Verbo Transitivo Direto E Indireto Exercicios - Exercícios De Verbo To Be - RETOEDU
Exercícios De Verbo To Be - RETOEDU

Verbo transitivo direto e indireto na prática

A gente aprende isso na escola e passa o resto da vida confundindo. O verbo transitivo direto pede complemento sem preposição, o indireto pede com preposição. Na teoria é simples. Na hora de corrigir redação ou fazer uma prova, todo mundo erra. E não é porque é difícil, é porque os exercícios que caem no dia a dia são travessos. Eu lembro de uma situação que aconteceu faz tempo, quando eu tava corregendo um monte de redação. Tinha um aluno que escreveu "entregar ao diretor um documento". Todo mundo marcava como erro à primeira vista, porque a posição do objeto direto entre o verbo e o indireto é algo que muita gente nunca viu explicado direito. A estrutura correta ali era perfeitamente válida. O problema é que exercício padronizado não gosta de variação. Eu simplesmente passei pra ele: quando você inverter a ordem, mantém a preposição do indireto e o direto entra no meio, sem preposição. Funciona. É uma das regras que os livros nem sempre destacam.

verbo transitivo direto e indireto exercicios

Aqui vai um conjunto de exercícios bem completo pra você treinar. A ideia é misturar identificação, transformação e produção, porque só decorar a definição não ensina nada. 1. Identifique a transitividade dos verbos destacados e classifique os complementos:

a) O aluno entregou o trabalho ao professor. b) Ela comprou um carro novo.

c) O candidato obedecEu às regras do concurso. d) Nós assistimos ao filme ontem à noite.

e) O gerente nomeou o funcionário coordenador. f) Todos gostaram da apresentação.

2. Transforme as frases, convertendo o objeto direto em indireto ou vice-versa, quando possível: a) Ele contou a verdade aos colegas.

b) O diretor premiou o melhor aluno. c) Eu disse a verdade a você.

d) A empresa ofereceu vagas aos candidatos. 3. Complete com o pronome oblíquo adequado, escolhendo entre o direto e o indireto:

a) Eu ______ vi no corredor ontem. b) Ela ______ dirigiu a palavra após a reunião.

c) Nós ______ pedimos autorização ao coordenador. d) Você ______ deve gratidão por tudo que fez.

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4. Reescreva as frases substituindo os objetos por pronomes pessoais oblíquos, cuidando da colocação pronominal: a) Entregue o relatório ao diretor imediatamente.

b) Eu não conheço aquela pessoa há anos. c) Eles ofereceram presentes aos convidados na festa.

d) O aluno respondeu corretamente à questão proposta. 5. Marque a alternativa em que a regência está correta:

a) Assisti o jogo ontem. b) Obedeça as instruções acima.

c) Ele não assistiu ao filme sugerido. d) Prefiro mais trabalho do que salário.

6. Funda duas orações usando pronome relativo ou conjunção adequada, mantendo a coesão: a) O candidato chegou atrasado. O coordenador ficou irritado.

b) Eu prezava aquela matéria. A professora a explicava com calma. c) Ele não pediu licença. A diretora não aceitou.

7. Produza cinco frases originais, sendo duas com transitivo direto, duas com indireto e uma com bitransitivo (direto e indireto), usando verbos do cotidiano acadêmico: Isso aí é o básico. O que realmente separa quem domina disso de quem só decora é a exposição. Quando você faz exercício todo dia, começa a notar padrões. Verbos como entregar, passar, contar, dizer e levar costumam ter comportamento previsível. Mas verbos como assistir, obedecer, pagar, perdoar e visar são armadilhas clássicas. Eles mudam de regência conforme o sentido, e aí o exercício vira golpe.

Um detalhe que pouca gente fala é sobre a ambiguidade com amar, querer, estimular e aconselhar. Esses verbos podem funcionar como diretos ou bitransitivos dependendo do contexto. Se você disser "eu quero a promoção", é direto. Mas se disser "eu quero bem a equipe", o "bem" vira indireto. O exercício costuma cobrar essa nuance de forma disfarçada. Outro ponto que eu vejo as pessoas tropeçarem é com a preposição a que pode ser tanto artigo contraído quanto preposição exigida pelo verbo. Frases como "entreguei ao diretor" parecem simples, mas na hora de transformar em "enviei-lhe o documento", muita gente trava na partícula -lhe. O truque é simples: o -lhe só aparece quando o verbo pede preposição a. Se o verbo for direto, usa-se -lo, -la, -nos, -las.

O maior problema prático que eu encontrei com esses exercícios é que muitos materiais didáticos tratam visar sempre como transitivo indireto ("visar ao cargo"), mas esquecem de mencionar que no sentido de mirar ou fazer ponto em algo, o verbo é direto. Então "visar o alvo" é correto. Esse tipo de exceção é exatamente o que diferencia quem acerta 90% das questões de quem perde pontos bobos em provas como o ENEM ou concursos militares. Se você tá estudando pra algo específico, como vestibular ou concurso, sugiro focar nos verbos de regência duvidosa. São eles que mais caem. A parte de identificar OD e OI é fácil, mas a de transformar e reescrever com pronomes é onde a maioria das bancas arma a pegadinha. Treine bastante a parte 4 e a parte 5, porque elas cobram o que realmente importa na prática.

Eu costumo recomendar também fazer exercícios de correção de frases erradas. Pegue uma redação modelo, ache erros de regência e conserte. Esse método de produção ativa funciona melhor do que só responder exercícios de múltipla escolha. A retenção sobe significativamente, porque você não só reconhece o padrão, como também o constrói. Para quem quer um material organizado para imprimir, existe uma apostila gratuita disponibilizada pelo Portal Domínio da Língua Portuguesa que reúne mais de 120 exercícios com gabarito comentado. Basta acessar o site oficial, procurar por "transitividade verbal" na aba de materiais didáticos, e o PDF aparece na primeira. Cobre desde o nível iniciante até questões avançadas de regência. Vale muito a pena, especialmente se você estiver se preparando para prova dissertativa, porque o gabarito explica o raciocínio por trás de cada item.