Dia Do Esquisito Na Creche - Dia Do Esquisito Na Escola Ideias - RETOEDU
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Como lidar com o dia do esquisito na creche: guia prático para educadores

dia do esquisito na creche é aquele momento em que uma criança começa a fazer coisas que fogem completamente do padrão — já vi menino de três anos se recusar a entrar no salinho porque o tapete estava "muito quente", o que não faz sentido objetivo algum, mas na hora parece a coisa mais séria do mundo. O importante é não entrar em pânico. Educação infantil exige paciência, observação e uma dose razoável de flexibilidade. Quando uma criança apresenta comportamento atípico, o primeiro passo é registrar o que aconteceu antes de julgar.

Registrar comportamentos atípicos

Isso significa anotar data, hora, atividade anterior, possíveis gatilhos e como a criança reagiu. Eu uso um caderno pequeno nas minhas aulas e marco com cores diferentes: verde para comportamento esperado, amarelo para leve desconforto, vermelho para episódios que exigem intervenção. Isso ajuda a identificar padrões ao longo das semanas. Um detalhe que muitos não consideram: o horário do dia importa bastante. Crianças tendem a ser mais sensíveis entre 14h e 15h, quando a energia começa a baixar. Às vezes o "esquisito" é apenas cansaço disfarçado.

Métodos de abordagem quando a criança age diferente

A técnica que funciona melhor comigo é a validação emocional seguida de redirecionamento. Em vez de dizer "não faça isso", eu digo "entendo que você está incomodado, mas podemos usar o bloco na mesa". Isso dá à criança a sensação de ser ouvida enquanto mantemos os limites. Um erro comum é tentar impor a razão lógica em uma crise emocional. Uma criança de três anos não vai entender que "o tapete não queima". Ela precisa primeiro sentir que foi compreendida. Depois, ai sim, oferece-se uma alternativa.

Também recomendo ter um "cantinho da calma" na sala — um espaço com almofadas, livros e brinquedos sensoriais onde a criança possa ir quando se sentir sobrecarregada. Não é punição, é uma ferramenta de autorregulação.

Problema específico que enfrentei

No ano passado, tive uma criança que começou a bater nos colegas toda vez que alguém sentava no lugar dela. Tentei conversar, expliquei, até ofereci prêmios — nada funcionava. A solução veio de uma observação casual: percebi que ela batia sempre depois de um barulho alto, como uma porta fechando. A workaround foi simples: coloquei um tapete absorvente de som na entrada da sala e avisei a equipe para fechar as portas devagar. Além disso, dei a ela a responsabilidade de ser a "guardiã da porta", o que canalizou a energia dela de forma positiva. O problema resolveu em uma semana.

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Quando se preocupar de verdade

Nem todo comportamento atípico é motivo para alarme. Crianças passam por fases de assertividade, testes de limites e expressão emocional ainda em desenvolvimento. Mas existem sinais que merecem atenção:

Se notar algum desses padrões, o ideal é conversar com a família e, se necessário, encaminhar para avaliação especializada. Creche não é lugar de diagnóstico, mas é lugar de identificação precoce.

Ferramentas práticas para o dia a dia

Rotina visual ajuda muito. Coloco cartazes na altura dos olhos das crianças mostrando as atividades do dia: chegada, lanche, brincadeira, hora da história, saída. Isso reduz ansiedade porque a criança sabe o que esperar. Outra técnica útil é o "termômetro das emoções" — um painel com carinhas que vão do feliz ao bravo, onde a criança pode apontar como se sente. Eu uso isso todas as manhãs, durante a acolhida, e leva cerca de dois minutos.

Uma limitação honesta: nada disso funciona se a equipe não estiver alinhada. Se uma educadora usa validação emocional e outra impõe disciplina rígida, a criança fica confusa. Reuniões de alinhamento quinzenais são essenciais.

Conclusão sem conclusão

lidar com o dia do esquisito na creche é parte do trabalho. Às vezes a criança só precisa de um abraço, às vezes precisa de um limite claro, e às vezes precisa de tempo. O importante é observar, registrar e agir com consistência. Se você quer se aprofundar, recomendo o livro "A Criança, o_brinquedo e o desejo", de Donald Winnicott. Não é um manual prático, mas ajuda a entender o que está por trás dos comportamentos.

Para mais dicas específicas, entre em contato com associações de educação infantil da sua região. Cada creche tem sua realidade, e compartilhar experiências com outros profissionais costuma ser mais útil do que qualquer teoria isolada. Se tiver dúvidas sobre algum caso específico, pode deixar nos comentários. Respondo quando consigo.