Verbo Fenomeno Da Natureza - Verbos de fenômeno da natureza - Recursos de ensino
Verbos de fenômeno da natureza - Recursos de ensino

Verbos de fenômeno da natureza em português: o que todo estudante de idiomas esquece

Entendendo o verbo fenômeno da natureza na prática

Os verbos que descrevem fenômenos naturais são uma das coisas que mais confundem estudantes de português quando estão começando a escrever textos formais ou se preparando para provas. Eles não se conjugam como os verbos normais porque não têm sujeito agente. A chuva não decide cair. O raio não resolve cair. O tempo simplesmente acontece. Você já deve ter visto isso em algum texto e ficado com dúvida sobre se devia usar "está chovendo" ou "choveu" sem sujeito, e a resposta depende do contexto, mas o princípio básico é esse. Eu costumava corrigir redações de candidatos ao vestibular e via erros recorrentes nesses verbos. A maioria errava na concordância ou na regência. Um candidato escreveu "choveu muito as ruas", o que é gramaticalmente impossível. O verbo chover é impessoal. Ele não tem objeto direto. O certo seria "choveu muito naquela região" ou "choveu muito e alagou as ruas". Erros assim aparecem o tempo todo, e a correção é simples: tratar o verbo como algo que não tem sujeito, mas que pode vir acompanhado de adjunto adverbial de tempo, lugar ou intensidade.

Quais verbos entram nessa categoria

Os principais verbos de fenômeno da natureza são chover, nevar, granizar, relampejar, trovejar, amanhecer, anoitecer, fazer (no sentido de tempo), ventar, soar, gelar, derreter e empanar. Alguns deles têm uso figurado, mas o núcleo é sempre o mesmo: a ação não tem um praticante consciente. "Faz frio" não tem sujeito. "Venceu-se o problema" seria correto no passado, mas "faz frio" permanece impessoal mesmo no pretérito. "Fez frio ontem" está certo. "Eles fazem frio" está errado, a menos que você esteja falando de algo completamente diferente. Os verbos como amanhecer e anoitecer merecem atenção separada porque muitos alunos os tratam como verbos regulares quando na verdade conservam a Impessoalidade em grande parte dos usos. "Amanheceu cedo" é a forma padrão. "Amanheci cansado" é pessoal, mas aí o sujeito é o falante, não o fenômeno. Essa distinção é importante e muita gente não nota até cometer o erro.

Regência e construção correta

O grande problema prática é que esses verbos muitas vezes aparecem em frases onde o aluno acha que precisa concordar algo. Quando eu via "estão chovendo balas" ou "chovem ideais", eu sabia que o texto precisava ser refeito. O verbo chover, nesse caso, está sendo usado de forma metafórica, mas mesmo nessas construções a impessoalidade se mantém. "Estão caindo balas" seria o jeito correto de dizer, usando um verbo pessoal. "Chovem ideias" não existe em português padrão. O certo seria "Há ideias caindo" ou simplesmente "Ideias caem". No meu dia a dia como professor, eu ensino os alunos a fazer uma verificação rápida: se dá pra responder "quem faz isso?" e a resposta não fizer sentido, o verbo é provavelmente impessoal. Com fenômenos da natureza, a pergunta "quem chove?" não tem resposta lógica. O mesmo vale para neve, granizo, relâmpago e trovão.

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Um caso específico que causa confusão constante

Um erro que eu vejo quase todo ano é com o verbo "fazer" no contexto de tempo. Os alunos escrevem "estão fazendo muito sol" no plural, como se "sol" fosse o sujeito. Na verdade, "faz sol" é uma expressão impessoal. O certo é sempre "faz sol", "fez sol", "vai fazer sol". Já vi materiais didáticos ensinarem "está fazendo sol" como variante aceita, mas em contextos formais essa forma ainda é marcada como erro. A variação coloquial existe, mas se o objetivo é dominar a norma, o caminho é "faz sol". Outro ponto que gera dúvida é a diferença entre "haver" e "existir" em descrições de tempo. "Havia chuvas fortes na região" soa mais formal que "Existiam chuvas fortes". Ambos são aceitáveis, mas "haver" no sentido de existência é impessoal, então fica na terceira pessoa do singular: "Havia muitos dias de chuva", nunca "Haviam muitos dias". Esse último é um erro clássico que aparece em correções de prova toda vez.

Quando esses verbos não são mais impessois

Nem todos os verbos de fenômeno natural são sempre impessois. "O dia amanheceu nublado" tem sujeito ("o dia"). "Amanheci cansado" também tem sujeito. A impessoalidade só vale quando o verbo refere-se estritamente ao fenômeno em si, sem um argumento nominal como sujeito. Se você usar "amanhecer" com um sujeito explícito, o verbo concorda normalmente. "Os dias amanhecem mais curtos no inverno". Nesse caso, "os dias" é o sujeito, e o verbo vai para o plural. A confusão surge porque os alunos não conseguem distinguir quando o verbo está sendo usado no sentido literal do fenômeno e quando está sendo usado com um sujeito. Eu resolvo isso pedindo para eles testarem: se dá pra colocar um pronome pessoal no lugar do suposto sujeito e a frase ainda faz sentido, o verbo não é impessoal naquele contexto. "Eles amanhecem mais curtos" soa estranho? Então "amanhecer" ali é impessoal e deveria estar no singular. "Os dias amanhecem mais curtos" funciona porque "os dias" é o sujeito e o verbo concorda.

Dica prática para não errar mais

Se você está estudando português para uma prova ou precisa escrever um texto formal, a regra de ouro é: verbos de fenômeno da natureza ficam na terceira pessoa do singular quando não há sujeito explícito. Chove. Neva. Graniza. Faz sol. Faz frio. Anoitece. Trovã. Relampeja. Venta. Se quiser adicionar informação, use advérbios ou locuções adverbiais, nunca tente transformar o fenômeno em sujeito. "Choveu bastante na cidade" está certo. "Choventaram muito" está errado. Ponto.