo composto, porque não há fusão morphologica entre os elementos. Já "couve-flor" é composto por justaposição, pois os dois morfemas se fundiram semanticamente. Outro ponto que frequentemente aparece em provas é a flexão de gênero e número. Substantivos sobrecomuns como "a criança" ou "o cabelo" têm gênero fixo apesar de poderem designar diferentes realidades. E os epicenos como "a cobra" e "o cupim" seguem regra diferente: o gênero gramatical não muda, mas o artigo ou adjetivo informa o sexo do ser. Isso cai com frequência e os alunos erram por achar que epiceno e sobrecomum são a mesma coisa. Não são. Epiceno refere-se a animais com nome único para macho e fêmea. Sobrecomum refere-se a substantivos cujo gênero é fixo mas o significado varia conforme o contexto social.

Se você estiver estudando para uma prova, recomendo praticar com listas que misturem classificações. Por exemplo, peça para classificar "floresta amazonica" como comum ou próprio, derivado ou primitivo, e assim por diante. A habilidade de lidar com múltiplas camadas de classificação simultaneamente é o que realmente separa quem decora a teoria de quem domina o conteúdo. O estudo isolado de cada tipo funciona para memorização inicial, mas na hora da prova o desafio é aplicar tudo junto sem se perder.