Escrevendo o número 500 em português
A maioria das pessoas não para para pensar no número 500 até precisar escrevê-lo em um documento formal ou preencher um cheque. Mas a forma correta de escrever esse número por extenso gera dúvidas frequentes, especialmente porque a língua portuguesa tem regras específicas de acordo com o contexto gramatical.
Como escreve 500: a forma básica
O número 500 se escreve quinhentos. Essa é a forma cardinal, usada quando você está apenas contando ou indicando uma quantidade. Não há hífen, não há traço, é uma palavra única e sólida. Muitos erram escrevendo "quinhentos e..." quando na verdade o "e" só entra em combinações maiores, como 501 (quinhentos e um). O que eu vejo todo dia em planilhas e documentos é gente escrevendo "500 reais" como "quinhentos reais" sem prestar atenção na concordância de gênero. O número 500 varia: quinhentos para masculino, quinhentas para feminino. Se for dinheiro, depende do que está sendo contado. "Quinhentos reais" está certo porque "real" é masculino. Mas "quinhentas moedas" também está certo, só que o gênero mudou.
Um erro que eu encontrei recentemente numa nota fiscal era "quinhentossenta" — alguém tentou fundir 500 com 60 de forma errada. O correto seria escrever separado: 560 é "quinhentos e sessenta". O "e" liga as dezenas quando o número não é redondo, mas o quinhento sempre vem primeiro como base.
Regras de uso e armadilhas comuns
Aqui vão alguns pontos que as gramáticas formais cobram e que muita gente ignora: Sinopse dos casos práticos:
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O número 500 sozinho é simplesmente "quinhentos". Na escrita de valores monetários em documentos oficiais, a forma recomendada pelo manual da Receita Federal é usar os numerais cardinais por extenso, então você escreve "quinhentos" mesmo. Em cheques, por exemplo, é comum ver "R$ 500,00" escrito como "Iguais a quinhentos reais". Note que não se usa "e" entre o numeral e a moeda nessa estrutura. Já em textos corridos, quando 500 faz parte de uma formação mais complexa, o "e" entra entre as casas. 517 = "quinhentos e dezessete". 580 = "quinhentos e oitenta". 501 = "quinhentos e um". A regra do "e" só não se aplica quando o número é exatamente 500, 5000, 50000 etc — números redondos de ordem superior.
Um detalhe que quase ninguém leva em conta: em textos jurídicos e contratos, o número 500 às vezes aparece na forma ordinal também, como "quingentésimo". Isso é completamente diferente de "quinhentos" e se refere a posição, não a quantidade. "A página quingentésima" não tem nada a ver com "quinhentas páginas". Confundir os dois gera erro grave em cláusulas contratuais que eu já vi acontecer. O outro ponto que merece atenção é a concordância com palavras que vêm depois. "Quinhentos anos" está correto. "Quinhentas pessoas" também. Mas "quinhentos e quinhentas" no mesmo período é redundância que soa mal. Se você tiver "500 homens e 500 mulheres", o ideal é reestruturar: "cem pessoas, sendo quinhentos homens e quinhentas mulheres" soa mais natural, ainda que seja um pouco mais trabalhoso.
Em português brasileiro, a pronúncia de "quinhentos" às vezes é achatada para "quinzentos" no falar coloquial, mas na escrita formal essa variação não existe. O "h" é parte da palavra e deve ser mantido. Já vi candidato em concurso público perder ponto por escrever "quinzentos" sem h, e a banca não abre exceção para sotaque. Outra questão prática: quando 500 aparece em fórmulas, planilhas ou códigos, a escrita por extenso praticamente não se aplica. Nesses casos, o numeral arábico 500 é padrão e correto. Só entra a grafia por extenso em documentos textuais, certificados, diplomas, cheques e peças jurídicas. Forçar a escrita por extenso em uma tabela de dados só atrapalha a leitura.
Resumindo o essencial: 500 = quinhentos (masculino) / quinhentas (feminino). O "e" entra apenas em formações não redondas. Cuidado com a confusão entre cardinal e ordinal. E mantenha o "h" na escrita formal.