Como Fazer A Conclusão De Uma Redação - Estrutura da Redação - Conclusão | Como fazer redação, Oficina de ...
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A parte final do texto que todo mundo estraga

Conclusão é onde a maioria dos alunos perde pontos fácil. Não porque o assunto é difícil, mas porque escrevem o que acham que o corretor quer ouvir em vez de fechar o argumento de verdade. Eu já corrija redações de vestibular e enem por anos e posso te dizer: a pessoa que termina bem costuma ser aquela que não repete o que já disse antes.

Como fazer a conclusão de uma redação sem cair no óbvio

A primeira coisa que precisa entender é que conclusão não é resumo. Resumir o que você já wrote é um erro comum que faz o texto perder força nos últimos parágrafos. O que você faz ali é fechar o raciocínio, mostrar que entendeu o problema e, se couber, apresentar uma solução ou uma reflexão que dê sentido a tudo que veio antes. No Brasil, principalmente para provas como enem, a estrutura clássica pede uma proposta de intervenção na conclusão. Isso significa que você precisa indicar o que deve ser feito para resolver o problema discutido. Mas aqui vai um insight que poucos ensinam: a proposta funciona melhor quando é específica e conectada com os argumentos já apresentados, não quando aparece do nada no final como se fosse uma dica de autoajuda.

Já vi aluno escrever uma proposta genérica tipo "é preciso conscientizar a população" sem dizer como, com quem, por qual meio. Isso não fecha nada. O correto é especificar: qual órgão deve agir, qual medida concreta, qual mecanismo de fiscalização. No meu caso, corrigindo provas na universidade, um aluno que escreveu "o prefeitura deve implementar campanhas nas escolas com auxílio do ministério da educação, com acompanhamento semestral das SECRETARIAS municipais de educação" levou nota máxima na competência de proposta, enquanto outro com "governo deve fazer algo" levou nota baixíssima pelo mesmo tema.

O que funciona na prática

Para começar, releia o desenvolvimento. Anote os três pontos principais que você argumetou. A conclusão precisa responder a cada um deles de forma implícita, mostrando que o problema foi compreendido em profundidade. Se seu segundo parágrafo falou sobre falta de investimento e o terceiro sobre negligência familiar, a conclusão não pode falar só de um deles. Depois, estruturalmente, a conclusão costuma ter duas partes: o fechamento do argumento e a proposta de intervenção. Na primeira, você retoma a tese de forma madura, mostrando que o problema é mais complexo do que parece. Na segunda, entrega a proposta com agente, ação, meio e finalidade. Esses quatro elementos são o padrão ouro para provas brasileiras e fazem diferença real na correção.

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Um detalhe importante que muitos ignoram: o tamanho. Conclusão muito longa compete espaço com o que realmente importa. Entre três e cinco parágrafos curtos é o suficiente. Mais que isso e você começa a repetir. Menos que isso e corre o risco de não fechar o raciocínio direito.

Dica prática que ninguém conta

Escreva a conclusão antes de terminar o desenvolvimento. Parece contra intuitivo, mas funciona. Quando você já tem a ideia do fechamento, os argumentos do corpo ficam mais direcionados e menos dispersos. Eu faço isso com meus alunos e a qualidade do texto sobe porque todo o ensaio caminha para um ponto definido. Outro erro frequente: usar conectivos genéricos no início da conclusão como "portanto" ou " assim" sem dar conteúdo atrás deles. O conectivo soz no não salva nada. Melhor começar direto com a retenção da tese ou com uma afirmação que mostre evolução do pensamento.

Quando a conclusão simplesmente não funciona

Vou ser honesto aqui: existem situações em que a estrutura padrão de conclusão com proposta de intervenção não se aplica. Textos dissertativo-argumentativos sobre temas filosóficos, históricos ou que não têm solução prática imediata podem exigir um fechamento diferente. Às vezes, uma pergunta retórica ou uma reflexão aberta fecha melhor do que uma proposta burocrática. O problema é que ensinar essas nuances é difícil em sala de aula. A maioria dos material didático reforça o modelo padronizado porque é mais fácil de corrigir em massa. Se você está se preparando para uma prova específica, estude as bancas anteriores e veja como as notas máximas foram distribuídas. Isso te dá uma direção mais precisa do que qualquer fórmula genérica.

Também é válido mencionar que concluir com uma citação de autoridade é arriscado. A não ser que a citação adicione algo novo ao argumento, ela parece enfeite e corretor experiente identifica na hora. Prefira fechar com sua própria voz, mostrando que você processou a informação e chegou a uma posição pessoal.

Resumo rápido para consultar antes da prova

Releia seus argumentos. Feche a tese com nuance. Inclua proposta com agente, ação, meio e finalidade. Mantenha entre três e cinco parágrafos. Evite repetição e generalidades. Seja específico. E se o tema não se presta a uma solução prática, considere um fechamento reflexivo em vez de forçar uma proposta que não cabe.